
O Bate Papo de hoje é com uma pessoa criativa, flexível, inovadora e muito talentosa. Estamos falando de Jackson Araujo da Shhh.fm e seu trabalho como sound-stylist. Deite e role nesta gostosa conversa…
CVSI: Sabemos que é Jornalista de formação, que atua como Consultor de Moda e Analista de Tendências e que por ser um apaixonado por música faz um trabalho como sound-stylist. Mas conte um pouco mais sobre você, quem é o Jackson?
Jackson: Tenho descoberto no último ano duas importantes ações na vida: a primeira é de agregar pessoas; a segunda é de inspirá-las. Sendo assim, acredito que usar a música como ferramenta de comunicação faz o maior sentido, não é mesmo?
Sou um observador incansável. Nasci na praia e fui criança na Floresta Amazônica e no Sertão.
Credito a isso meu gosto por cultura popular, lugares exóticos, temperos, cores e Natureza. Não sei viver em silêncio e não imagino um dia sem trilha sonora.
CVSI: Como, quando e onde você começou esse trabalho de sound-style?
Jackson: Sempre trabalhei com moda e desde meus primeiros textos busquei entendê-la como um conjunto de fatores. Moda é música, fotografia, design, arte, movimento, beleza, cultura e conta a história do tempo. Assim, além de escrever sobre ela, me interessei em musicá-la fazendo trilhas sonoras para desfiles, lá nos anos 80, ainda em Fortaleza.
Depois, quando comecei a tocar em festas e clubes, nos anos 2000, em SP, não me via como um DJ, por não gostar de um estilo musical somente, por não ser um turntablista, por prezar pela criação de uma atmosfera sonora pros lugares, não necessariamente pensando em fazer as pessoas dançarem, mas celebrarem o encontro, a experiência do ambiente e das companhias.
Juntando isso com a criação de trilhas sonoras para desfiles – Lino Villaventura, Thais Losso, Rita Wainer, Samuel Cirnansck, Ellus, 2nd Floor,Cavalera, Água de Coco, Iódice, Reserva, Ricardo Almeida – exposições de arte, lojas e shopping centers, meu trabalho de sound-styling foi se concretizando ao longo dos últimos anos e se materializou com o Shhh.fm, agora em 2009, numa parceira com a Cherryplus

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira para realizar essas criações sonoras?
Jackson: A inspiração surge habitualmente das minhas leituras diárias e das observações sobre o constante movimento do mundo. Como leio muito diariamente sobre diversos assuntos, de Ciência a Ilustração, de Música a Design, de comportamento jovem a gastronomia, vou costurando assuntos que dialogam entre si e que, a meu ver, podem acender na cabeça das pessoas um entendimento maior sobre o futuro das relações.
Como não consigo imaginar a vida sem uma trilha sonora, vou naturalmente selecionando na minha biblioteca musical (dentro e fora do computador), tracks (novíssimas, novas, antigas, clássicos) e sons que combinem com aquele determinado mood. Às vezes a trilha vem antes do texto; às vezes faço as duas coisas paralelamente; outras, o texto vem antes. Procuro imprimir liberdade nesse ato criativo. 


CVSI: Conte-nos um pouco sobre seus planos para o futuro em relação à esse projeto e ao Shhh.fm?
Jackson: Quero musicar cidades, parques, ambientes públicos de encontro. Busco com esse projeto ser um veículo de comunicação de novos criativos, propagar por meio da música inspirações para um mundo melhor.
CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e se desenvolva de maneira sustentável?
Jackson: Desde que os criativos, os pensadores e os inovadores estejam de fato interessados em um mundo melhor, sim! Torço para que as velhas idéias saiam de cena e possamos de fato entender a Natureza como um organismo pulsante, vivo e coeso. O mundo como era antes acabou e uma nova era de trocas e relacionamentos se estabeleceu com a Internet. Estamos começando uma nova fase de percepção sobre a valorização do conteúdo relevante para que essas mudanças ocorram. Acordo todo dia pensando em colaborar com isso. É o que me inspira.
CVSI: Obrigado Jackson, por esse Bate Papo cheio de melodia…
Para ouvir o talento do Jackson na Shhh.fm, clique aqui.
Hoje, estamos apresentando o trabalho inspirado de Nina Van de Goor, uma estudante e artista holandesa que faz um trabalho encantador. Confira abaixo nosso Bate Papo com Nina e um pouco da arte que ela faz com tanta delicadeza…
CVSI: Nina, sabemos que você é uma estudante holandesa e que ama design, craft e arte. Mas conte-nos um pouco mais sobre você, quem é Nina?
NINA: Ah, esta é sempre uma das perguntas mais difíceis que alguém pode fazer. Bom, tenho 26 anos e moro com meu namorado em Den Bosch, uma cidade no sul da Holanda. Já moramos juntos por quase dois anos. Estudo na Universidade (e ainda tenho que escrever minha tese, mas as coisas não andam muito adiantadas – já que tenho trabalhado muito no meu pequeno negócio, a Ninainvorm), mas meu coração, no momento, está em criar coisas. Também amo escrever e estou comprometida com política verde em minha cidade.

CVSI: Quando, onde e como a Ninainvorm foi criada? O que acontecia em sua vida naquele momento?
NINA: Tudo começou três anos atrás. Eu estudava, mas me sentia muito infeliz com tanta teoria em minha vida. Sempre amei coisas criativas como cerâmicas e design de interior. Um dia, de certa maneira, decidi colocar algumas coisas em um blog: fotos da minha casa, algumas cerâmicas que eu havia feito e falava sobre coisas bonitas que eu gostava…
O blog começou a crescer e se tornou algo para o qual eu me dedicava muito. Trabalhar no blog também estimulava meu processo criativo e, aos poucos, comecei a pensar em vender alguns dos meus trabalhos. Deste ponto em diante meu pequeno negócio, a Ninainvorm, começou a se desenvolver e crescer de uma maneira bastante orgânica e hoje me encontro em algum lugar desta estrada.
CVSI: Por favor, conte-nos sobre os planos que tem para suas criações. Como você vê sua arte no futuro?
NINA: Eu realmente quero trabalhar mais com impressão. No momento estou vendendo cerâmicas com impressões dos meus desenhos, impressos e cartões postais, mas espero expandir as opções no futuro. Gostaria muito de começar a imprimir em tecido e, talvez, fazer papelaria. Também espero trabalhar com fotografia eventualmente. Ainda existe muita coisa para fazer e desenvolver.

CVSI: Suas peças são muito delicadas, exclusivas e alegres. Como você se inspira para criá-las?
NINA: Tudo acontece muito intuitivamente. Quando trabalho em materiais “vintage“, (como louça antiga) tento sentir quais cores e imagens a peça pede. Pode soar vago, mas é como funciona. Normalmente, apenas sento à minha mesa e começo a trabalhar, sem planos ou rascunhos.
Claro que me inspiro com muitas coisas, como o que vejo de bonito em blogs, mas quando faço meu trabalho apenas deixo esse “sentimento intuitivo” me levar.

CVSI: Você sente/acredita que criatividade e inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e se desenvolva de maneira sustentável?
NINA: Espero que estejamos nos desenvolvendo em uma direção onde o real, o honesto, o criativo, o único e o estilo de vida “feito à mão” sejam mais apreciados. Acredito que estamos cansados de um mundo “feito” de produção em massa e barata, não sustentável.
Espero que eu possa, de alguma maneira, fazer parte deste movimento. É muito bom ver a comunidade criativa expandir na internet e os artistas inspirarem uns aos outros.
CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta de nosso blog de ser um espaço onde promovemos artistas que expressam sua arte através da conexão que fazer com suas verdades, acreditando que dessa maneira podem contribuir com o enriquecimento de nossa existência?
NINA: Acredito que é maravilhoso dividir idéias e inspirações como essas. Pessoalmente, sinto que a criatividade é uma das principais fontes de significado para minha vida e amo dividir isso com outras pessoas e ver como eles criam também. Acredito que todos podem inspirar e isso é lindo!

Muito obrigada /Bedankt, Nina!
Para conhecer outros trabalhos da Nina, cheios de inspiração, clique aqui.
Um Bate Papo diferente, sobre um tema apaixonante: fotografia. Felipe Arantes nos dá o previlégio de saber um pouco mais sobre o caminho que trilha atrás desta paixão. Divirtam-se e apaixonem-se!
CVSI: Sabemos que é um apaixonado por fotografia e que une essa paixão à natureza, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é o Felipe?
Felipe: Sou um cara tranqüilo que desde pequeno ama a natureza e procura sempre estar em contato com ela. Tenho 21 anos e sou estudante de biologia, em São Paulo. Quando tenho um tempo livre adoro fotografar, e dessa maneira aprendo cada dia mais…

CVSI: Como, quando e onde vc começou a fotografar? O que se passava em sua vida naquele momento?
Felipe: Na verdade eu sempre gostei muito de fotografia… Até que sobrou uma grana no começo deste ano e comprei uma câmera legal. Aí, pude começar a fotografar de verdade. Comecei em São Paulo, mas sempre que tenho um tempo pra ir pra praia e para o interior, ou em qualquer lugar com paisagens bonitas, estou lá.
Minha vida estava muito tranqüila. Naquele momento, eu estava estudando bastante e foi quando comecei a me dedicar mais a fotografia.

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em fotos, imagens?
Felipe: Sempre procuro uma paisagem bonita para me inspirar e também os animais e as plantas, descobrir um novo olhar sobre alguma paisagem que as pessoas já conhecem… Por isso, gosto muito das fotos de paisagem noturna, pois dessa forma revelo uma imagem que muitas vezes não se vê.

CVSI: Conte-nos um pouco sobre seus planos para o futuro, em relação à fotografia?
Felipe: Tenho planos de trabalhar mesmo com fotografia, ou seja, ganhar o meu dinheiro através dessa arte. Ainda pretendo comprar mais algumas lentes e assim ampliar o meu olhar e a maneira como as pessoas vêem a natureza. Também quero aperfeiçoar meus conhecimentos, pois sempre tem algo novo a se aprender.

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?
Felipe: Sim, acredito muito, pois somente através da criatividade criaremos outra visão de mundo, confirmando que cada pessoa é única e o que ela tem a oferecer é fruto de sua criatividade, valorizando, assim, o criar.

