Conheci o trabalho do Silvio através da indicação de um outro artista especial, que já entrevistamos, o Paulo Toledo (obrigada Paulo!!). Além de descrobir a arte incrível do Silvio - uma arte que além de encantar, conscientiza - descobri a pessoa maravilhosa, vencedora, sensível e a favor de um mundo melhor que ele é. Através de nossa conversa, abaixo, você poderá entender melhor o que eu quero dizer… e aproveitar para se inspirar e se conectar consigo mesmo. Correee…

Verde
CVSI: Silvio, sabemos que você é um artista plástico muito criativo, que se dedica à colagem desde 1989, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é o Silvio?
Silvio: Essencialmente… Sou um cara que ama o que faz! Tenho 43 anos, autodidata. Nasci em São Paulo e há 12 anos resido na estância turística de Joanópolis, a 100 km da capital.
Hoje, com minha inseparável tesoura, recorto milhares de figuras e sigo em frente, tentando construir um novo mundo, um mundo melhor um mundo todo meu: mágico e surreal. Digamos que eu me veja como um Dom Quixote “arteiro”.

A Árvore
CVSI: Como, quando e onde a arte surgiu em sua vida?
Silvio: Trabalhei muitos anos na área de eventos até ser surpreendido por uma depressão. Levei muito tempo para entender o que estava acontecendo comigo, até que a arte surgiu intuitivamente como um caminho, uma razão para reviver.
Até então, jamais havia demonstrado qualquer aptidão para as artes plásticas. Hoje sei que, mesmo sem querer, empreguei a arte-terapia para conseguir extravasar meus sentimentos e poder seguir em frente em minha jornada. A arte foi essencial no meu processo de auto-conhecimento.

O Jovem Arlequim
CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê seu trabalho em um futuro próximo?
Silvio: Hoje percebo que a minha arte pode um pouco mais do que a princípio havia imaginado. Em tempos de aquecimento global, tenho constatado que a arte da colagem pode atuar como importante instrumento de conscientização, muito mais eficaz, por exemplo, do que longos sermões a respeito da devastação do Planeta.
A colagem transmite algo fundamental… que para revertermos esta situação, precisamos, acima de tudo, reciclar, reciclar, reciclar… Reciclar materiais, idéias, sentimentos. Consigo ver, justamente, o meu trabalho atuando positivamente junto à coletividade como instrumento de conscientização.

A Ilha
CVSI: Suas criações são super criativas e deixam um gostinho de quero mais… Como você se inspira para criá-las?
Silvio: Obrigado, que bom que você conseguiu ver tudo isso no meu trabalho. Eu procuro estar bem para que as idéias fluam. Quando consigo isso, as idéias centrais dos quadros vêm praticamente prontas em minha mente. Depois vou adaptando conforme vou encontrando as imagens nas revistas. Arranco páginas e mais páginas de revistas, separo por categoria e depois recorto conforme a necessidade.
A inspiração vem sobretudo das pessoas que estão à minha volta, incluindo eu mesmo. Aprecio a idéia de tentar retratar a essência do ser humano e das transformações provocadas quando em contato com o mundo, com nossas necessidades consumistas.
Gosto muito de falar da solidão em meio à multidão, dos sonhos, da utopia necessária à sobrevivência. Gosto, também, de falar da tristeza, mas da tristeza que resgata e que faz pensar e reagir.

Senhor do Lixo
CVSI: Qual você acredita ser a relação entre o criar, o inovar e sustentabilidade? Como a criatividade pode contribuir para um planeta melhor?
Silvio: O criar com colagem, por exemplo, invoca ao reaproveitamento. E esta é a essência de um mundo sustentável!
Comentários Extras:
Silvio: O ponto-chave para o meu despertar ecológico foi ter conhecido Dona Nêga, uma senhora de 70 anos, natural aqui da cidade em que hoje resido, Joanópolis – SP. Dona Nêga complementa sua aposentadoria recolhendo papelão, revistas e outros materiais para vendê-los à reciclagem. Tudo o que sobra de minha produção vai para ela. Vê-la com o vigor de um jovem de 18 anos, conseguir alterar toda uma realidade de vida difícil a partir da reciclagem, fez-me pensar muito. Se ela, sozinha, pode… Por que o Mundo não pode?
Para conhecer mais o trabalho do Silvio e apreciar suas criações maravilhosas, visite o site ou o flickr!
Silvio, obrigada pela oportunidade e muito sucesso sempre! CVSI
Bate Papo Adocicado com Luana Davidsohn

Sentimos um aroma especial no ar e demos de cara com essa arte de dar água na boca… Cupcakes maravilhosos e deliciosos, inspiração de Luana Davidsohn. Com uma história bem saborosa para contar, ela nos concedeu o prazer desta conversa… e estamos até agora lambendo os dedos!
CVSI: Luana, sabemos que você é Administradora por formação, autora de alguns livros e professora de culinária por opção, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Luana?
Luana: No começo da vida a gente pensa que tem que escolher o que quer ser para o resto da vida e ser feliz. Minha escolha inicial me deixou infeliz e demorei a perceber. fiz muitas coisas diferentes mas sempre tendo um lado criativo que teimava em se manifestar. Sou grata por ter podido vivenciar estas manifestações.
CVSI: Como, quando e onde a arte da culinária surgiu em sua vida?
Luana: Surgiu por volta dos 30 anos. Antes disto não ia para cozinha por nada. Era uma executiva estressada. Foi aparecendo uma vontade de entender como aqueles produtos podiam se transformar em algo delicioso. Joguei muita coisa fora até que algumas mágicas até bem gostosas começaram a acontecer.

CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê seu trabalho em um futuro próximo?
Luana: Graças às intempéries da vida tenho procurado viver um dia de cada vez, coisa bem difícil. Não tenho projeto futuro fechado e planejado. O retorno do meu trabalho com os cupcakes – que se tornaram uma paixão – tem sido enorme e com eles pretendo continuar.

CVSI: Como você se inspira quando está transformando ingredientes em algo saboroso, como cita, ou preparando uma aula?
Luana: O que me inspira sempre é o prazer. Prazer de fazer, prazer de servir. Parece complicado mas pode ser bem simples se estivermos presentes naquilo que estamos fazendo. Pontos de inspiração podem ser também uma cor, uma forma, um sabor.

CVSI: Você sente/acredita que a inspiração, a criatividade, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum?
Luana: Todos estes ingredientes sempre fizeram o mundo sair do lugar. Ainda bem.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do nosso blog de ser um espaço que promove a conexão do indivíduo com sua verdade, estimulando assim a inspiração, a criatividade e a inovação e, por conseqüência, o enriquecimento de nossa existência?
Luana: Acho ótimo um espaço onde as pessoas se conectem com as inspirações de outros e percebam como elas se relacionam com as suas. Enriquecer nossa existência é o que de melhor podemos fazer.

Para se encantar um pouco mais com essas delícias da Luana, visite www.luanadavidsohn.com.br
Obrigada Luana!!
Bate Papo Estiloso com Kika Aidar, da Norità

Kika Aidar
Em semana de SPFW, trazemos uma entrevista com Kika Aidar, uma estilista incrível, alegre, alto astral que leva às alturas do sucesso a Norità. Um Bate Papo para perder a noção do tempo…Enjoy!
CVSI: Kika, sabemos que você é estilista e consultora de moda e que suas criações são encantadoras, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Kika?
Kika: A Kika é uma mulher tão alegre e contagiante quanto suas inspirações. Uma pessoa de personalidade forte, focada, trabalhadora, amável, educada e falante! Nascida em 15 de agosto de 1978, do signo de leão, minhas principais características são de uma autêntica leonina: enérgica, calorosa, generosa, fiel e sincera.
Adoro festas, dançar, cantar, sair para jantar e principalmente viajar. São destas viagens que trago belos tecidos, étnicos e exclusivos para criar lindas peças para minhas clientes.

Kika em suas viagens...
Sou apaixonada pela Natureza, pelos animais e pelas flores, as cores fortes e vibrantes me encantam!
Considero-me bastante brava. Sou exigente, perfeccionista e muitas vezes gosto que as coisas saiam e sejam do meu jeito. Aprendi após estes sete anos trabalhando em equipe a escutar e a dividir as tarefas com as outras pessoas, nunca esperei ninguém para fazer algo que eu queria, eu simplesmente ia lá e fazia!

CVSI: Como, quando e onde a moda surgiu em sua vida?
Kika: Formada em Negócios da Moda na faculdade Anhembi Morumbi, vislumbrei a possibilidade de ter meu próprio negócio. Tudo começou com meus trabalhos de faculdade nos quais desenvolvi coleções, marca, logo, loja, enfim… uma empresa de moda. A partir daí, com peças que comecei a criar, customizar e desenvolver artesanalmente para vender em bazares organizados por mim mesma para minhas amigas, foi sendo construída a imagem do que é hoje a Norità. A Norità surgiu através da união de três grandes amigas, muito diferentes entre si, de personalidades fortes, que sempre tiveram um sonho em comum: desenvolver uma marca própria.

CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê a Norita em um futuro próximo?
Kika: Com a saída das sócias, Júlia em 2005 e Camila em 2007, a Norità é hoje o vôo solo de Kika que agora atende somente com hora marcada no seu novo Atelier em Pinheiros.
Ali, além de criar peças únicas, atendo também minhas clientes prestando consultoria de moda e estilo. Quero focar nas peças sob medida e exclusivas feitas especiais para cada cliente.
Vivenciando as dificuldades de algumas clientes dentro do meu Atelier durante estes sete anos, criei uma proposta de consultoria para ajudar a mulher a se sentir satisfeita consigo mesma e com seu próprio armário, adequando-se à todas as mudanças – tanto pessoais como profissionais - de cada uma.

O caminho que sigo para a Norità hoje é ter mais tempo para criar, sem horário para chegar e para sair, poder ter mais flexibilidade para viajar e mais qualidade de vida. Acredito que muitas das inspirações vêm nestes momentos e não sentada apenas na frente de um computador fazendo pesquisa e vendo o que os outros estão fazendo. Observar o trabalho de outros e pesquisar o mercado faz parte de todas as profissões, mas na moda precisa ter autenticidade além da criatividade para criar peças autênticas e diferenciadas.

CVSI: Seu estilo é bastante criativo, alegre e contagiante. Como você se inspira para criar?
Kika: A minha maior inspiração sempre foi o estilo único de ser da minha avó, Dona Norita, uma mulher autêntica e bastante ousada para a sua época. Nascida em 15 de junho de 1921 era uma mulher de origem libanesa, de personalidade forte e bastante particular. Viajou o mundo inteiro trazendo peças, artigos, jóias e roupas étnicas, chiques, únicas e as usava como ninguém. Uma pessoa livre que se vestia do jeito que queria. Livre para impressionar as pessoas ao seu redor com as suas combinações e modelos.
A Dona Norita faleceu em 2001 e muitas de suas roupas, jóias, bijuterias, sapatos e bolsas ficaram de “herança” para mim. Hoje estas peças fazem parte da história da Norità. São inspirações para criações e algumas ficam expostas no atelier, para que dessa forma não seja perdido o elo com essa figura tão importante para a marca.

CVSI: Você sente/acredita que a inspiração com autenticidade, a criatividade, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?
Kika: A sustentabilidade é o foco! Ser sustentável está na moda! Sem dúvida, no mundo e na moda também temos que trabalhar cada vez mais em cima da reciclagem. Precisamos reciclar tudo, reciclar matérias-primas é o primeiro passo… Separar o lixo e aproveitar o máximo das coisas que temos: papel, tecido, comida, água e energia. O aquecimento global é culpa única dos seres humanos. Deixar pelo menos uma vez por semana o carro em casa, tomar banhos rápidos, levar sua sacola na hora de fazer compras no supermercado. Fica aqui a dica também para reciclar as idéias, a educação e a generosidade de que o mundo precisa.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do nosso blog de ser um espaço que promove a conexão do indivíduo com sua verdade, estimulando assim a inspiração, a criatividade e a inovação?
Kika: Acho uma excelente idéia ter este portal para que possamos dividir um pouco do que somos e do que fazemos com os outros. Se inspirar é lindo e poder mostrar um pouco da inspiração de cada um é mais interessante ainda. Os bastidores de cada artista deste teatro que é a vida está na verdade das respostas em que temos a oportunidade de escrever e mostrar para cada um dos leitores deste site. Parabéns!
Obrigada Kika! Foi um enorme prazer! CVSI
Para conhecer mais sobre o trabalho da Kika, viste: www.norita.com.br
Muita Inspiração em 2010…
…é o que lhes deseja o CVSI !!
Além de muita consciência, verdade, conexão, criatividade, inovação, luz, saúde e prosperidade.
Queremos também agradecer a companhia de vocês em 2009 e que continuemos juntos em 2010!
MUITA PAZ,
CVSI

Símbolo Chinês da Paz
A Vivi é uma artista especial, que cria com muita harmonia e que nos dá o prazer deste Bate Papo. Passem pela deliciosa experiência de entrar um pouco na história de Vivi Hack e conhecer suas idéias sobre a vida, seu trabalho, sua arte…Sabemos que vão adorar!
CVSI: Vivi, sabemos que você é uma artista de mão cheia e que cria com charme e harmonia, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Vivi?
Vivi: Meu estilo de vida é muito simples. Sou caseira, curto decoração, filmes e amo música. Definitivamente a música é essencial na minha vida e tem o poder de melhorar meu humor a qualquer momento. Gosto de imaginar que um belo dia largarei tudo e sairei pelo mundo em busca de novas experiências, mas até lá, procuro estar atenta às possibilidades, explorando novos caminhos e me apaixonando por diversas formas de expressão, sempre em busca de algo que propicie uma simbiose entre meu trabalho e meu estilo de vida.

CVSI: Como, quando e onde surgiu o Mercado Imaginário? O que se passava em sua vida naquele momento?
Vivi: Em janeiro de 2005 eu criei o blog Maria Cartolina onde expunha meus trabalhos de design, projetos acadêmicos e experimentais. Entre os trabalhos, se destacavam as costuras que comecei a desenvolver quando resolvi aproveitar alguns tecidos lindos que havia comprado por impulso.
Lembro de quando levei minha primeira coleção de “nécessaires” com 40 peças para a agência onde trabalhava. Não demorou muito para que praticamente todas fossem vendidas e ainda voltei para casa com algumas encomendas.
Passei um longo período conciliando o trabalho como designer e o hobby de crafter, até que em junho de 2006 quando estava concluindo a faculdade de desenho industrial, resolvi sair da agência onde estava há cinco anos para me dedicar exclusivamente ao projeto final, que se tratava exatamente da criação da marca e desenvolvimento da identidade visual do Mercado Imaginário, com direito a uma coleção de bolsas, catálogo de lançamento, kit de divulgação, site, entre outras peças.

CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos para o Mi.
Vivi: O [mi] está em constante mudança, basicamente porque gosto de novidades, e a marca de certa forma acaba mostrando um paralelo com as minhas transformações pessoais. Também não me prendo a planejamentos muito rígidos ou extensos, pois acho importante que as coisas evoluam no mesmo ritmo em que as idéias ganham vida. Sempre tive, por exemplo, vontade de desenvolver peças de decoração, e já fiz almofadas e caixas para o Mercado Imaginário, mas por me interessar bastante pelo tema, sei que ainda tenho muito mais a explorar nesse sentido.
Também tenho planos de desenvolver uma linha definitiva, composta por produtos que estejam sempre disponíveis no site. E o desafio é justamente fazer isso sem perder a originalidade e a essência da marca, pois hoje todas as criações do [mi] ainda são produzidas em edições limitadíssimas, e por isso a maior parte das peças fica disponível na loja por um período muito curto.

CVSI: Como você se inspira para estimular sua criatividade?
Vivi: Não tenho uma metodologia definida, mas o ato de observar é essencial. Por isso estou sempre buscando enriquecer o que chamo de banco sensorial. Seja através de filmes, músicas, artes gráficas, diferentes hábitos e culturas ou simplesmente observando as sensações do cotidiano.
Sob o aspecto prático, concordo que a criatividade é 90% transpiração. A idéia pode partir de um rabisco, de uma necessidade, de um desejo ou mesmo de um universo imaginário com o qual eu esteja envolvida no momento. Mas por melhor que uma idéia possa parecer, ela é apenas uma semente, e você pode ter várias idéias aparentemente muito originais, mas ela só se mostra verdadeiramente criativa depois de sobreviver à fase de estudos, testes e adaptações.
Por isso, acredito que colocar a mão na massa ainda é a melhor maneira de descartar os devaneios e ter a oportunidade de descobrir novas possibilidades que geralmente são inimagináveis na etapa inicial da criação.

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?
Vivi: Quando alguém visa o lucro acima de todas as outras coisas, ele se torna autodestrutivo. E isso se mostra evidente em cada esfera produtiva: desde o artesão ou crafter que copia uma marca (e vice-versa) até o empresário que apela para a mão de obra barata/escrava, passando pela publicidade enganosa.
Por outro lado, se existem respeito e troca na relação com o consumidor, fornecedores, colaboradores, enfim, com toda a rede que viabiliza a cadeia produtiva, todos saem ganhando. Muita gente já percebeu isso e muitas empresas já aderiram o Fair Trade. Acredito sim, que este seja o melhor (senão o único) caminho para que o mundo passe a se desenvolver de forma verdadeiramente sustentável.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover pessoas que expressam sua criatividade através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Vivi: As pessoas estão cansadas das produções em série, das padronizações, do consumo massificado e estão buscando o autoconhecimento e a satisfação pessoal em coisas simples, procurando se conectar com seus desejos reais, desenvolvendo habilidades e valorizando a individualidade, seja no consumo ou nas suas atividades.
Acho essencial que existam canais antenados que exponham e que ajudem a divulgar a experiência dessas pessoas. Hoje, através da internet, e em parte devido a ela, existe um grupo de artistas, crafters e adeptos do DIY (Do it yourself / Faça você mesmo) que não pára de crescer no mundo todo.
Divulgar e ampliar esse movimento fomenta uma nova postura que é importante não só para quem produz, mas também para quem consome, proporcionando um ganho imenso para as pessoas, para as relações entre elas e conseqüentemente para o Planeta.

Comentários Extras e Sugestões:
Vivi: Parabéns pela iniciativa e pelo conteúdo. Agradeço a oportunidade e desejo vida longa ao site!
Obrigada Vivi!! Para conhecer mais o trabalho da Vivi e as novidades do MI, clique aqui.

Inspiração, Criatividade, Inovação
Aqui no Como Você Se Inspira? – CVSI, estamos sempre estudando e explorando diferentes olhares para inspiração, criatividade e inovação. Essas palavras sempre aparecem nos Bate Papos com os artistas, afinal eles se inspiram, criam e, dessa forma, inovam. Portanto podemos dizer que Inspiração, Criatividade e Inovação são as matérias-primas do projeto Como Você Se Inspira?- CVSI.
Temos percebido, por exemplo, que esses verbos – inspirar, criar e inovar – que estavam um tanto quanto adormecidos, de um tempo para cá têm sido usados com mais frequência, nas empresas, em propagandas, em discursos sobre como vencer a crise…mas será que é por aí? Estaríamos banalizando palavras de tão precioso significado?
Acreditamos que a inspiração e a criatividade acontecem quando existe um processo de conexão com a alma, um processo íntimo, de auto-conhecimento. Hoje, temos em nosso blog 32 Bate Papos com artistas e cada um deles tem seu próprio processo de inspiração, de criar e de inovar. Será que é desse processo único que estão falando por aí? Pense nisso!

Fotos: Felipe Arantes
Inspiração Anglo-Brasileira
Que original! A marca Basso & Brooke – do brasileiro Bruno Basso e do inglês Christopher Brooke – inspira o criar, o inovar, o realizar. Eles são pioneiros em alta costura com estampas digitais.
Começaram com uma verba inicial de £ 5.000,00! Investiram nas estampas e produziram as primeiras peças… Logo foram notados pela customização, pelas cores e pela criatividade.
Basso é o responsável pelo desenvolvimento das estampas digitais que é, sem dúvida, a marca registrada da Basso & Brooke. Chris, por sua vez, desenvolve os modelos, valorizando sempre as estampas criadas por Basso.

Foi assim que eles alcançaram reconhecimento e sucesso no mundo da moda e a marca hoje é comercializada em 13 países.

Aplausos para a inspiração, criatividade, ousadia e inovação!

Hoje nosso Bate Papo é com Loni, da Love To Love You. Loni é estilista e cria peças únicas, diferentes, cheias de cores e com muita identidade. Inspiração é o que não falta. Ela é americana, mora em Portland, Oregon (EUA) e conta aqui um pouco da sua história, de seus insights e da sua visão de moda e mundo. Apresento, Loni Gaghan!
CVSI: Loni, sabemos que você é de Virgínia/EUA e que desde criança você ama desenhar, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é Loni?
Loni: Eu sou a mais velha de cinco filhos, três meninas e dois meninos e agora sou tia de dois adoráveis sobrinhos. Moro em Portland, Oregon com meu namorado, sua filha, nosso adorável inquilino, dois gatos e um cachorro. Quando não estou costurando em minha oficina do porão, estou trabalhando em uma livraria, ou passeando, vou às compras em lojas tipo brechó, olho revistas de moda, assisto a filmes, tomo vinho, ouço música e leio livros. Sou bastante tranqüila e introspectiva e sempre deixo minhas roupas falarem por mim. Minhas roupas normalmente falam mais alto do que eu.

CVSI: Quando, onde e como a “LoveToLoveYou” foi criada? O que se passava em sua vida naquele momento?
Loni: Há uns cinco anos atrás fui a uma pequena loja de roupas feitas à mão que acabara de abrir próxima da minha casa, usando um vestido que eu havia criado. A dona da loja amou o vestido e me perguntou se eu queria vender minhas criações na loja dela. Fiquei emocionada com a oportunidade, apesar de ter tido pouca experiência com costura até então. Precisava então achar um nome para minha marca e assim nasceu a “Love To Love You” que têm a intenção de ser uma carta de amor para os meus clientes. Comecei fazendo camisetas sem manga com desenhos silkados e vestidos reconstruídos, peças bem simples, que foram todas vendidas o que me estimulou a descobrir como desenhar peças de design mais complexas. Este foi um processo lento e orgânico, mas sinto que venho evoluindo muito desde então.

CVSI: Por favor, conte-nos sobre seus planos e projetos. Como você vê a Love To Love You no futuro?
Loni: Não sei o que me aguarda ainda. Tenho pensado em algumas opções ultimamente, sobre como fazer disto uma carreira para mim. Estou considerando fazer uma linha de vestidos de seda pintados à mão baseados nos desenhos do artista Friedensreich Hundertwasser. Também penso em começar uma pequena coleção para que eu possa vender em lojas. E um dia, seria ótimo ter minha própria loja. As oportunidades são infinitas! No entanto, estou mais que feliz com a maneira como as coisas estão indo no momento.

CVSI: Suas criações são muito únicas, cheias de personalidade e lindas. Como você se inspira para criá-las?
Loni: Tudo me inspira – pessoas que passam por mim na rua, filmes, revistas, arte, música, cores, natureza. Se me sinto presa e sem idéias eu vou olhar vitrines de lojas vintage e brechós. Eu amo vestidos vintage e todos os detalhes feitos à mão que tinham as roupas antigas, antes delas serem produzidas em escala como acontece hoje.

CVSI: Como você escolhe os materiais que usa em suas criações?
Loni: Tento comprar meus tecidos em lojas tipo brechó. Amo trabalhar com tecidos vintage por que são quantidades limitadas e eu acredito que é muito especial ter uma peça que é exclusiva. Os tecidos vintage podem ter desenhos espetaculares. Alguns designs bordados no tecido ou impressos à mão, ao invés de impressos por máquinas como acontece hoje. Eu amo usar rendas antigas quando consigo encontrar também, já que envelhecem tão lindamente. E do ponto de vista do meio ambiente, acabei de ler em uma revista que metade dos poluentes na água do planeta vem da produção têxtil. Se isso for verdade, é muita coisa. Então, usando tecidos vintage contribui com a saúde do planeta. Não posso evitar totalmente novos tecidos, mas posso usar o máximo de vintage que puder.

CVSI: Você sente/acredita que criatividade, imaginação e inovação são atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e se desenvolva de maneira sustentável?
Loni: A maioria das coisas que as pessoas compram atualmente é produto de massa desnecessário. A maioria das roupas produzidas hoje é feitas com baixo custo e vendidas a preços baixos, então, quando uma peça mancha ou rasga, é mais fácil jogá-las fora e comprar outras novas. Eu não acredito que as pessoas tenham noção do desperdício. É muito bom viver em um lugar como Portland onde as pessoas se preocupam com o meio ambiente e em achar maneiras criativas de reciclar e reutilizar as coisas, usar formas alternativas de transporte, plantar seus próprios vegetais, criar seus próprios frangos, fazer suas próprias roupas ou comprá-las de segunda mão. As pessoas são tão criativas aqui e acham maneiras de viver bem com pouco. Tenho certeza que existem outros lugares no mundo onde práticas como essas são comuns também. É possível que essas pessoas e lugares possam influenciar outras e possamos todos estar na mesma página, cuidando do mundo da melhor maneira possível.

CVSI: Você contribui ou tem planos de contribuir de alguma maneira com o terceiro setor? Se sim, pode nos contar um pouco sobre isso?
Loni: Antes de eu começar a vendar minhas roupas na Etsy, eu fiquei desempregada por vários meses e não conseguia achar um emprego por causa economia ruim do país. Tive muita ajuda dos meus amigos e família quando estive nesta situação financeira complicada e me senti realmente abençoada por estar rodeada de pessoas que podiam me ajudar. Quando comecei a vender roupas na Etsy, decidi que iria colocar uma parte das minhas vendas em ações de caridade para que pudesse, em retorno, ajudar alguém necessitado. Decidi cuidar de uma criança através de uma fundação chamada Childfund International. Então 5% das minhas vendas na Etsy vão para a família desta menininha na índia, chamada Nandini.
CVSI:Thank you Loni! It was a great pleasure to get to know you a little better! Obrigada! CVSI

Para ver outros modelos e adquirir as peças da Love To Love You, clique aqui.

Hoje dividiremos com vocês um pouco da história e trajetória de Luciana De Mari, uma artista de muito bom gosto que desenvolve um trabalho super criativo, harmonioso, delicado e alegre. Confira abaixo, em nosso Bate Papo Inspirado, os detalhes da vida e da arte de Luciana e se inspire! Obrigada Lú!
CVSI: Luciana, sabemos que você cria produtos muito charmosos e com um toque delicado inspirador, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Luciana?
Luciana: Estou descobrindo quem eu sou sempre, a cada dia é uma descoberta e isso não para nunca, né? Sou aquilo que vivo. Eu sou praia, mar, sol, água, pés descalços, bichos, gato, cachorro, passarinho, brigadeiro, agulha frita, risos e lágrimas, movimento, sou touro com ascendente em peixes e lua em libra, cores, tintas, formas, dores, amores, mãe, filha, irmã e amiga.

Sou as minhas criações. Criar é quase como uma compulsão. Não sei quando tudo isso começou. Talvez tenha uma grande contribuição de minha mãe, porque ela sempre trabalhou com artesanato e do meu pai, que já trabalhou como desenhista industrial.
O que me recordo é que sempre gostei de desenhar, rabiscar, em folhas de papel, capa de caderno, onde tivesse espaço. Quando era pequena, queria ser veterinária, estilista e arquiteta. Já cuidei de mais de 20 gatos ao mesmo tempo e tenho ainda guardado desenhos de modelitos e casas inusitadas. Sou formada em design, trabalho também em um Instituto de Inovação em Tecnologia da informação.
CVSI: Como, quando e onde você começou a criá-los e produzi-los? O que se passava em sua vida naquele momento?

Luciana: Em 2004, especificamente, foi um ano que estava muito em contato com o estudo do inconsciente, fiz minha tatuagem de mandala, comecei a fazer um curso de arte terapia, enfim, tudo isso mexeu muito comigo e foi refletindo na forma como desenhava. Meu desenho ganhou personalidade. Usava o desenho para falar, pra colocar pra fora, para transformar.
Como sempre estive muito em contato com a internet por conta do meu trabalho, descobri e comecei a usar o fotolog como se fosse um blog pra mim (www.fotolog.net/dedentroprafora). Alguns escrevem, outros desenham e escrevem menos…. J. Eis que um dia pensei em usar as ilustrações em outro veículo, mídia, que não fossem camisetas (o mais comum ou esperado). Como um quadro que não fica só na parede.
Vieram então os bottons, com pedaços das ilustrações que faziam parte de um projeto de arte. Cheguei até a inscrever pra uma exposição, que acabou não acontecendo e eles viraram produtos. Aí, tudo só foi crescendo. Vieram as bolsas (no inicio de 2005). Como minha mãe já tinha trabalhado com isso, já tinha essa experiência de costura e modelagem, resolvi me juntar a ela para fazermos um teste.
Foi assim que surgiram as primeiras bolsas: a João e Maria, uma bolsa reversível que carrega as ilustrações dos dois lados. Faço as telas e eu mesmo repasso para o tecido. Os primeiros trabalhos foram publicados no fotolog e a aceitação foi um estímulo para novas criações. São trabalhos sempre pensados com muito cuidado, com muito carinho, desde a escolha dos tecidos, passando pela pintura, costura, até a colocação dos últimos detalhes, bottons, corações ou minúsculos botõezinhos. Uma delícia de fazer. Uma realização. E as criações vão refletindo os momentos que estou vivendo.
CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê seus produtos em um futuro próximo?
Luciana:
Estou investindo finalmente na loja online. E novidades, com certeza, daqui pra o final do ano: novos modelitos de bolsas e peças em porcelana. Minha nova paixão.

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em produtos?
Luciana: Tudo me inspira. Sou muito observadora e curiosa. São revistas, blogs, filmes, músicas, um poema bonito, livros infantis, minha filha, a natureza, plagiando Marisa Monte, eu diria: o universo ao meu redor J. Idéias são muitas, mas para transformar em produto não é só sentar e deixar que a inspiração venha. É um trabalho de inspiração e transpiração literalmente.

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?
Luciana: Acredito sim. Hoje em dia só se fala nisso, criatividade para inovar e sustentabilidade. As pessoas estão mais conscientes e pedindo algo diferenciado que respeite o meio ambiente e à sociedade. Temos que buscar soluções dentro desse conceito.

CVSI: Você contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver algo?
Luciana: Ainda não contribuímos. Estamos ainda organizando nossas produções para só assim poder buscar alguma proposta com o terceiro setor. A vontade existe.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Luciana:
Achei ótimo. Não tinha visto ainda nenhuma abordagem desse tipo. Como eu sei que as minhas criações são minha alma, acho muito bacana vocês buscarem essa essência nos criadores. É uma forma de aproximar as pessoas. Não são meramente produtos que “comercializamos”, são pedacinhos do que somos.

Comentários Extras e Sugestões (o que você gostaria de ver no CVSI?): Eu agradeço pelo convite e adorei o espaço.

Para conhecer mais sobre a Lú e suas criações, visite www.ludemari.com.CVSI: Como, quando e onde você começou a criá-los e produzi-los? O que se passava em sua vida naquele momento?

Luciana: Em 2004, especificamente, foi um ano que estava muito em contato com o estudo do inconsciente, fiz minha tatuagem de mandala, comecei a fazer um curso de arte terapia, enfim, tudo isso mexeu muito comigo e foi refletindo na forma como desenhava. Meu desenho ganhou personalidade. Usava o desenho para falar, pra colocar pra fora, para transformar.
Como sempre estive muito em contato com a internet por conta do meu trabalho, descobri e comecei a usar o fotolog como se fosse um blog pra mim (www.fotolog.net/dedentroprafora). Alguns escrevem, outros desenham e escrevem menos…. J. Eis que um dia pensei em usar as ilustrações em outro veículo, mídia, que não fossem camisetas (o mais comum ou esperado). Como um quadro que não fica só na parede.
Vieram então os bottons, com pedaços das ilustrações que faziam parte de um projeto de arte. Cheguei até a inscrever pra uma exposição, que acabou não acontecendo e eles viraram produtos. Aí, tudo só foi crescendo. Vieram as bolsas (no inicio de 2005). Como minha mãe já tinha trabalhado com isso, já tinha essa experiência de costura e modelagem, resolvi me juntar a ela para fazermos um teste.
Foi assim que surgiram as primeiras bolsas: a João e Maria, uma bolsa reversível que carrega as ilustrações dos dois lados. Faço as telas e eu mesmo repasso para o tecido. Os primeiros trabalhos foram publicados no fotolog e a aceitação foi um estímulo para novas criações. São trabalhos sempre pensados com muito cuidado, com muito carinho, desde a escolha dos tecidos, passando pela pintura, costura, até a colocação dos últimos detalhes, bottons, corações ou minúsculos botõezinhos. Uma delícia de fazer. Uma realização. E as criações vão refletindo os momentos que estou vivendo.
CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê seus produtos em um futuro próximo?
Luciana: Estou investindo finalmente na loja online. E novidades, com certeza, daqui pra o final do ano: novos modelitos de bolsas e peças em porcelana. Minha nova paixão.

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em produtos?
Luciana: Tudo me inspira. Sou muito observadora e curiosa. São revistas, blogs, filmes, músicas, um poema bonito, livros infantis, minha filha, a natureza, plagiando Marisa Monte, eu diria: o universo ao meu redor J. Idéias são muitas, mas para transformar em produto não é só sentar e deixar que a inspiração venha. É um trabalho de inspiração e transpiração literalmente.

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?
Luciana: Acredito sim. Hoje em dia só se fala nisso, criatividade para inovar e sustentabilidade. As pessoas estão mais conscientes e pedindo algo diferenciado que respeite o meio ambiente e à sociedade. Temos que buscar soluções dentro desse conceito.

CVSI: Você contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver algo?
Luciana: Ainda não contribuímos. Estamos ainda organizando nossas produções para só assim poder buscar alguma proposta com o terceiro setor. A vontade existe.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Luciana: Achei ótimo. Não tinha visto ainda nenhuma abordagem desse tipo. Como eu sei que as minhas criações são minha alma, acho muito bacana vocês buscarem essa essência nos criadores. É uma forma de aproximar as pessoas. Não são meramente produtos que “comercializamos”, são pedacinhos do que somos.

Comentários Extras e Sugestões (o que você gostaria de ver no CVSI?): Eu agradeço pelo convite e adorei o espaço.

Para conhecer mais sobre a Lú e suas criações, visite www.ludemari.com.
Bate Papo Divertido com o Ateliê Gaaya

Aqui está a arte estão os detalhes inspirados do nosso Bate Papo com o pessoal do Ateliê Gaaya! Uma explosão de cores e ousadia que resultam em um trabalho muito divertido, criativo e interessante! Aproveitem para conhecer um pouco mais sobre essa parceria de sucesso entre Edilene, Neto e Marcus.
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CVSI: Sabemos que são artistas e que se reuniram para trabalhar com repaginação de móveis e criação de objetos de decoração e arte, mas falem um pouco mais de vocês. Quem são Edilene, Marcus e Aureliano?
Gaaya: Meu nome é Edilene, sou artista plástica formada pela Universidade Federal de Uberlândia e conheci o Neto (Aureliano) 7 anos atrás quando ele começou a namorar com minha filha mais nova (tenho duas filhas). Super simpático, todo estiloso, gostava de moda, design e arte em geral.
Começamos a trabalhar juntos fazendo bijuterias. Logo, começamos vender para várias lojas não só aqui como em outros lugares, inclusive outros países. O trabalho é totalmente manual e, portanto, um processo lento e cansativo: precisávamos de mais alguém que fosse talentoso e que captasse o estilo das nossas peças. Na época este estilo era totalmente inovador e misturavamos os materiais como: metal, tecido, pedras, crochê, bordados, linhas…
Foi aí que o Neto me apresentou seu amigo Marcus, que logo de cara já começou a trabalhar conosco. Tão talentoso quanto o Neto e com um estilo próprio, suas peças se destacaram rapidamente.

Criação Ateliê Gaaya
CVSI: Como, quando e onde surgiu o Ateliê Gaaya? O que se passava em suas vidas naquele momento?
Gaaya: Trabalhando com bijuterias por três anos, não tinhamos tempo para fazer mais nada. Eu queria muito trabalhar com arte e decoração e decidimos parar com as bijús no auge da loucura. Montamos o Ateliê Gaaya. Começamos com um trabalho de repaginação e criação de móveis, telas e outros objetos. Compramos móveis das décadas de 40,50,60 e 70 – restauramos e pintamos de uma forma colorida e diferente, com mistura de materiais e, muitas vezes, com um toque de bom-humor.
Criação Ateliê Gaaya
CVSI: Por favor, falem um pouco dos projetos e planos do Ateliê Gaaya. Como vêem o Ateliê em um futuro próximo?
Gaaya: Estamos completando 6 anos de parceria, sendo que apenas 3 trabalhando com decoração. Nosso trabalho tem sido cada vez mais reconhecido e tudo está acontecendo muito rápido. Quando começamos, nosso estilo era totalmente diferente e muitos estranhavam mas, ao mesmo tempo, se encantavam.
Hoje, nossa arte é valorizada e reconhecida e temos o nosso ateliê que desenvolve vários trabalhos como repaginação, criação de móveis, luminárias, abajures, toy art, paineis, pinturas especiais de parede e, prestamos também, acessoria em projetos de decoração.
Estamos agora com a loja em Bichinho/MG e algumas outras lojas representam nosso trabalho. Eu espero, sinceramente, que o talento dos profissionais do Ateliê Gaaya seja cada vez mais reconhecido.
Loja em Bichinho / MG
CVSI: Vocês fazem um trabalho muito criativo, e como dizem no blog do Ateliê Gaaya, com um tom jovem, divertido e atual. Gostaríamos de saber como vocês se inspiram para criar?
Gaaya: Quando começamos, ensinei algumas técnicas para os “meninos”. Sempre fui muito exigente, mas pegaram “a manha” rapidinho. Hoje, eles têm total autonomia e estamos sempre pesquisando sobre arte, decoração e design: isso para nós é um prazer.
O Neto faz faculdade de design, então está sempre ligado. Eles são jovens e gostam muito do que fazem, o que facilita o processo do trabalho. Mas independente de tudo isso, acredito que todos nascemos com um talento especial e gostamos muito de tudo aquilo que envolva arte.
Geralmente, quando olhamos uma peça, já sabemos como ela vai ficar depois de pronta. Simples assim! Dificilmente tenho dúvidas do que fazer, seja na decoração de um ambiente ou em alguma pintura.
Criação Ateliê Gaaya
CVSI: Vocês sentem/acreditam que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver?
Gaaya: Não tenho dúvida nenhuma sobre isso, desde sempre foi assim. A criatividade, a imaginação e a inovação somado à vontade – são essenciais para o desenvolvimento do mundo.
CVSI: Vocês já contribuiram, contribuem ou tem planos de – através desse trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderiam nos contar um pouco? Se não, teriam interesse em desenvolver algo neste sentido?
Gaaya: Sim, por um tempo ensinei um pouco de arte reciclando e reaproveitando materias para jovens de baixa renda. Mas pretendo sim e tenho planos de fazer um trabalho mais elaborado com jovens adolecentes, ensinando um pouco do que sei.
Criação Ateliê Gaaya
CVSI: Qual a opinião de vocês sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Gaaya: É muito importante ter espaços assim, sérios e que ajudam a divulgar e conhecer artistas novos e talentosos. Isso é realmente um presente!
Comentários Extras e Sugestões: Agradecemos o carinho e a oportunidade de participar. Sugestão: talvez falar sobre esse novo jeito de decorar, resgatando a personalidade dos donos das casas.
Para conhecer mais sobre o trabalho desses artistas super criativos, clique aqui.