Em nossa viagem “de cada dia” pela net encontramos muita gente talentosa e conectada consigo, fazendo arte com o coração. Nosso Bate Papo de hoje é com Loro Verz…um artista que se inspira ao abrir a janela de seu apartamento, no centro de São Paulo e que expressa em sua arte a mesma honestidade de suas palavras…imperdível! Deite e role…como fizemos! Obrigada Loro! 

CVSI: Loro, sabemos que você é cartunista, artista plástico e ilustrador e que já expôs seu trabalho em São Paulo e em Londres, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é o Loro?

Loro: (Longo Silêncio) Um cigarro na mão, ainda acredito que consigo parar de fumar. (pausa) Quem é o Loro? (Pausa mais longa ainda) Um artista multifacetado, ansioso, olhar de criança atento ao que acontece a sua volta, fluxo de pensamentos desenfreados na cabeça, a mesma cabeça que fica a maior parte do tempo nas nuvens mas o pé no chão, confuso, colecionador de experiências, contador de estórias (pausa para um trago no velho cigarro que um dia será deixado como um amor desperdiçado).

Amo viver do jeito que vivo. Rodei o mundo em busca do ”Loro”. Quem é o Loro? Eco. Quem é o Loro? (Silêncio) Isso importa? Sim, importa sim….ou não. Talvez? ”Talvez” é a resposta para tudo. Me procuro e fujo de mim mesmo todos os dias. (Pausa) Esqueça tudo o que disse antes. Loro nunca fala de si mesmo em terceira pessoa….contraditório. Está em todos os lugares e se perde fácil, mas logo lá está ele se encontrando com ele mesmo. 

Amo amar. Me perco para me encontrar. Mudo a cada segundo, não sinto falta de nehum dos ”Loros” do passado…..mas sem melancolia. Sou o mais religioso dos ateus. Já conversei com Deus. Loro é a parede do aquário que segura a pressão da água para os peixinhos nadarem livremente. É podre. Fiel. Apaixonante. Leonino. Egocêntrico. Honesto. Tão honesto e simples que as vezes beira a ingenuidade. Vulgar siginfica realista?.

Ri de si mesmo e ri do mundo com os outros. (Pausa para pegar um cigarro entre as cinzas do cinzeiro – esqueci de comprar cigarro) Boa pergunta…quem somos nós. Só sabe quem não é….não é o que? Sei lá…acho que entendi. Mas quando penso ter tudo sob controle, (ter controle não é uma meta) lá estou eu pergunatndo para os infinitos “Loros” nos labirintos espelhados na minha cabeça oca… Quem é o Loro? ( hahahhahahahha) Não era pra rir….era pra chorar? Estou rindo agora…. Quem não riu? O Loro. Que Loro?

CVSI: Como, quando e onde surgiu a arte em sua vida?

Loro: 1996. Ano importante. Somando -se  1+ 9+9+6 = 25; 2+ 5 = 7. Meu número da sorte. O maldito TOC me inspira. 1996. Entrei em direito na PUC-SP. Fui à Londres para ficar apenas por 6 meses e aprender a falar a língua da maçã na boca (Inglês Britânico). Seis meses se passaram, arrumei um emprego em um bar, liguei para casa e disse que não voltaria.

De certa maneira nunca mais voltei. Me apaixonei por uma Croata e lá fiquei por 8 anos. Descobria o mundo. As possibilidades são infinitas. Senti amor pela primeira vez. Meu amor pela croata abriu caminho para a arte. Descobri através dela que não tinha nada a ver com direito ou advocacia. Disse que era um artista. Hmmmmmmm…. Logo me recordei que eu era o cara que desenhava caricaturas na escola lá no fundo da classe.

Quase fui expulso de várias escolas, mas era um ótimo aluno. Sempre gostei de estudar, pois sou apaixonado em descobrir coisas novas. Sim. Desenhava. Sempre desenhei, sempre flertei com humor. Que é uma ótima proteção. Entrei na faculdade Central Saint Martins School of Art & Design blá blá blá blá….títulos ou posições sociais, intelectuais, vampiros nunca me interessaram…terminei a faculdade.

Durante os estudos trabalhei como porteiro, faxineiro, barman, decorador, panfleteiro, garçom, peão, lavei pratos, (pausa, acabei de achar um cigarro no canto de um maço todo amassado – meus olhos estão brilhando, meu pulmão ofuscado) sim, trabalhei no Mc Donald´s, fui encandor e eletricista. Todas são profissões respeitadas, acho bacana hoje em dia ir á um restaurante saber como são as coisas do outro lado da mesa!

Temos que conhecer o outro lado da meia-noite… e não ter medo de ver que a luz no fim do tunel é uma miragem! Trabalhei em uma galeria de arte (tomava café o dia todo). Dormi em vários lugares. Rua, casa de amigos e já tive um apto. só meu! A croata não aguentou e me deixou, não sou lá o mais fácil dos seres, tenho meus caprichos. Fazia xixi na pia….oh!!, minha honestidade de novo!

Bebia com frequência. No meu último emprego, dormia em um sleeping bag em uma garagem. Eu era porteiro do prédio. Trabalhava para um milionário que era um estelionatário, eu copiava quadros de um catálogo para ele decorar os milhares de prédios que ele possuia. Bebi uma noite, caí no chão, quebrei a mão. Sem mão, sem namorada, sem emprego….voltei para SP ( amo essa cidade!).

Morava na casa da minha irmã. Minha independência foi para a privada. Não sabia o que fazer. Comecei a dar aulas de Inglês. Depressão. Bebia bastante. Aluguei uma casa. Deprê se foi. Minha independência voltou! Duro, a grana dava só pro aluguel, mas liberdade não tem preço. Um dia vi em um shopping center uma tenda da MTV. Queria voltar para Londres. A tenda era minha salvação. Em letras garrafais podia se ler de longe. ”Dance o Clipe e Ganhe uma Viagem à Londres” Meus olhos brilharam.

Sempre dancei ”estranho”, ou melhor, minha dança nunca foi compreendida, Sempre odiei limites, passinhos, gente dançando como a Madonna… essa era a solução. Ganhar a competição e ir á Londres. Chegando em Londres, o plano era me desvencilhar da equipe da MTV e dar no pé. Fiquei em segundo lugar na competição… perdi a viagem. Ficou o mico. Hahhahahhaha,  foi engraçado. Bebia bastante e ficava falando com os objetos de casa.

Pegava um cigarro e um cinzeiro e criava diálogos entre eles. Aí, comecei a desenhar tiras sobre isso. Frustação me inspira. Enviei as tiras para a Folha de São Paulo, 3º concurso de humor e ilustração. Fiquei entre os 15 finalistas. Um ano depois, ainda dando aulas de inglês, meu telefone toca. Do outro lado da linha uma voz estranha.

Alô? Loro? – Sim? Olá! Sou editor de um novo jornal que vai entrar em circulação em SP se chama Publimetro. Trabalhei na Folha e gostei das suas tiras. quer colaborar com o jornal? Virei cartunista do Metro. Fazia tiras sobre objetos que falavam entre si. Comecei com o que tinha na mesa quando voltava bebado. Cigarro, cinzeiro, copo, garrafa… aí comecei inserir novos ”personagens” ( nunca tinha um pesronagem fixo, odeio a rotina. E um fato: rotina mata neurônios).

Fiz diálogos entre privadas e outras coisas do gênero…o jornal não gostou. Que caretice! Eles reestruturaram o jornal e saí de lá. Acordei no meio da noite e me imaginei com 60 anos, ainda dando aulas de inglês, com um carro do ano na garagem, pagando prestações e morando de aluguel. Pedi demissão. Produzia painéis de MDF para mim mesmo, sem um objetivo principal, por prazer.

Liguei para um grande amigo, dono do Bar B no centro de SP e pedi para deixar uma painel lá pois estava jogando tudo fora de casa e estava indo morar na rua para começar de novo. Morar na rua pois não queria trabalhar como professor de inglês. Ele topou, deixei o painel no bar, voltei pra casa, joguei meu microondas que comprei nas Casas Bahia, (salve Casas Bahia) um dos pouco que me deram crédito!

Alguns dias depois o dono do bar B, grande Marcelo, me ligou e disse que um cara tinha comprado o painel e queria me conhecer. Ele é o dono do Maxhaus, outro grande amigo, Paim. Contei minha estória e ele me contratou como artista exclusivo dos empreendimentos imobiliários Maxhaus. Desde então muitas portas foram abertas, foquei na minha arte e já fiz trabalhos para a Puma, Shultz, ilustrações para New Balance, arte para arquitetos, exposições em Nova York, fui á londres pintar um Pub e muita coisa bacana.

                                

Isso alavancou a carreira. Quando trabalhava de panfleteiro na rua, lá por 1999, conheci um artista que estudava na careta, tradicional e acadêmica Royal College of Art, mas ele tinha um diferencial, fazia grafite! Ele me ensinou a técnicas e grafitamos juntos. Isso me deu a ideia de dar aulas de grafite na Escola São Paulo. NÃO SOU GRAFITEIRO! Venho do também careta e tradicional acadêmico.

                               

Fazia retratos à óleo…foi legal aprender a observar as coisas como elas realmente são para distorcê-las depois. Posso dizer que a arte me salvou! Toda minha trajetória até hoje estava apontando para um único caminho…a arte! Faço tudo que faço de coração. Não quero agradar ninguém. Não quero tapinhas nas costas. Não quero descobrir uma fórmula e me copiar! Já está mais que na hora de fazer uma arte diferente, sinto que logo mais mudo o caminho! Caramba, vou parar aqui. Escrevi uma bíblia…..

CVSI: Fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê seu trabalho em um futuro próximo?

Loro: Meu projeto é ter meu própio espaço. Um galpão. No andar de baixo uma oficina e uma ”mini galeria” com meus trabalhos. No andar de cima eu moro. Mas não quero uma gota de tinta no piso superior! Acho legal separar o lugar de trabalho e o lugar para viver. Estou cansado de dormir entre meus painéis. Moro em um apto. no centro (me mudei para a boca do lixo para influenciar o trabalho, e já influenciou. Os letreiros das casas noturnas, as saias coloridas dos travestis me inspiram. O trabalho está mais colorido e com mais comentários).

Meu plano é não deixar ninguém explorar o que faço! Tem tanto artista fantástico sendo explorado. Isso é uma merda. Não tenho agente. Corro atrás das coisas como sempre fiz. Amo ser independente, ninguém precisa de um sanguessuga ao lado. Tenho muito que explorar o que faço. Quero retornar ao careta e tradicional acadêmico, ver no que dá! Preciso urgentemente experimentar mais!

CVSI: Loro, suas criações são cheias de personalidade e muito divertidas. Como você se inspira para criá-las?

Loro: O meio influencia meu trabalho. Me mudei para o centro de SP atrás de inspiração. Como disse acima, moro na boca do lixo. Isso em inspira. Coloco toda aquela energia maluca do centrão nos painéis que faço. Como me inspiro para criá-los hoje? Abro a janela do meu apto. E olho para a rua por uns 15 minutos. Milhões de ideias são geradas na cabeça.

CVSI: Você sente/acredita que a inspiração, a criatividade, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?

Loro: Criatividade é tudo! Desde bombril na antena da TV até a criar maneiras criativas para pagar as contas! Hahhahahhaha. Ser criativo é essencial hoje em dia, mas a grande maioria ainda prefere que os outros pensem por eles. Isso é triste, mas bem real!

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do nosso blog de ser um espaço que promove a conexão do indivíduo com sua verdade, estimulando assim a inspiração, a criatividade e a inovação e, por conseqüência, o enriquecimento de nossa existência?

Loro: Acho muito legal a proposta do site. Mostra os bastidores do artista. As portas do fundo são sempre as mais verdadeiras e interessantes. É interessante conhecer a estória de alguém. Assim podemos fazer o que viemos fazer aqui….trocar informações e tomar cerveja com os amigos!

Para descobrir mais sobre o trabalho incrível do Loro, clique aqui.

Mad For Plaid mini dressHoje nosso Bate Papo é com Loni, da Love To Love You. Loni é estilista e cria peças únicas, diferentes, cheias de cores e com muita identidade. Inspiração é o que não falta. Ela é americana, mora em Portland, Oregon (EUA) e conta aqui um pouco da sua história, de seus insights e da sua visão de moda e mundo. Apresento, Loni Gaghan!

CVSI: Loni, sabemos que você é de Virgínia/EUA e que desde criança você ama desenhar, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é Loni?

Loni: Eu sou a mais velha de cinco filhos, três meninas e dois meninos e agora sou tia de dois adoráveis sobrinhos. Moro em Portland, Oregon com meu namorado, sua filha, nosso adorável inquilino, dois gatos e um cachorro. Quando não estou costurando em minha oficina do porão, estou trabalhando em uma livraria, ou passeando, vou às compras em lojas tipo brechó, olho revistas de moda, assisto a filmes, tomo vinho, ouço música e leio livros. Sou bastante tranqüila e introspectiva e sempre deixo minhas roupas falarem por mim. Minhas roupas normalmente falam mais alto do que eu.

inspiração

CVSI: Quando, onde e como a “LoveToLoveYou” foi criada? O que se passava em sua vida naquele momento?

Loni: Há uns cinco anos atrás fui a uma pequena loja de roupas feitas à mão que acabara de abrir próxima da minha casa, usando um vestido que eu havia criado. A dona da loja amou o vestido e me perguntou se eu queria vender minhas criações na loja dela. Fiquei emocionada com a oportunidade, apesar de ter tido pouca experiência com costura até então. Precisava então achar um nome para minha marca e assim nasceu a “Love To Love You” que têm a intenção de ser uma carta de amor para os meus clientes. Comecei fazendo camisetas sem manga com desenhos silkados e vestidos reconstruídos, peças bem simples, que foram todas vendidas o que me estimulou a descobrir como desenhar peças de design mais complexas. Este foi um processo lento e orgânico, mas sinto que venho evoluindo muito desde então.

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CVSI: Por favor, conte-nos sobre seus planos e projetos. Como você vê a Love To Love You no futuro?

Loni: Não sei o que me aguarda ainda. Tenho pensado em algumas opções ultimamente, sobre como fazer disto uma carreira para mim. Estou considerando fazer uma linha de vestidos de seda pintados à mão baseados nos desenhos do artista Friedensreich Hundertwasser. Também penso em começar uma pequena coleção para que eu possa vender em lojas. E um dia, seria ótimo ter minha própria loja. As oportunidades são infinitas! No entanto, estou mais que feliz com a maneira como as coisas estão indo no momento.

CVSI: Suas criações são muito únicas, cheias de personalidade e lindas. Como você se inspira para criá-las?

Loni: Tudo me inspira – pessoas que passam por mim na rua, filmes, revistas, arte, música, cores, natureza. Se me sinto presa e sem idéias eu vou olhar vitrines de lojas vintage e brechós. Eu amo vestidos vintage e todos os detalhes feitos à mão que tinham as roupas antigas, antes delas serem produzidas em escala como acontece hoje.

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CVSI: Como você escolhe os materiais que usa em suas criações?

Loni: Tento comprar meus tecidos em lojas tipo brechó. Amo trabalhar com tecidos vintage por que são quantidades limitadas e eu acredito que é muito especial ter uma peça que é exclusiva. Os tecidos vintage podem ter desenhos espetaculares. Alguns designs bordados no tecido ou impressos à mão, ao invés de impressos por máquinas como acontece hoje. Eu amo usar rendas antigas quando consigo encontrar também, já que envelhecem tão lindamente. E do ponto de vista do meio ambiente, acabei de ler em uma revista que metade dos poluentes na água do planeta vem da produção têxtil. Se isso for verdade, é muita coisa. Então, usando tecidos vintage contribui com a saúde do planeta. Não posso evitar totalmente novos tecidos, mas posso usar o máximo de vintage que puder.

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CVSI: Você sente/acredita que criatividade, imaginação e inovação são atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e se desenvolva de maneira sustentável?

Loni: A maioria das coisas que as pessoas compram atualmente é produto de massa desnecessário. A maioria das roupas produzidas hoje é feitas com baixo custo e vendidas a preços baixos, então, quando uma peça mancha ou rasga, é mais fácil jogá-las fora e comprar outras novas. Eu não acredito que as pessoas tenham noção do desperdício. É muito bom viver em um lugar como Portland onde as pessoas se preocupam com o meio ambiente e em achar maneiras criativas de reciclar e reutilizar as coisas, usar formas alternativas de transporte, plantar seus próprios vegetais, criar seus próprios frangos, fazer suas próprias roupas ou comprá-las de segunda mão. As pessoas são tão criativas aqui e acham maneiras de viver bem com pouco. Tenho certeza que existem outros lugares no mundo onde práticas como essas são comuns também. É possível que essas pessoas e lugares possam influenciar outras e possamos todos estar na mesma página, cuidando do mundo da melhor maneira possível.

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CVSI: Você contribui ou tem planos de contribuir de alguma maneira com o terceiro setor? Se sim, pode nos contar um pouco sobre isso?

Loni: Antes de eu começar a vendar minhas roupas na Etsy, eu fiquei desempregada por vários meses e não conseguia achar um emprego por causa economia ruim do país. Tive muita ajuda dos meus amigos e família quando estive nesta situação financeira complicada e me senti realmente abençoada por estar rodeada de pessoas que podiam me ajudar. Quando comecei a vender roupas na Etsy, decidi que iria colocar uma parte das minhas vendas em ações de caridade para que pudesse, em retorno, ajudar alguém necessitado. Decidi cuidar de uma criança através de uma fundação chamada Childfund International. Então 5% das minhas vendas na Etsy vão para a família desta menininha na índia, chamada Nandini.

CVSI:Thank you Loni! It was a great pleasure to get to know you a little better! Obrigada! CVSI

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Para ver outros modelos e adquirir as peças da Love To Love You, clique aqui.

inspirado

Conforme prometemos, segue detalhes do nosso Bate Papo Inspirado e Muito Fofo com a Carol. Seus trabalhos são super criativos, coloridos e fofos – tal qual a criadora! Carol, obrigada pela colaboração e palavras inspiradoras!

 

 

 

CVSI: Carol, sabemos que é arquiteta, vive entre papéis e tecidos e cria bolsas e outras coisas lindas para sua marca, a FofysFactory, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é Carol Grilo?

Carol: Sou uma pessoa que adora cores e coisas fofas vindas do Japão. Sem pré gostei dessa cultura do fofo: Hello Kittys, brinquedos, miniaturas. Além disso, adoro desenhar e criar coisas. Acho que por isso resolvi ser arquiteta.

criativos

CVSI: Como, quando e onde surgiu a FofysFactory? O que se passava em sua vida naquele momento?

Carol: Surgiu sem querer, quando comecei a fazer experiências com minhas ilustrações em feltro. Aos poucos, novas idéias foram chegando, como a de fazer bolsinhas de feltro com a aplicação, daí surgiram as “classic felt bags”.

Na época, trabalhava em um escritório de arquitetura e, nas horas vagas, ficava criando minhas peças, sem a pretensão de vendê-las algum dia. A FofysFactory surgiu assim e logo juntei à minha mãe, para criarmos ainda mais. Até hoje somos nós duas que produzimos todas as peças.

 

inovação criatividade

CVSI: Suas criações são muito originais, e seu talento é incontestável e sabemos que para criar temos que nos conectar com nossa inspiração, então, nos conte um pouco de como você se inspira?

Carol: Eu sou uma pessoa observadora. Tudo me inspira e a todo momento: imagens, filmes, alguma foto na revista, um objeto em uma loja. Tudo que é bonito me inspira a criar cada vez mais. Tenho a sorte de ter amigos em minha volta igualmente inspiradores. São pessoas que lidam com cinema, design, arte, arquitetura.

artesanato

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver?

Carol: Sim. Acho que todo mundo pode ser criativo. Para isso, tem que começar o movimento dentro da gente. A criatividade é uma atividade a ser desenvolvida a todo tempo. Isso só se consegue com prática, com a vontade de sair do lugar, criar e pensar.

criadora

CVSI: Você já contribuiu, contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver?

Carol: Nunca contribui. Talvez tenha contribuído de forma indireta, inspirando algumas pessoas a utilizarem o trabalho manual para ajudar outras pessoas. Mas gostaria muito de, um dia, poder contribuir com o terceiro setor através do trabalho que desenvolvo.

Combo bordô + azul by Carol Grilo • FofysFactory Chove Chuva. by Carol Grilo • FofysFactory

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?

Carol: Acho ótimo. As pessoas têm costume de achar que existem pessoas criativas e não-criativas, e que isso não está ao alcance de todos. Quando, na verdade, criatividade é atividade. Tem todo um esforço. A inspiração não é algo que vem do “além”, como costumam dizer. É fruto de muito trabalho. O “como você se inspira” traz a oportunidade de artistas mostrarem o seu processo de criação, que são os mais variados. Isso é muito legal e pode ser inspirador para outras pessoas.

Festival de porta-ipods! 1

Comentários Extras e Sugestões (o que você gostaria de ver no CVSI?): Agradeço o convite para participar desta entrevista. Não conhecia o site e fiquei contente com a descoberta. Obrigada! :)

Cupcake by Carol Grilo • FofysFactory

Obrigada Carol! Para conhecer mais sobre o trabalho da Carol e a FofysFactory, visite o site: www.fofysfactory.com.br

Este foi mais um bate papo inspirado no Como Voce Se Inspira(CVSI)!