Inspiração, Criatividade, Inovação
Aqui no Como Você Se Inspira? – CVSI, estamos sempre estudando e explorando diferentes olhares para inspiração, criatividade e inovação. Essas palavras sempre aparecem nos Bate Papos com os artistas, afinal eles se inspiram, criam e, dessa forma, inovam. Portanto podemos dizer que Inspiração, Criatividade e Inovação são as matérias-primas do projeto Como Você Se Inspira?- CVSI.
Temos percebido, por exemplo, que esses verbos – inspirar, criar e inovar – que estavam um tanto quanto adormecidos, de um tempo para cá têm sido usados com mais frequência, nas empresas, em propagandas, em discursos sobre como vencer a crise…mas será que é por aí? Estaríamos banalizando palavras de tão precioso significado?
Acreditamos que a inspiração e a criatividade acontecem quando existe um processo de conexão com a alma, um processo íntimo, de auto-conhecimento. Hoje, temos em nosso blog 32 Bate Papos com artistas e cada um deles tem seu próprio processo de inspiração, de criar e de inovar. Será que é desse processo único que estão falando por aí? Pense nisso!

Fotos: Felipe Arantes
Hoje dividiremos com vocês um pouco da história e trajetória de Luciana De Mari, uma artista de muito bom gosto que desenvolve um trabalho super criativo, harmonioso, delicado e alegre. Confira abaixo, em nosso Bate Papo Inspirado, os detalhes da vida e da arte de Luciana e se inspire! Obrigada Lú!
CVSI: Luciana, sabemos que você cria produtos muito charmosos e com um toque delicado inspirador, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Luciana?
Luciana: Estou descobrindo quem eu sou sempre, a cada dia é uma descoberta e isso não para nunca, né? Sou aquilo que vivo. Eu sou praia, mar, sol, água, pés descalços, bichos, gato, cachorro, passarinho, brigadeiro, agulha frita, risos e lágrimas, movimento, sou touro com ascendente em peixes e lua em libra, cores, tintas, formas, dores, amores, mãe, filha, irmã e amiga.

Sou as minhas criações. Criar é quase como uma compulsão. Não sei quando tudo isso começou. Talvez tenha uma grande contribuição de minha mãe, porque ela sempre trabalhou com artesanato e do meu pai, que já trabalhou como desenhista industrial.
O que me recordo é que sempre gostei de desenhar, rabiscar, em folhas de papel, capa de caderno, onde tivesse espaço. Quando era pequena, queria ser veterinária, estilista e arquiteta. Já cuidei de mais de 20 gatos ao mesmo tempo e tenho ainda guardado desenhos de modelitos e casas inusitadas. Sou formada em design, trabalho também em um Instituto de Inovação em Tecnologia da informação.
CVSI: Como, quando e onde você começou a criá-los e produzi-los? O que se passava em sua vida naquele momento?

Luciana: Em 2004, especificamente, foi um ano que estava muito em contato com o estudo do inconsciente, fiz minha tatuagem de mandala, comecei a fazer um curso de arte terapia, enfim, tudo isso mexeu muito comigo e foi refletindo na forma como desenhava. Meu desenho ganhou personalidade. Usava o desenho para falar, pra colocar pra fora, para transformar.
Como sempre estive muito em contato com a internet por conta do meu trabalho, descobri e comecei a usar o fotolog como se fosse um blog pra mim (www.fotolog.net/dedentroprafora). Alguns escrevem, outros desenham e escrevem menos…. J. Eis que um dia pensei em usar as ilustrações em outro veículo, mídia, que não fossem camisetas (o mais comum ou esperado). Como um quadro que não fica só na parede.
Vieram então os bottons, com pedaços das ilustrações que faziam parte de um projeto de arte. Cheguei até a inscrever pra uma exposição, que acabou não acontecendo e eles viraram produtos. Aí, tudo só foi crescendo. Vieram as bolsas (no inicio de 2005). Como minha mãe já tinha trabalhado com isso, já tinha essa experiência de costura e modelagem, resolvi me juntar a ela para fazermos um teste.
Foi assim que surgiram as primeiras bolsas: a João e Maria, uma bolsa reversível que carrega as ilustrações dos dois lados. Faço as telas e eu mesmo repasso para o tecido. Os primeiros trabalhos foram publicados no fotolog e a aceitação foi um estímulo para novas criações. São trabalhos sempre pensados com muito cuidado, com muito carinho, desde a escolha dos tecidos, passando pela pintura, costura, até a colocação dos últimos detalhes, bottons, corações ou minúsculos botõezinhos. Uma delícia de fazer. Uma realização. E as criações vão refletindo os momentos que estou vivendo.
CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê seus produtos em um futuro próximo?
Luciana:
Estou investindo finalmente na loja online. E novidades, com certeza, daqui pra o final do ano: novos modelitos de bolsas e peças em porcelana. Minha nova paixão.

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em produtos?
Luciana: Tudo me inspira. Sou muito observadora e curiosa. São revistas, blogs, filmes, músicas, um poema bonito, livros infantis, minha filha, a natureza, plagiando Marisa Monte, eu diria: o universo ao meu redor J. Idéias são muitas, mas para transformar em produto não é só sentar e deixar que a inspiração venha. É um trabalho de inspiração e transpiração literalmente.

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?
Luciana: Acredito sim. Hoje em dia só se fala nisso, criatividade para inovar e sustentabilidade. As pessoas estão mais conscientes e pedindo algo diferenciado que respeite o meio ambiente e à sociedade. Temos que buscar soluções dentro desse conceito.

CVSI: Você contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver algo?
Luciana: Ainda não contribuímos. Estamos ainda organizando nossas produções para só assim poder buscar alguma proposta com o terceiro setor. A vontade existe.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Luciana:
Achei ótimo. Não tinha visto ainda nenhuma abordagem desse tipo. Como eu sei que as minhas criações são minha alma, acho muito bacana vocês buscarem essa essência nos criadores. É uma forma de aproximar as pessoas. Não são meramente produtos que “comercializamos”, são pedacinhos do que somos.

Comentários Extras e Sugestões (o que você gostaria de ver no CVSI?): Eu agradeço pelo convite e adorei o espaço.

Para conhecer mais sobre a Lú e suas criações, visite www.ludemari.com.CVSI: Como, quando e onde você começou a criá-los e produzi-los? O que se passava em sua vida naquele momento?

Luciana: Em 2004, especificamente, foi um ano que estava muito em contato com o estudo do inconsciente, fiz minha tatuagem de mandala, comecei a fazer um curso de arte terapia, enfim, tudo isso mexeu muito comigo e foi refletindo na forma como desenhava. Meu desenho ganhou personalidade. Usava o desenho para falar, pra colocar pra fora, para transformar.
Como sempre estive muito em contato com a internet por conta do meu trabalho, descobri e comecei a usar o fotolog como se fosse um blog pra mim (www.fotolog.net/dedentroprafora). Alguns escrevem, outros desenham e escrevem menos…. J. Eis que um dia pensei em usar as ilustrações em outro veículo, mídia, que não fossem camisetas (o mais comum ou esperado). Como um quadro que não fica só na parede.
Vieram então os bottons, com pedaços das ilustrações que faziam parte de um projeto de arte. Cheguei até a inscrever pra uma exposição, que acabou não acontecendo e eles viraram produtos. Aí, tudo só foi crescendo. Vieram as bolsas (no inicio de 2005). Como minha mãe já tinha trabalhado com isso, já tinha essa experiência de costura e modelagem, resolvi me juntar a ela para fazermos um teste.
Foi assim que surgiram as primeiras bolsas: a João e Maria, uma bolsa reversível que carrega as ilustrações dos dois lados. Faço as telas e eu mesmo repasso para o tecido. Os primeiros trabalhos foram publicados no fotolog e a aceitação foi um estímulo para novas criações. São trabalhos sempre pensados com muito cuidado, com muito carinho, desde a escolha dos tecidos, passando pela pintura, costura, até a colocação dos últimos detalhes, bottons, corações ou minúsculos botõezinhos. Uma delícia de fazer. Uma realização. E as criações vão refletindo os momentos que estou vivendo.
CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê seus produtos em um futuro próximo?
Luciana: Estou investindo finalmente na loja online. E novidades, com certeza, daqui pra o final do ano: novos modelitos de bolsas e peças em porcelana. Minha nova paixão.

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em produtos?
Luciana: Tudo me inspira. Sou muito observadora e curiosa. São revistas, blogs, filmes, músicas, um poema bonito, livros infantis, minha filha, a natureza, plagiando Marisa Monte, eu diria: o universo ao meu redor J. Idéias são muitas, mas para transformar em produto não é só sentar e deixar que a inspiração venha. É um trabalho de inspiração e transpiração literalmente.

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?
Luciana: Acredito sim. Hoje em dia só se fala nisso, criatividade para inovar e sustentabilidade. As pessoas estão mais conscientes e pedindo algo diferenciado que respeite o meio ambiente e à sociedade. Temos que buscar soluções dentro desse conceito.

CVSI: Você contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver algo?
Luciana: Ainda não contribuímos. Estamos ainda organizando nossas produções para só assim poder buscar alguma proposta com o terceiro setor. A vontade existe.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Luciana: Achei ótimo. Não tinha visto ainda nenhuma abordagem desse tipo. Como eu sei que as minhas criações são minha alma, acho muito bacana vocês buscarem essa essência nos criadores. É uma forma de aproximar as pessoas. Não são meramente produtos que “comercializamos”, são pedacinhos do que somos.

Comentários Extras e Sugestões (o que você gostaria de ver no CVSI?): Eu agradeço pelo convite e adorei o espaço.

Para conhecer mais sobre a Lú e suas criações, visite www.ludemari.com.
Participamos ontem, 11 de Agosto de 2009, do Sarau Carta Cultural Ibero-Americana do Crie Futuros, que aconteceu no Espaço Enthusiasmo, com coordenação de Lala Deheinzelin.
O Crie Futuros é um movimento transdiciplinar semeador de imagens de futuros desejáveis para motivar, orientar escolhas e inspirar inovação.
A Carta Cultural Ibero-Americana é um compromisso, assinado por governos de alguns países, que afirma a centralidade da cultura para o desenvolvimento.
O Sarau é um espaço temático, informal e divertido. Através de uma vivência lúdica com atividades de convívio e criação coletiva, fizemos um exercício de pensar em um futuro desejável com liberdade de sonhar – e foi simplesmente fascinante perceber que, ao nos entregarmos a esse convite, muitas idéias positivas brotaram ali.
A partir daí, cada um contribuiu com sua inspiração e criatividade e desejou um futuro para os temas disponíveis.
O valor desse exercício veio de encontro com o que acredita o projeto CVSI: Para um futuro desejável acontecer é necessário que nos inspiremos e que estejamos livres e conectados para criar e inovar.
Ontem fizemos exatamente isso, nos conectamos com nossa inspiração e criamos. Foi uma experiência nova e intensa e, por isso, gostaríamos de convidar você – leitor tão apaixonado quanto nós por inspiração, criação e inovação – a fazer esse mesmo exercício. Acreditamos ser valioso e enriquecedor.
Arrisque-se, dedique sua inspiração para criar seu futuro desejável e divirta-se com isso.
Conforme nos instrui o movimento Crie Futuros, “Imagine que tudo é possível. Magicamente, tudo pode ser como você sonha. Não se prenda ao presente, ao que é possível ou plausível. Ouse pensar no desejável.
Caso queira compartilhar suas idéias com o CVSI, as envie em forma de comentário e vamos criar um futuro desejável com várias mãos.
Para conhecer melhor o movimento Crie Futuros e/ou se tornar um membro, clique aqui.