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Aqui está a arte estão os detalhes inspirados do nosso Bate Papo com o pessoal do Ateliê Gaaya! Uma explosão de cores e ousadia que resultam em um trabalho muito divertido, criativo e interessante! Aproveitem para conhecer um pouco mais sobre essa parceria de sucesso entre Edilene, Neto e Marcus.

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CVSI: Sabemos que são artistas e que se reuniram para trabalhar com repaginação de móveis e criação de objetos de decoração e arte, mas falem um pouco mais de vocês. Quem são Edilene, Marcus e Aureliano?

Gaaya: Meu nome é Edilene, sou artista plástica formada pela Universidade Federal de Uberlândia e conheci o Neto (Aureliano) 7 anos atrás quando ele começou a namorar com minha filha mais nova (tenho duas filhas). Super simpático, todo estiloso, gostava de moda, design e arte em geral.

Começamos a trabalhar juntos fazendo bijuterias. Logo, começamos vender para várias lojas não só aqui como em outros lugares, inclusive outros países. O trabalho é totalmente manual e, portanto, um processo lento e cansativo: precisávamos de mais alguém que fosse talentoso e que captasse o estilo das nossas peças. Na época este estilo era totalmente inovador e misturavamos os materiais como: metal, tecido, pedras, crochê, bordados, linhas…

Foi aí que o Neto me apresentou seu amigo Marcus, que logo de cara já começou a trabalhar conosco. Tão talentoso quanto o Neto e com um estilo próprio, suas peças se destacaram rapidamente.

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Criação Ateliê Gaaya

CVSI: Como, quando e onde surgiu o Ateliê Gaaya? O que se passava em suas vidas naquele momento?

Gaaya: Trabalhando com bijuterias por três anos, não tinhamos tempo para fazer mais nada. Eu queria muito trabalhar com arte e decoração e decidimos parar com as bijús no auge da loucura. Montamos o Ateliê Gaaya. Começamos com um trabalho de repaginação e criação de móveis, telas e outros objetos. Compramos móveis das décadas de 40,50,60 e 70 – restauramos e pintamos de uma forma colorida e diferente, com mistura de materiais e, muitas vezes, com um toque de bom-humor.

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Criação Ateliê Gaaya

CVSI: Por favor, falem um pouco dos projetos e planos do Ateliê Gaaya. Como vêem o Ateliê em um futuro próximo?

Gaaya: Estamos completando 6 anos de parceria, sendo que apenas 3 trabalhando com decoração. Nosso trabalho tem sido cada vez mais reconhecido e tudo está acontecendo muito rápido. Quando começamos, nosso estilo era totalmente diferente e muitos estranhavam mas, ao mesmo tempo, se encantavam.

Hoje, nossa arte é valorizada e reconhecida e temos o nosso ateliê que desenvolve vários trabalhos como repaginação, criação de móveis, luminárias, abajures, toy art, paineis, pinturas especiais de parede e, prestamos também, acessoria em projetos de decoração.

Estamos agora com a loja em Bichinho/MG e algumas outras lojas representam nosso trabalho. Eu espero, sinceramente, que o talento dos profissionais do Ateliê Gaaya seja cada vez mais reconhecido.

Loja em Bichinho / MG

CVSI: Vocês fazem um trabalho muito criativo, e como dizem no blog do Ateliê Gaaya, com um tom jovem, divertido e atual. Gostaríamos de saber como vocês se inspiram para criar?

Gaaya: Quando começamos, ensinei algumas técnicas para os “meninos”. Sempre fui muito exigente, mas pegaram “a manha” rapidinho. Hoje, eles têm total autonomia e estamos sempre pesquisando sobre arte, decoração e design: isso para nós é um prazer.

O Neto faz faculdade de design, então está sempre ligado. Eles são jovens e gostam muito do que fazem, o que facilita o processo do trabalho. Mas independente de tudo isso, acredito que todos nascemos com um talento especial e gostamos muito de tudo aquilo que envolva arte.

Geralmente, quando olhamos uma peça, já sabemos como ela vai ficar depois de pronta. Simples assim! Dificilmente tenho dúvidas do que fazer, seja na decoração de um ambiente ou em alguma pintura.

Criação Ateliê Gaaya

CVSI: Vocês sentem/acreditam que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver?

Gaaya: Não tenho dúvida nenhuma sobre isso, desde sempre foi assim. A criatividade, a imaginação e a inovação somado à vontade – são essenciais para o desenvolvimento do mundo.

 

CVSI: Vocês já contribuiram, contribuem ou tem planos de – através desse trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderiam nos contar um pouco? Se não, teriam interesse em desenvolver algo neste sentido?

Gaaya: Sim, por um tempo ensinei um pouco de arte reciclando e reaproveitando materias para jovens de baixa renda. Mas pretendo sim e tenho planos de fazer um trabalho mais elaborado com jovens adolecentes, ensinando um pouco do que sei.

Criação Ateliê Gaaya

CVSI: Qual a opinião de vocês sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?

Gaaya: É muito importante ter espaços assim, sérios e que ajudam a divulgar e conhecer artistas novos e talentosos. Isso é realmente um presente!

Comentários Extras e Sugestões: Agradecemos o carinho e a oportunidade de participar. Sugestão: talvez falar sobre esse novo jeito de decorar, resgatando a personalidade dos donos das casas.

Para conhecer mais sobre o trabalho desses artistas super criativos, clique aqui.

Conforme prometido, buscando mostrar criatividade, o Como Você se Inspira traz para vocês o Bate Papo com Denise Brandt, da Bonecas de Papel.

Foi um prazer enorme conversar com a Denise e conhecer um pouco mais sobre esse trabalho maravilhoso que ela realiza. Aproveite cada minuto dessa conversa! criatividade

CVSI: Sabemos que você sempre quis fazer bonecas de papel e que desde criança gostava de recortar as roupinhas, as bonecas… mas conte um pouco mais sobre a Denise.

Denise: Bom, sou paranaense, escorpiana, bacharel em Artes Plásticas, casada, mãe de 3 filhos e atualmente moro em Brasília. Sempre gostei de “inventar” coisas, desmontar embalagens, criar objetos. Tenho verdadeiro fascínio por fábrica, linha de montagem… Acho interessante o processo de criação/fabricação de qualquer produto!

CVSI: Como, quando e onde surgiu a Bonecas de Papel? O que se passava em sua vida naquele momento?

Denise: As Bonecas de Papel surgiram meio por acaso…

Precisava criar algo novo pra divulgar o meu site e estava sem dinheiro pra investir nos meus acessórios em resina que fazia na época.

Eu sempre tive vontade de desenhar as Bonecas, uma paixão de infância.

Sempre quis ter as “minhas” Bonecas de Papel!

Então, fiz os primeiros desenhos e coloquei no site na intenção de, imprimi-las conforme houvesse pedido.

artes plásticas

Desta forma não precisaria empatar capital. Para minha surpresa o retorno foi imenso, nunca recebi tantos emails na vida! Percebi ali um nicho de mercado e resolvi fabricá-las em escala grande para poder ter um preço bacana pra oferecer aos lojistas.

Em junho de 2008 fiz minha primeira tiragem de 1.000 Bonecas de Papel!

Comecei por Brasília onde fiz minhas primeiras vendas. Pegava no telefone e ligava: “ Lembra daquelas Bonecas de Papel de antigamente, que vinham com roupinhas para recortar? Eu tenho uma versão moderna, com roupinhas de agora!”.

Em seguida fui pra SP. Vendi tudo em 20 dias! Um ano depois fecho meu primeiro contrato de Licença! A empresa de pijamas e camisolas infantil Verde Magia de Londrina (paranaense como eu!) acaba de lançar a coleção de verão inspirada nas Bonecas de papel!

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração neste produto?

Denise: Inspiro-me em tudo: sou curiosa, “rata de internet”, adoro feirinhas (de artesanato, design, livros, antiguidades …), exposição de artes, livraria, papelaria… Observar as pessoas nas ruas, conversar, saber o que estão usando, que músicas estão ouvindo! Daí passo essas informações através dos desenhos, das cores e das formas.

criação

CVSI: Como são feitas as bonecas de papel? Qual o ritual para dar vida à essas doçuras?

Denise: As Bonecas de Papel se tornaram personagens… Cada modelo que crio me inspiro em alguém, algum corte de cabelo que vi, alguma forma de usar os acessórios, alguma estampa de roupa ou de propaganda que me chama a atenção. As bonecas têm personalidade, são bem da geração de agora, e, o mais legal é que elas não têm nome… Cada Boneca pode ter o nome da sua “dona”!

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver?

Denise: Acredito que sim desde que se preservem as coisas simples da vida! De nada adianta muita tecnologia se não houver lá no fundo uma essência mágica, um toque pessoal, uma mensagem!

Para conhecer as Bonecas de Papel da Denise visitem o site: www.desenhobom.com

Obrigada Denise!

O primeiro bate-papo inspirado do Como Você se Inspira é com Marina Vargas, do blog Ma. Coisinha.

Marina realiza um trabalho incrível de encadernação manual, extremamente inspirador e que expressa sua linguagem criativa de maneira muito transparente. Enjoy it! inspirado

CVSI: Sabemos que é uma apaixonada por papéis, e que une essa paixão aos tecidos para criar, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Marina?

Marina: Marina nasceu em São Paulo em 23 de maio de 1984 e, por nascimento, é geminiana de vez em quando (quando convém acreditar no que os astros dizem, sabe como?). Hoje ela mora em Florianópolis, mas pretende voltar em breve para Ribeirão Preto, onde deixou a mãe, a cachorra, amigos e, agora, um ex-namorado. Marina acredita que é mais importante apegar-se às pequenas coisas que viver no mundo frenético que nos empurram através da TV. Ela quer ter uma casa pequena com um ipê na frente, uma boa companhia para as experiências gastronômicas e afazeres criativos para ficar sã (e garantir a vida assim, se for possível).

CVSI: Como, quando e onde surgiu a Ma. Coisinha? O que se passava em sua vida naquele momento?

Marina: Sempre vi muito de minha mãe em minha vida e nos meus gostos. O nome Mª. Coisinha veio dela que, no meio de seus surtos de esquecimento, chamava as pessoas assim. Ela também emprega verbos como “coisar” quando não se lembra do termo específico que precisa. Achei que nada melhor para homenageá-la (e brincar com a cara dela).

A Mª. Coisinha surgiu depois de anos de adoração aos papéis e quase um ano tentando fazer livros (primeiro comecei com os de espiral, mais fáceis mas não tão encantadores). Depois, como num passe de mágica, uma oficina de encadernação apareceu na cidade e aí, junto com muita pesquisa, fui descobrindo como fazer o que há tanto tempo me encantava. Tem horas em que as peças parecem se juntar, né?

No momento em que passei a usar o nome e a fazer e publicar meus livros, minha mãe tinha um ateliê/loja/escola de patchwork e vê-la respirar essa possibilidade de colocar algo que dá tanto prazer pra ela como fonte de renda me fez apostar em mim mesma e no que eu tenho gosto de fazer.

inspirado

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em produto?

Marina: Acho que pra qualquer pessoa que faça um trabalho criativo, é necessária uma dose de humildade e admiração por quem já trilhou o mesmo caminho na mesma arte. Saí procurando pessoas e trabalhos de encadernação, informações sobre técnicas diferentes, materiais e a perceber qual era a “cara” de cada artista.

Além desse embasamento, acho que a própria vida vai encaminhando as coisas… Os momentos de lazer e de pesquisa acabam se refletindo nos gostos e os gostos nos materiais… Uma música pode influenciar uma fotografia, um filme pode influenciar uma pintura e por aí vai.

Não sei se me faço entender com esta resposta, mas acho que é basicamente isso mesmo: nossas vidas se transformam em referências.

CVSI: Como escolhe os materiais que vai usar? Existe algum ritual para isso?

Como trabalho com encadernação (e outras coisinhas mais, mas vou focar-me nos livros), papel passa a ser uma premissa. As capas em tecido garantem uma textura diferente entre o que protege e o que é utilizado (miolo), além de possibilitar uma série de manejos e alterações: bordados, costuras, emendas, aplicações, pintura e por aí vai.

Quando não faço livros em série, com materiais que já tenho ou para ver logo uma ideia sair da cabeça e ficar pronta, costumo perguntar pro cliente qual sua cor favorita, se tem preferência por cor de folha, quantidade de páginas e outros detalhes. Faço isso para que o trabalho fique com o jeito de quem vai usar e que a pessoa tenha tanto prazer em aproveitar o livro como eu tenho em confeccioná-lo.

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver?

Marina: Acho que criatividade e imaginação levam à inovação… e que estes três elementos são mais do que caminhos para este “desenvolvimento” que costumamos ouvir por aí.

Acredito que levam a um desenvolvimento de alegria, de encontro consigo mesmo, de planejamento, realização. Permitem que as pessoas entrem em contato com atividades lúdicas, coloquem para fora o que são, criando assim uma nova maneira de comunicar.

Sou super entusiasta de “terapias” alternativas e válvulas de escape para o dia-a-dia insano que a maioria das pessoas têm. Acho que os trabalhos manuais estão voltando com tudo porque mais gente concorda comigo! Hahaha…

Enquanto é difícil chutar o balde corporativo, as pessoas que pegam no pé, as meras obrigações e tudo o que fazemos “porque assim tem que ser”, reservar um tempo (ou dois) para atividades realmente escolhidas por nós já demonstra como queremos outra qualidade de vida e indica os caminhos pelos quais podemos nos aventurar para mudar as situações que nos chateiam.

FIM.

À Marina, nosso muito obrigado pela colaboração, energia positiva, flexibilidade e principalmente pela inspiração. Que trabalho lindoooo e inspirado! Maria Coisinha Logo Para ver o trabalho de Marina, visite Ma Coisinha