Hoje, estamos apresentando o trabalho inspirado de Nina Van de Goor, uma estudante e artista holandesa que faz um trabalho encantador. Confira abaixo nosso Bate Papo com Nina e um pouco da arte que ela faz com tanta delicadeza…

CVSI: Nina, sabemos que você é uma estudante holandesa e que ama design, craft e arte. Mas conte-nos um pouco mais sobre você, quem é Nina?

NINA: Ah, esta é sempre uma das perguntas mais difíceis que alguém pode fazer. Bom, tenho 26 anos e moro com meu namorado em Den Bosch, uma cidade no sul da Holanda. Já moramos juntos por quase dois anos. Estudo na Universidade (e ainda tenho que escrever minha tese, mas as coisas não andam muito adiantadas – já que tenho trabalhado muito no meu pequeno negócio, a Ninainvorm), mas meu coração, no momento, está em criar coisas. Também amo escrever e estou comprometida com política verde em minha cidade.

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CVSI: Quando, onde e como a Ninainvorm foi criada? O que acontecia em sua vida naquele momento?

NINA: Tudo começou três anos atrás. Eu estudava, mas me sentia muito infeliz com tanta teoria em minha vida. Sempre amei coisas criativas como cerâmicas e design de interior. Um dia, de certa maneira, decidi colocar algumas coisas em um blog: fotos da minha casa, algumas cerâmicas que eu havia feito e falava sobre coisas bonitas que eu gostava…

O blog começou a crescer e se tornou algo para o qual eu me dedicava muito. Trabalhar no blog também estimulava meu processo criativo e, aos poucos, comecei a pensar em vender alguns dos meus trabalhos. Deste ponto em diante meu pequeno negócio, a Ninainvorm, começou a se desenvolver e crescer de uma maneira bastante orgânica e hoje me encontro em algum lugar desta estrada.

CVSI: Por favor, conte-nos sobre os planos que tem para suas criações. Como você vê sua arte no futuro?

NINA: Eu realmente quero trabalhar mais com impressão. No momento estou vendendo cerâmicas com impressões dos meus desenhos, impressos e cartões postais, mas espero expandir as opções no futuro. Gostaria muito de começar a imprimir em tecido e, talvez, fazer papelaria. Também espero trabalhar com fotografia eventualmente. Ainda existe muita coisa para fazer e desenvolver.

CVSI: Suas peças são muito delicadas, exclusivas e alegres. Como você se inspira para criá-las?

NINA: Tudo acontece muito intuitivamente. Quando trabalho em materiais “vintage“, (como louça antiga) tento sentir quais cores e imagens a peça pede. Pode soar vago, mas é como funciona. Normalmente, apenas sento à minha mesa e começo a trabalhar, sem planos ou rascunhos.

Claro que me inspiro com muitas coisas, como o que vejo de bonito em blogs, mas quando faço meu trabalho apenas deixo esse “sentimento intuitivo” me levar.

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CVSI: Você sente/acredita que criatividade e inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e se desenvolva de maneira sustentável?

NINA: Espero que estejamos nos desenvolvendo em uma direção onde o real, o honesto, o criativo, o único e o estilo de vida “feito à mão” sejam mais apreciados. Acredito que estamos cansados de um mundo “feito” de produção em massa e barata, não sustentável.

Espero que eu possa, de alguma maneira, fazer parte deste movimento. É muito bom ver a comunidade criativa expandir na internet e os artistas inspirarem uns aos outros.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta de nosso blog de ser um espaço onde promovemos artistas que expressam sua arte através da conexão que fazer com suas verdades, acreditando que dessa maneira podem contribuir com o enriquecimento de nossa existência?

NINA: Acredito que é maravilhoso dividir idéias e inspirações como essas. Pessoalmente, sinto que a criatividade é uma das principais fontes de significado para minha vida e amo dividir isso com outras pessoas e ver como eles criam também. Acredito que todos podem inspirar e isso é lindo!

criatividade

Muito obrigada /Bedankt, Nina!

Para conhecer outros trabalhos da Nina, cheios de inspiração, clique aqui.

inspirado

Conforme prometemos, segue detalhes do nosso Bate Papo Inspirado e Muito Fofo com a Carol. Seus trabalhos são super criativos, coloridos e fofos – tal qual a criadora! Carol, obrigada pela colaboração e palavras inspiradoras!

 

 

 

CVSI: Carol, sabemos que é arquiteta, vive entre papéis e tecidos e cria bolsas e outras coisas lindas para sua marca, a FofysFactory, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é Carol Grilo?

Carol: Sou uma pessoa que adora cores e coisas fofas vindas do Japão. Sem pré gostei dessa cultura do fofo: Hello Kittys, brinquedos, miniaturas. Além disso, adoro desenhar e criar coisas. Acho que por isso resolvi ser arquiteta.

criativos

CVSI: Como, quando e onde surgiu a FofysFactory? O que se passava em sua vida naquele momento?

Carol: Surgiu sem querer, quando comecei a fazer experiências com minhas ilustrações em feltro. Aos poucos, novas idéias foram chegando, como a de fazer bolsinhas de feltro com a aplicação, daí surgiram as “classic felt bags”.

Na época, trabalhava em um escritório de arquitetura e, nas horas vagas, ficava criando minhas peças, sem a pretensão de vendê-las algum dia. A FofysFactory surgiu assim e logo juntei à minha mãe, para criarmos ainda mais. Até hoje somos nós duas que produzimos todas as peças.

 

inovação criatividade

CVSI: Suas criações são muito originais, e seu talento é incontestável e sabemos que para criar temos que nos conectar com nossa inspiração, então, nos conte um pouco de como você se inspira?

Carol: Eu sou uma pessoa observadora. Tudo me inspira e a todo momento: imagens, filmes, alguma foto na revista, um objeto em uma loja. Tudo que é bonito me inspira a criar cada vez mais. Tenho a sorte de ter amigos em minha volta igualmente inspiradores. São pessoas que lidam com cinema, design, arte, arquitetura.

artesanato

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver?

Carol: Sim. Acho que todo mundo pode ser criativo. Para isso, tem que começar o movimento dentro da gente. A criatividade é uma atividade a ser desenvolvida a todo tempo. Isso só se consegue com prática, com a vontade de sair do lugar, criar e pensar.

criadora

CVSI: Você já contribuiu, contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver?

Carol: Nunca contribui. Talvez tenha contribuído de forma indireta, inspirando algumas pessoas a utilizarem o trabalho manual para ajudar outras pessoas. Mas gostaria muito de, um dia, poder contribuir com o terceiro setor através do trabalho que desenvolvo.

Combo bordô + azul by Carol Grilo • FofysFactory Chove Chuva. by Carol Grilo • FofysFactory

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?

Carol: Acho ótimo. As pessoas têm costume de achar que existem pessoas criativas e não-criativas, e que isso não está ao alcance de todos. Quando, na verdade, criatividade é atividade. Tem todo um esforço. A inspiração não é algo que vem do “além”, como costumam dizer. É fruto de muito trabalho. O “como você se inspira” traz a oportunidade de artistas mostrarem o seu processo de criação, que são os mais variados. Isso é muito legal e pode ser inspirador para outras pessoas.

Festival de porta-ipods! 1

Comentários Extras e Sugestões (o que você gostaria de ver no CVSI?): Agradeço o convite para participar desta entrevista. Não conhecia o site e fiquei contente com a descoberta. Obrigada! :)

Cupcake by Carol Grilo • FofysFactory

Obrigada Carol! Para conhecer mais sobre o trabalho da Carol e a FofysFactory, visite o site: www.fofysfactory.com.br

Este foi mais um bate papo inspirado no Como Voce Se Inspira(CVSI)!

Anuncio nosso próximo Bate Papo Inspirado com grande entusiasmo!

Falaremos com Leila Lampe do Corrupiola, que para quem não conhece anexo fotos dos trabalhos maravilhosos que produz!

Corrupio, como aprendi, significa brincadeira e o nome Corrupiola surgiu de uma brincadeira com a palavra corrupio.

É nesse clima alegre e descontraído que se inspiram Leila e Aleph (seu companheiro).

Com certeza vocês querem conhecer mais sobre o Corrupiola e seus criativos fundadores – e para isso, basta ficar antenado!

Nosso bate papo irá “ao ar” muito em breve! Plin, plin…

Bate Papo

inspirado brincadeira

Aguarrdem, para breve, nosso bate papo inspirado.

CVSI

inspiradorEu já havia ouvido falar deste lugar inspirado, e hoje, lendo uma matéria sobre ele, me lembrei que tem algo de muito inspirador neste ar…

Estudio Gloria, uma casa-loja que como a própria dona diz, “é um espaço cheio de árvores com cenários de encher os olhos”.

Inspira, com certeza. Karina Arruda tinha como hobby garimpar peças diferentes e transformá-las em maravilhas. Objetos de decoração, inclusive móveis dos décadas de 1920 à 1980 são restaurados e repaginados.

O Estudio fica em Cotia/SP e abre aos finais de semana.

E aos sábados tem feijoada!

E para deixar tudo mais encantador ainda, 10% do valor de tudo que é vendido ali, é doado à Casa Joana D´Arc/SP.

Dá gosto de promover, não dá? Boa noite!

inspirado

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CVSI

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A vista do restaurante onde servem a feijoada…

e

Estúdio Glória

O restaurante inpirador…

O primeiro bate-papo inspirado do Como Você se Inspira é com Marina Vargas, do blog Ma. Coisinha.

Marina realiza um trabalho incrível de encadernação manual, extremamente inspirador e que expressa sua linguagem criativa de maneira muito transparente. Enjoy it! inspirado

CVSI: Sabemos que é uma apaixonada por papéis, e que une essa paixão aos tecidos para criar, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Marina?

Marina: Marina nasceu em São Paulo em 23 de maio de 1984 e, por nascimento, é geminiana de vez em quando (quando convém acreditar no que os astros dizem, sabe como?). Hoje ela mora em Florianópolis, mas pretende voltar em breve para Ribeirão Preto, onde deixou a mãe, a cachorra, amigos e, agora, um ex-namorado. Marina acredita que é mais importante apegar-se às pequenas coisas que viver no mundo frenético que nos empurram através da TV. Ela quer ter uma casa pequena com um ipê na frente, uma boa companhia para as experiências gastronômicas e afazeres criativos para ficar sã (e garantir a vida assim, se for possível).

CVSI: Como, quando e onde surgiu a Ma. Coisinha? O que se passava em sua vida naquele momento?

Marina: Sempre vi muito de minha mãe em minha vida e nos meus gostos. O nome Mª. Coisinha veio dela que, no meio de seus surtos de esquecimento, chamava as pessoas assim. Ela também emprega verbos como “coisar” quando não se lembra do termo específico que precisa. Achei que nada melhor para homenageá-la (e brincar com a cara dela).

A Mª. Coisinha surgiu depois de anos de adoração aos papéis e quase um ano tentando fazer livros (primeiro comecei com os de espiral, mais fáceis mas não tão encantadores). Depois, como num passe de mágica, uma oficina de encadernação apareceu na cidade e aí, junto com muita pesquisa, fui descobrindo como fazer o que há tanto tempo me encantava. Tem horas em que as peças parecem se juntar, né?

No momento em que passei a usar o nome e a fazer e publicar meus livros, minha mãe tinha um ateliê/loja/escola de patchwork e vê-la respirar essa possibilidade de colocar algo que dá tanto prazer pra ela como fonte de renda me fez apostar em mim mesma e no que eu tenho gosto de fazer.

inspirado

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em produto?

Marina: Acho que pra qualquer pessoa que faça um trabalho criativo, é necessária uma dose de humildade e admiração por quem já trilhou o mesmo caminho na mesma arte. Saí procurando pessoas e trabalhos de encadernação, informações sobre técnicas diferentes, materiais e a perceber qual era a “cara” de cada artista.

Além desse embasamento, acho que a própria vida vai encaminhando as coisas… Os momentos de lazer e de pesquisa acabam se refletindo nos gostos e os gostos nos materiais… Uma música pode influenciar uma fotografia, um filme pode influenciar uma pintura e por aí vai.

Não sei se me faço entender com esta resposta, mas acho que é basicamente isso mesmo: nossas vidas se transformam em referências.

CVSI: Como escolhe os materiais que vai usar? Existe algum ritual para isso?

Como trabalho com encadernação (e outras coisinhas mais, mas vou focar-me nos livros), papel passa a ser uma premissa. As capas em tecido garantem uma textura diferente entre o que protege e o que é utilizado (miolo), além de possibilitar uma série de manejos e alterações: bordados, costuras, emendas, aplicações, pintura e por aí vai.

Quando não faço livros em série, com materiais que já tenho ou para ver logo uma ideia sair da cabeça e ficar pronta, costumo perguntar pro cliente qual sua cor favorita, se tem preferência por cor de folha, quantidade de páginas e outros detalhes. Faço isso para que o trabalho fique com o jeito de quem vai usar e que a pessoa tenha tanto prazer em aproveitar o livro como eu tenho em confeccioná-lo.

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver?

Marina: Acho que criatividade e imaginação levam à inovação… e que estes três elementos são mais do que caminhos para este “desenvolvimento” que costumamos ouvir por aí.

Acredito que levam a um desenvolvimento de alegria, de encontro consigo mesmo, de planejamento, realização. Permitem que as pessoas entrem em contato com atividades lúdicas, coloquem para fora o que são, criando assim uma nova maneira de comunicar.

Sou super entusiasta de “terapias” alternativas e válvulas de escape para o dia-a-dia insano que a maioria das pessoas têm. Acho que os trabalhos manuais estão voltando com tudo porque mais gente concorda comigo! Hahaha…

Enquanto é difícil chutar o balde corporativo, as pessoas que pegam no pé, as meras obrigações e tudo o que fazemos “porque assim tem que ser”, reservar um tempo (ou dois) para atividades realmente escolhidas por nós já demonstra como queremos outra qualidade de vida e indica os caminhos pelos quais podemos nos aventurar para mudar as situações que nos chateiam.

FIM.

À Marina, nosso muito obrigado pela colaboração, energia positiva, flexibilidade e principalmente pela inspiração. Que trabalho lindoooo e inspirado! Maria Coisinha Logo Para ver o trabalho de Marina, visite Ma Coisinha