A palavra “holístico” vem de holos – que em grego quer dizer Todo, mas que se inspira também da palavra inglesa “wholy” = igual ao sagrado, santo – e isso nos ajuda a compreender melhor o Festival Holístico.
A palavra “holístico” representa todo um movimento de mudança de sentido.
O movimento holístico consiste em passar da realidade relativa do mundo concreto à realidade absoluta do mundo de luz e de integrar os dois mundos de tal modo que o programa do todo se encontra em todas as partes.


Permacultura: tivemos a fascinante oportunidade de conversar sobre permacultura com Marsha Hanzi, antropóloga-ecológica. Olhar para a agricultura através de uma visão holística é deslumbrante.
A permacultura é uma síntese das práticas agrícolas tradicionais com idéias inovadoras: conhecimento secular + descobertas da ciência modern = desenvolvimento integrado da propriedade rural de forma viável e segura para o agricultor familiar.
A permacultura trata de plantas, animais, pessoas, construções e infra-estruturas de forma que tudo esteja conectado entre si; é a idéia de trabalhar COM a natureza e não em contra dela, e entender o ser humano como uma parte a mais do sistema natural, e não superior a ele.
Poderia falar sobre o assunto durante horas, mas ainda tenho muito o que contar… Se quiser saber mais, entre em contato conosco andrea@comovoceseinspra.com.br .

Movimento Anastásyia: o tema foi apresentado pela Marsha (permacultura) – que se refere a Anastasya como uma daquelas pessoas que cruzam o nosso caminho e mudam nossa direção.
Ansatasyia ,uma jovem xamã das florestas da Sibéria, vive integrada à natureza que a rodeia e alimenta. Seus ensinamentos foram publicados em 9 livros. O ensinamento que mais me marcou foi a convicção de que a maior tarefa evolutiva da humanidade neste momento é de se re-ligar ao mundo natural que nos sustenta.
Ela afirma que quem mais está habilitado para isto são os “dachniks”, sitiantes de fim-de-semana (o sitiozinho se chama “dacha” em russo). O dachnik tem uma relação íntima com cada planta do seu pequeno terreno, algo impossível para o agricultor comercial. É através desta ligação – individual e pessoal – com a natureza que Anastasyia vê o resgate da humanidade.
Anastasyia acredita que cada um de nós deveria ter uma hortinha pessoal. Cada de nós, sugere Anastasyia, deve se alimentar – dentro do possível – deste canteiro pessoal, que será a fonte da nossa cura constante.


Xamanismo: O xamanismo é uma filosofia de vida muito antiga que visa o reencontro do homem com os ensinamentos e fluxos da natureza e com seu próprio mundo interior. A palavra xamanismo foi criada por antropólogos para definir um conjunto de crenças ancestrais. Este conhecimento não está limitado aos iluminados, é disponível para todos nós, dependendo da sinceridade e humildade com que o buscamos. Sabedoria xamânica é sabedoria da Mãe Terra e, a cada filho dela, é dado um presente, algum talento especial.
O caminho xamanico conduz a um relacionamento de amor com a Mãe Terra.
Não é possível praticar o verdadeiro xamanismo sem incluir os cuidados com a preservação da vida de todos os reinos (animal, mineral, vegetal, espiritual) em nosso planeta.
Renata Freitas comandou esse tema e poder se entregar às vivências sob seu comando foi um privilégio… e os resultados muito marcantes para a vida de cada participante. Quem sabe ela aparece no CVSI para falar mais? Ou, quem sabe, marcamos algo pessoalmente.

Ah, e para encerrar deixamos uma dica do som que rolou no Festival: Alberto Marsicano, tocando sua cítara, instrumento indiano de 18 cordas, lindo! Zeca Baleiro, músico e grande simpatizante da visão holística e Armandinho, músico baiano um dos maiores representantes da música de trio elétrico também tocaram por lá.

O Festival acabou, mas ano que vem tem mais…lá em Imbassaí!
E o CVSI, com certeza, estará presente!
Fotos: Rogério
Bate Papo Inspirador com Giovana Venturini
Este Bate Papo tem algumas características marcantes: a artista é uma velha amiga que reencontramos neste mundo virtual fascinante; ela é brasileira e mora em Paris; o resultado da entrevista foi “intenso”, as respostas são longas, mas as deixamos na íntegra, como sempre fazemos, porque vale a pena conferir cada palavra: sua trajetória nos inspirou tanto quanto sua arte! Obrigada Giovana!
CVSI: Sabemos que é uma apaixonada por criar e que escolheu desenvolver seu potencial criativo vivendo a vida intensamente, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Giovana?
Giovana: Hoje sei muito sobre mim, acho que é o que mais sei na vida, mas o processo de descoberta é infinito e muito fascinante. Sou sensível, amorosa, conectada, confiante na vida, colorida, consciente, exploradora, livre!
Essa é a minha busca eterna, me conhecer cada dia mais e mais, e tentar ser inteira, o que não é fácil, em um mundo tão desequilibrado onde vivemos. Mas tenho tido sucesso com essa busca, pois acredito ser feliz e fiel aos meus valores reais da vida, como: verdade, amor, respeito, igualdade, gentileza.
Foi atrás desta viagem interior que encontrei a arte. Posso escrever aqui por horas, contando todo meu processo de vida, como acredito que cada um tem o seu, mas de alguma forma, são todos muito parecidos, com perdas e vitórias, inseguranças e vontades, medos e realizações, até o dia e que resolvemos, ou não, tomar conta de nossas vidas e fazer apenas aquilo que nos faz bem, nos nutre, nos alimenta. Sem deixar nossa energia se escoar ou, até mesmo, nos destruir.
Acredito que a energia é sempre a mesma, o que muda é a manifestação, que pode ser levada a autodestruição ou a construção de algo muito especial e único. Quando aprendemos a construir coisas positivas, tudo fica mais leve, colorido e trazemos a tão sonhada paz em nossas vidas.
O meu processo foi esse. No inicio não entendia minha sensibilidade, deixei que ela me levasse a lugares feios e tristes por não saber como direcioná-la. Sentia o mundo, mas ele não era muito bonito. Aos poucos fui entendendo, através da astrologia principalmente, que eu era assim, e fui atrás das coisas mais belas e leves, pois preciso viver perto do que é vivo, ou então, morro junto.
A primeira coisa a fazer, foi sair de São Paulo, cidade que eu amo, mas tenho total consciência de que seu estilo de vida não combina com o meu. Depois, descobri a arte e percebi que ela sempre me acalmava, e me deixei levar por esse prazer. Sem nenhuma pretensão, essa paixão se tornou minha profissão. O ponto alto de satisfação para mim foi unir a arte ao autoconhecimento e ajudar as pessoas a se curarem e se conhecerem melhor, tendo meu processo pessoal como caminho.
CVSI: Como, quando e onde você começou a trabalhar com as mandalas? O que se passava em sua vida naquele momento?
Giovana: Quando decidi sair de São Paulo, já havia encontrado meu verdadeiro amor, então só faltava me encontrar profissionalmente. Eu tinha me formado em Propaganda e Marketing havia mais ou menos um ano e estava perdida, como a maioria das pessoas jovens: sem expectativas, decepcionada com a faculdade, sem entender o porquê de ter estudado 15 anos para chegar ali, desempregada, com oportunidades de trabalhar das 8h às 18h e ganhar um salário péssimo no final do mês.
E o pior, para mim, era saber que iria colocar toda minha criatividade em algo que, provavelmente, iria enganar as pessoas. Isso não era possível! Preferi trabalhar em loja, assim continuava “livre”: trabalhava 6h por dia com um salário razoável para quem morava com os pais e cabeça fresca. Assim, sobrava mais energia para mim.

Foi quando, meu companheiro e eu, resolvemos ir estudar e ter uma experiência em outro lugar do mundo. Fomos para Califórnia, Santa Barbara. Vivemos dois anos e meio lá, em plena harmonia, felicidade e com todos os desafios normais da vida. Livres, como dois pássaros que saíram da gaiola. Lá entendi minha alma, ela era californiana, totalmente hippie.

Adorava andar descalça, escutar os drums circles todos os domingos nas praças, os festivais, as músicas,a arte, a cor, a praia, os amigos. Tudo era realmente um sonho. Comecei a fazer cursos de arte, watercolor, desenho, escultura, vidro… Mas sem nenhuma pretensão. Abri uma marca de crochê – Original Art – com uma amiga e, naturalmente, percebi o que era viver do meu trabalho, da minha criatividade.
Ser livre para decidir quando trabalhar, ser justa no preço, poder me expressar com as cores e ainda ver todos usando nossos gorros coloridos e bolsas diferentes. AMEI essa vida, disse para mim mesma, é isso que eu quero! Mas como sou muito curiosa, queria saber mais sobre outros lugares que ainda não conhecia e resolvemos ir explorar a Europa.
Vendemos tudo, nos desapegamos da vida, peace and love, e fomos conhecer o velho continente. Desta vez de mochila, sem expectativas. Tínhamos algum dinheiro, uma passagem de um ano, algumas dicas e muita coragem e vontade de viver essa aventura. Passamos um mês em Portugal, quinze dias em Barcelona, achei que ia ficar por lá, mas não me adaptei, era muita loucura. Lembrando que era 2003, período tenso antes da guerra no Iraque.

Seguimos para uma cidade menor: San Sebastian, norte da Espanha. Alugamos um apê com 2 espanholas e ficamos, sem previsão de partida. Não conseguimos trabalho, então meu dia-a-dia era ir à biblioteca local, checar a internet e pegar livros e CDs para estudar. Li de tudo, estudei chacras, tai chi, massagens, cores… Vivi realmente o ócio, o que foi muito bom para me conhecer melhor, pois nunca temos tempo para cuidar dos assuntos da alma, então tirei esses meses para limpar o coração.
Porém, me deparei com uma mudança muito grande de ambiente, pois não conseguia me conectar com a cidade, apesar de muito bonita. As pessoas eram fechadas, a língua era muito diferente (o Euskera) e tive mais uma vez que viver dentro de mim, pois o exterior não me completava.
Comecei a entrar em depressão, pois me sentia um peixe fora d’água. Passava os dias pintando. Dois, três desenhos por dia, era só isso que eu queria fazer e escrever tudo o que eu sentia. Comecei pintando flores, estrelas, lua, sol e, aos poucos, começaram a sair as mandalas, os pontos e não conseguia mais parar.
Ficamos quase cinco meses lá e sem ter a menor consciência, naquele momento difícil, estava aprendendo o poder de cura das mandalas que – só depois de alguns meses – foi se manifestar em quadros e no final em portais: Mandalas Gigantes.
CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê o seu trabalho em um futuro próximo?
Giovana: Quando viemos para Europa em 2003, pedi a minha mãe, grega, para dar entrada na cidadania européia. Quando voltamos da Europa, depois de 7 meses e meio lá, fomos morar em Florianópolis. Cidade dos sonhos para quem quer paz e busca sua essência. Foi lá que me conheci realmente.
Fiz vários cursos, Reiki, tarô, astrologia, musicoterapia, vidas passadas, abri uma ONG, vivi realmente a minha essência, pura, natural, orgânica. Desenvolvi cursos e workshops sobre arteterapia e tive grande satisfação em ver pessoas expressando seu mundo interior em cores e mandalas, as deixando mais leves e felizes. Trabalhei com as crianças, minha grande paixão! Com aulas de criatividade livre, explorando a imaginação, a criatividade e a inocência.
Mas, em dois mil e sete, meu passaporte saiu e a vontade de explorar o mundo ainda era enorme. A ilha já tinha me dado toda a bagagem necessária para sair pelo mundo novamente, especialmente porque não tínhamos filhos ainda. Mais uma vez, nos desfizemos de tudo (material, emocional e profissional) e partimos para mais uma grande aventura, desta vez: Paris!
Centro do mundo e fácil acesso a todos os outros lugares que ainda queremos explorar. A busca desta vez era a Arte e a referência de diferentes culturas, religiões, pensamentos, tudo! Aproveitar nossa cabeça jovem e absorver tudo!
Não é tão simples, a idade vai pegando e desapegar do “paraíso” não é tão fácil assim. Mas agora, depois de um ano aqui, de ter me conhecido ainda mais, estar mais forte que ontem, ter vencido os obstáculos do frio, da língua, da cidade, da falta do mar, dos amigos, da família, estou pronta para agir e começar a viver minha arte aqui.

Começo a estudar em Outubro próximo e quero aprender, reciclar, refazer, desconstruir e criar de novo. EXPERIMENTAR é a palavra. Já tive experiências em cinemaa, minha paixão, em moda, em design. Estou em fase de descoberta e do ponto zero, mesmo tendo minha bagagem, que nunca será tirada de mim, estou pronta para o que se abrir de novo.
Para ser sincera, não tenho muito planos, a não ser viver da arte, da criatividade, da verdade, de valores reais e buscando colocar minha energia naquilo em que acredito, para ajudar o mundo a ser um lugar melhor. Além de trabalhar, quero continuar com as mandalas personalizadas e ver como esse processo evolui. Tenho muita vontade, também, de escrever livros infantis, fazer ilustração. Idéia na cabeça é o que não falta.
CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em produto?
Giovana: Para mim, criar é simplesmente deixar acontecer, sem regras, sem nada pré-definido ou determinado, é a verdadeira liberdade! Dizem que quando criamos, estamos mais próximos do grande criador de tudo e eu acredito que essa é a maior verdade.
Eu não conheço nada que me deixe mais calma e zen do que criar. Posso passar horas pintando, recortando, dançando, escrevendo, sem que nada me perturbe, sem que nada desvie meu foco, que é simplesmente estar presente e deixar as formas se manifestarem.
Eu sou uma espectadora da minha própria arte, me fascino, me surpreendo e me alimento do ato de criar. O melhor momento de inspiração para mim é na madrugada, quando todos dormem, quando as mentes calam, quando os barulhos cessam. Ai tudo flui, tudo acontece facilmente. Adoro o sol e o dia, mas sou totalmente noturna.
Gosto de harmonia, beleza, música, aromas, limpeza, natureza, para que meu estado seja mais puro. Pois quanto mais conseguimos sair e deixar a inspiração entrar, melhor será o resultado. gora, para torná-la um produto, utilizo o marketing que aprendi na faculdade, ou seja, cuidado com a apresentação do produto, desde a etiqueta, o conceito, até todo tipo de ferramenta visual para que os clientes possam se conectar melhor com meu trabalho e perceber que ele é feito com muito amor e carinho.

CVSI: Como escolhe os materiais que vai usar? Existe algum ritual para isso?
Giovana: No caso das mandalas, durante anos trabalhei com tela e tinta acrílica (utilizando uma técnica de aquarela) e tinta autorelevo, para finalizar. Mas nos cursos e na vida pessoal, faço mandalas com tudo o que aparecer na frente: colagem de revista, fotos pessoais, sementes, conchas, mosaico com azulejos, crochê, papel, tampinhas…. A mandala é uma parada muito interessante e vicia.
Ela sempre começa pelo centro e depois vai crescendo simetricamente, então, podemos utilizar qualquer material e a criação é sempre infinita, paramos quando queremos. Apesar de existir tipos e técnicas diferentes de mandalas, cada uma tem seu propósito: as Livres, sem nenhuma simetria, simplesmente deixando sair o que está dentro; as de Direcionamento, onde colocamos aquilo que querios manifestar na nossa vida, utilizando cores, palavras, imagens, simbologias que representem nosso objetivo; as de Centramento, essas são simétricas e têm um centro bem definido, ótimas para meditação, entre outras…

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver?
Giovana: Totalmente! Vivemos numa sociedade muito material e mental, onde o emocional ficou deixado de lado por séculos e, para sermos completos, precisamos ter o espírito/mente/coração/corpo equilibrados.
Quando levo lápis de cor, canetinha e papel nas reuniões entre amigos, muitos dizem: “eu não sei criar nada”, “eu sou péssimo”, “eu não consigo desenhar”. Mas isso não é verdade, pois todos nós, quando crianças, desenhamos, pintamos, dançamos, cantamos, tocamos instrumentos… Exploramos nossos sentimentos através da expressão artística.
O mais interessante é ver esses mesmos amigos voltarem ao ponto em que pararam e criarem casinhas, carrinhos, arco-íris. Criar faz parte da alma, nunca esquecemos, só enferrujamos. Toda essa espontaneidade e liberdade da nossa criança vão sendo deixadas para trás e a obrigação de sermos fortes, inteligentes, capazes, bem sucedidos, vai tomando conta.
Hoje temos muitas pessoas doentes, com dificuldade em acessar seus sentimentos ou depressivas, com sérios problemas emocionais, pois elas deixaram sua criança sem nenhuma forma de comunicação. Elas simplesmente pararam de escutar seus corações e reconhecer as verdadeiras necessidades pessoais, da alma e, sem essa relação interior, é impossível sermos inteiros e manifestarmos no mundo aquilo de mais belo e único que cada um de nós trouxe.

Criatividade é essencial na vida, até mesmo para superar desafios diários. A pessoa criativa é mais aberta, mais capaz de se adaptar às novas situações e, como vivemos num mundo onde a única certeza é de que tudo é inconstante, ser adaptável é uma boa característica.
CVSI: Você já contribuiu, contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver algo?
Giovana: Esse é um assunto essencial para mim, pois não consigo ter paz e ser verdadeiramente feliz, sabendo que ainda existe tanto absurdo neste mundo. Mas também sei que não posso salvar o mundo, então, faço o que é possível! Meu foco é sempre natureza e crianças, pois para mim são o futuro e, através das crianças, conseguimos atingir os pais, tios e avós com muito mais facilidade. Sempre estive presente em diversos tipos de ações solidárias e ecológicas.
Organizei o movimento “EU AMO A TERRA”, onde no último domingo do mês, reuníamos voluntários com sacos de lixo, luvas, água e muita vontade para ajudar a natureza a se harmonizar, limpando as trilhas de Florianópolis.
Dividíamos em duas equipes, uma recolhia o lixo reciclável e a outra o lixo para o aterro. O lixo reciclável ia diretamente para uma recicladora de lixo. Os momentos eram sempre mais que especiais, com grupos diversificados, surfistas, empresários,idosos, crianças, jovens. No final de todos os encontros, sempre a natureza nos dava um presente, além do dia especial.

Em um deles, encontramos uma praia deserta, com a água mais clara que vi e depois desse dia, nunca mais a encontramos naquelas condições tão perfeitas. Em outro dia, no final da trilha, encontramos mudas de árvores abandonadas e cada um levou um pouco da natureza para casa, e assim vai. A natureza é extremamente amorosa e abundante; assim como com as crianças, sempre recebemos muito mais do que damos. Existiem vários outros projetos de crianças e arte…..mas isso fica para uma outra vez.
CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira (CVSI) de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Giovana: ABSOLUTAMENTE!!!! Vocês estão fazendo um trabalho muito especial, pois devemos sempre incentivar toda e qualquer expressão criativa, pois esse é o caminho para o equilíbrio que tanto buscamos. No mundo atual, arte é coisa de museu ou de galeria renomada e existem milhares de artistas por ai, cheios de talento não explorado, o que é desperdício enorme para humanidade.
Muitas vezes, por não terem espaço para viver de seu trabalho, têm que trabalhar em empregos exploradores que retiram toda a energia e não sobra tipo para arte. Acredito que, num futuro próximo, existirá mais espaço para arte ser explorada e apreciada, incentivando todos a expressarem seus sentimentos e idéias, tornando o mundo mais verdadeiro e divertido.
Para conhecer mais sobre o trabalho da Giovana Venturini, visite: http://www.giovanaventurini.com/
Este foi mais um delicioso Bate Papo Inspirado do CVSI…
Para Estimular a Inspiração…
Fotos Inspiradoras…

Na série “Throught the Green Fuse”, o fotógrafo americano Robert Buelteman utiliza eletricidade para iluminar folhas e flores.



“Sempre tive vontade de encontrar a minha voz para expressar a beleza, o equilíbrio e a harmonia que eu vejo na natureza“, afirmou o artista.
