Um 2010 perfeito para todos nós! E para começar este ano que promete ser muito especial, convidamos um artista - também muito especial - que não só cria e produz uma arte deslumbrante, mas a faz transformado sucata em beleza pura. Sejam bem vindos a este primeiro Bate Papo Inspirado de 2010 e muita luz!

CVSI: Paulo, sabemos que você é um artesão-designer que trabalhou como oficineiro de reciclagem de papel e fibras naturais e hoje tem seu atelier onde transforma sucata em objetos de arte e decoração inovadores, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é o Paulo?

Paulo: Difícil responder, já que venho me conhecendo a cada dia, mas vou tentar. Gêmeos com ascendente em gêmeos e lua em touro, filho de militar (isso fez com que eu conhecesse muitos lugares e diferentes culturas e costumes). Desde criança fui um pouco “cientista maluco” adorava brinquedos que envolviam química ou eletricidade. Hiperativo, com uns 10 anos já “reformava” meus brinquedos à pilha, relógios e o que viesse pela frente, deixando meus pais loucos. Uma de minhas paixões é o “domínio de materiais” e no percurso desses 46 anos aprendi desde o papel até a fundição de metais, passando por polímeros (plásticos e acrílicos), vidros e lapidação. Dediquei uma boa parte de minha vida a “Educação Social” onde me valia desse conhecimento promovendo oficinas de papel artesanal, cartonagem e encadernação para adolescentes em vários projetos sociais.

Acredito que em trabalhos dessa natureza é muito mais importante absorver a cultura e costumes da clientela do que chegar ditando regras que lhe são absolutamente estranhas. Mas paralelamente a tudo sempre estava envolvido com decoração de ambientes desenho, pintura e escultura, eram meu hobby.

CVSI: Como, quando e onde surgiu a marca Paulo Toledo? O que se passava em sua vida naquele momento?

Paulo: Me sentia “nadando contra a corrente” em projetos sociais atrelados ao poder público que, inevitavelmente, acabam se tornando apenas ferramentas político eleitoreiras. Um dia resolvi dar um basta. Inverti a situação, transformei meu hobby em profissão e agora, como voluntário, transformei também minha profissão em hobby. Vivemos em um mundo de possibilidades e penso ser importante estarmos atentos às chances de mudanças.

Logo que comecei o trabalho, (isso faz apenas 3 anos) não tinha muita noção do que faria, mas já recuperava peças encontradas em desmanches e demolições e vendia em uma famosa loja de decoração em São Paulo. Comecei então a criar algumas peças e colocá-las nas lojas, foi então que percebi que poderia haver mercado para elas.

Como trabalho sozinho, resolvi usar meu próprio nome, já que as duas coisas acabam se misturando mesmo (a criação e o criador), mas penso sempre em criar uma outra marca onde possa estar envolvendo mais gente no trabalho.

CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê os produtos Paulo Toledo em um futuro próximo?

Paulo: Não imaginava me tornar um designer, sou um artesão que de repente começou a ser citado na mídia como designer, talvez devido às características contemporâneas de meu trabalho. No momento estou desenvolvendo uma nova coleção, que mantem as características básicas do trabalho (fotos), mas agregando cores e texturas.

Quando resolvi trabalhar com ferro, fiz antes uma longa pesquisa sobe o que havia disponível no mercado, examinando tendências e, principalmente, tendo a preocupação de nunca fazer nada parecido com o que já existia. Portanto, minha pretensão com esse trabalho é realmente desafiar esse ciclo produtivo absolutamente insustentável em que a humanidade se enfiou, chacoalhar os conceitos (quase todos que vão a uma exposição minha dizem:_ “vai ser impossível ver os restos de ferro e madeira com os mesmos olhos depois de hoje”).

É para isso que faço meu trabalho, a venda é só uma consequência. Acredito que há tanta ousadia na execução do meu trabalho quanto há ousadia em quem o adquire. Procuro ser quase didático, com peças que não escondem as origens da matéria prima. É isso, vejo meu trabalho como uma mistura de arte e didática, como se o educador continuasse gritando em mim.

CVSI: Você exala criatividade e poder de transformação em seus produtos e criações. Como você se inspira para criá-los?

Paulo: O importante é não ter um conceito fechado sobre nada , muitas vezes faço uma peça extremamente trabalhosa e no final ela não me emociona, então eu a reciclo. Em outras quase não há trabalho, mas quando olho, ela me diz: “estou pronta”. Há uma relação profunda entre eu, o material e a forma no momento da criação, uma relação de amor com o objeto, penso que é essa a essência de minha inspiração: paixão.

                                                  

CVSI: Fale um pouco do processo de reciclagem/transformação e seus benefícios. Qual sua opinião sobre o assunto?

Paulo: O que faço não é propriamente reciclagem e sim reaproveitamento. Há uma grande confusão na cabeça das pessoas sobre o assunto hoje em dia (se pensarmos em termos planetários). Reciclar é devolver o material ao seu ciclo inicial.

Tudo que é extraído da terra deveria ter um ciclo contínuo sobre ela para evitar mais exploração, uma garrafa pet deve voltar a ser outra garrafa pet, tudo que desvia o material de seu ciclo pode ser até politicamente correto, mas dependendo do material pode ser perigoso.

O ferro é um dos minerais mais abundantes no planeta, não sendo impactante o seu reaproveitamento,  já com  o alumínio por exemplo, não consigo  ver sentido em transformar 1000 latinhas em um objeto de decoração e forçar a exploração de mais bauxita para a produção de mais alumínio, cujo processo é sabidamente prejudicial ao meio ambiente, além de consumir muita energia elétrica. Cada material tem que ser visto de forma diferente,  levando-se em conta sua raridade, custo de produção e exploração, danos ambientais, etc…

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação – inclusive aplicados à reciclagem e transformação – são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?

Paulo: Criar é reinventar o mundo. Sem criação estaríamos nas cavernas ainda, aliás, foi um ser criativo que entendeu que numa caverna seria mais seguro para se viver, não? A base evolutiva do ser humano é a criação e a arte é quem dá sempre os primeiros sinais de qualquer mudança do comportamento humano.

A reciclagem é uma tendência cultural. Há um ditado popular que diz que tem gente não sai do lugar enquanto a água não bate na bunda né? Rsrs… Por enquanto a água ainda está nos pés e só os mais visionários estão se manifestando, mas já há um início de revolução nisso. Difícil nosso sistema econômico assimilar mudança tão radical a curto prazo, mas a tendência é valorizar cada vez mais o que já está sobre o planeta.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço que promove a conexão do indivíduo com sua verdade estimulando assim a inspiração, a criatividade e a inovação e, por consequência, o enriquecimento de nossa existência?

Paulo: Primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade de mostrar meu trabalho e falar um pouco sobre o que penso. Acho a iniciativa de vocês maravilhosa, conhecer um pouco mais sobre o processo de criação de vários artistas, cada um com sua peculiaridade só faz fomentar a criatividade e sua aplicação da vida cotidiana. Grato.

            

Para saber mais sobre o trabalho do Paulo, clique aqui.

Paulo, obrigada pelo lindo Bate Papo! Feliz 2010!

inspiração

Quanta inspiração

É verdade quando dizem que quem espera sempre alcança! Neste caso alcançamos um bate papo cheio de charme e criatividade.  A seguir, conheça um pouco mais sobre a Leila, o Aleph e a Corrupiola, catarinenses de essência criativa e com histórias ricas para dividir. Obrigada queridos!

CVSI: Leila, sabemos que é designer e crafter que adora fazer livros, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é Leila Lampe?

inspiração

Leila: Cresci no interior, numa pequena cidade no planalto norte de Santa Catarina, chamada Rio Negrinho. Com clima frio e poucas opções de lazer, cresci cercada por mulheres (mãe, amigas da mãe, irmã, tias) que faziam tricô e bordados o tempo todo. Aprendi a fazer tricô aos seis anos, antes mesmo de aprender a ler e escrever. Trabalhos manuais sempre fizeram parte da minha vida, pois sempre gostei de tricotar, bordar, costurar e criar.

Fiz graduação em Artes Plásticas e me profissionalizei como designer de livros. Gosto de bichos, e gatos são os bichanos de minha preferência. Tenho um casal de gatos pretos (da sorte) que me acompanham há mais de 10 anos. Sou uma pessoa muito caseira e de vida simples, gosto de cozinhar, ler livros e revistas, uma pessoa que precisa estar perto da natureza, mas que também sente prazer andando pelas ruas movimentadas de uma grande cidade.

CVSI: Como, quando e onde surgiu a Corrupiola? O que se passava em sua vida naquele momento?

Leila: A Corrupiola surgiu de uma vontade minha e de meu companheiro Aleph Ozuas em vender um produto próprio. Em 2006 comecei a trabalhar como designer freelancer e percebi como era bom trabalhar em casa e controlar o próprio tempo. Começamos a freqüentar, Aleph e eu, a editora Noa-Noa, de Cléber Teixeira, um universo de livros sobre livros e um ateliê de tipografia.

Nos encontros conhecemos e aprendemos alguns passos de encadernação com outros amigos que fizemos por lá, como Márcia Mathias que é restauradora de livros, e também começamos a freqüentar uma oficina de serigrafia.

criatividade

Aleph começou a encadernar os Corrupios e presenteava amigos artistas que recebiam o caderninho com entusiasmo, e enquanto isso eu fazia bijuterias em crochet, onde uma amiga que mora na Bélgica levou algumas peças para vender numa feirinha e a venda superou nossas expectativas. Neste meio tempo encontrei, num evento de internet, a crafter Carol Grilo que sempre nos deu muito apoio e incentivo neste novo ramo.

Com as bijuterias surgiu a idéia do blog, mas a paixão pela serigrafia, encadernação e livros fez com que eu me afastasse do crochet e me dedicasse integralmente às encadernações. Em dezembro de 2008 lançamos nossa primeira coleção num Bazar craft em Fpolis e logo em seguida montamos uma loja virtual no blog. Depois disso, a Corrupiola está acontecendo.

inpiração

CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê o Corrupiola em um futuro próximo?

Leila: O Corrupio clássico é nosso principal produto, mas para nós a Corrupiola ainda está engatinhando. Lançaremos em breve cadernos com outros formatos e para o final do ano pretendemos criar mais produtos em papelaria. Acredito que a atividade craft no Brasil ainda é desconhecida e tende a avançar cada vez mais entre o público. Craft não é somente compra e venda de produtos artesanais, é também uma ateliê de tipografia, tanto do criador como também do comprador/consumidor.

criatividade

CVSI: Você diz no seu blog (e adoramos que você menciona isso) que o que inspira sua vida e trabalho é: seu companheiro, família, gatos, amigos, arte, cinema, fotos e muito mais. E quando a sua inspiração “vem”, como você a transforma em inovação, uma criação nova?

Leila: As idéias surgem de sonhos (sonhados ou acordados!) e o mais importante é registrar estas idéias (de preferência num Corrupio) porque elas escapam facilmente. Ter idéias é fácil, o difícil é concretizá-las e este é um desafio diário. Acho que meu processo de “inspiração” e criação é tão múltiplo que esta é a primeira vez que paro para racionalizar sobre isso…

inspiração

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver?

essência criativa

Leila: Com certeza. Somente com uma boa imaginação é possível sobreviver no mundo em que vivemos hoje, onde o tempo nos exprime e nos consome e para fugir desse ritmo, só com criatividade! Precisamos da inovação para nos desenvolver e acima de tudo para nos resolver como pessoas num planeta sustentável.

CVSI: Você já contribuiu, contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver algo?

Leila: Ainda não contribuímos, mas pretendemos contribuir em breve. Nossa meta é ajudar ongs ligadas à proteção dos animais.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?

Leila: Ter um espaço como este, uma oportunidade de compartilhar as diferentes histórias e trajetórias de cada artista empreendedor é formidável e enriquecedor. Todos nós aprendemos uns com os outros, e este é um espaço para estes encontros.

CVSI: Comentários Extras e Sugestões (o que você gostaria de ver no CVSI?):

Leila: Desejo muito sucesso para esta casa virtual, e com certeza vão ter! Obrigada pelo convite.

inverno corrupiola

Para conhecer mais sobre a Leila, o Aleph e a Corrupiola, visite o blog.

O primeiro bate-papo inspirado do Como Você se Inspira é com Marina Vargas, do blog Ma. Coisinha.

Marina realiza um trabalho incrível de encadernação manual, extremamente inspirador e que expressa sua linguagem criativa de maneira muito transparente. Enjoy it! inspirado

CVSI: Sabemos que é uma apaixonada por papéis, e que une essa paixão aos tecidos para criar, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Marina?

Marina: Marina nasceu em São Paulo em 23 de maio de 1984 e, por nascimento, é geminiana de vez em quando (quando convém acreditar no que os astros dizem, sabe como?). Hoje ela mora em Florianópolis, mas pretende voltar em breve para Ribeirão Preto, onde deixou a mãe, a cachorra, amigos e, agora, um ex-namorado. Marina acredita que é mais importante apegar-se às pequenas coisas que viver no mundo frenético que nos empurram através da TV. Ela quer ter uma casa pequena com um ipê na frente, uma boa companhia para as experiências gastronômicas e afazeres criativos para ficar sã (e garantir a vida assim, se for possível).

CVSI: Como, quando e onde surgiu a Ma. Coisinha? O que se passava em sua vida naquele momento?

Marina: Sempre vi muito de minha mãe em minha vida e nos meus gostos. O nome Mª. Coisinha veio dela que, no meio de seus surtos de esquecimento, chamava as pessoas assim. Ela também emprega verbos como “coisar” quando não se lembra do termo específico que precisa. Achei que nada melhor para homenageá-la (e brincar com a cara dela).

A Mª. Coisinha surgiu depois de anos de adoração aos papéis e quase um ano tentando fazer livros (primeiro comecei com os de espiral, mais fáceis mas não tão encantadores). Depois, como num passe de mágica, uma oficina de encadernação apareceu na cidade e aí, junto com muita pesquisa, fui descobrindo como fazer o que há tanto tempo me encantava. Tem horas em que as peças parecem se juntar, né?

No momento em que passei a usar o nome e a fazer e publicar meus livros, minha mãe tinha um ateliê/loja/escola de patchwork e vê-la respirar essa possibilidade de colocar algo que dá tanto prazer pra ela como fonte de renda me fez apostar em mim mesma e no que eu tenho gosto de fazer.

inspirado

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em produto?

Marina: Acho que pra qualquer pessoa que faça um trabalho criativo, é necessária uma dose de humildade e admiração por quem já trilhou o mesmo caminho na mesma arte. Saí procurando pessoas e trabalhos de encadernação, informações sobre técnicas diferentes, materiais e a perceber qual era a “cara” de cada artista.

Além desse embasamento, acho que a própria vida vai encaminhando as coisas… Os momentos de lazer e de pesquisa acabam se refletindo nos gostos e os gostos nos materiais… Uma música pode influenciar uma fotografia, um filme pode influenciar uma pintura e por aí vai.

Não sei se me faço entender com esta resposta, mas acho que é basicamente isso mesmo: nossas vidas se transformam em referências.

CVSI: Como escolhe os materiais que vai usar? Existe algum ritual para isso?

Como trabalho com encadernação (e outras coisinhas mais, mas vou focar-me nos livros), papel passa a ser uma premissa. As capas em tecido garantem uma textura diferente entre o que protege e o que é utilizado (miolo), além de possibilitar uma série de manejos e alterações: bordados, costuras, emendas, aplicações, pintura e por aí vai.

Quando não faço livros em série, com materiais que já tenho ou para ver logo uma ideia sair da cabeça e ficar pronta, costumo perguntar pro cliente qual sua cor favorita, se tem preferência por cor de folha, quantidade de páginas e outros detalhes. Faço isso para que o trabalho fique com o jeito de quem vai usar e que a pessoa tenha tanto prazer em aproveitar o livro como eu tenho em confeccioná-lo.

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver?

Marina: Acho que criatividade e imaginação levam à inovação… e que estes três elementos são mais do que caminhos para este “desenvolvimento” que costumamos ouvir por aí.

Acredito que levam a um desenvolvimento de alegria, de encontro consigo mesmo, de planejamento, realização. Permitem que as pessoas entrem em contato com atividades lúdicas, coloquem para fora o que são, criando assim uma nova maneira de comunicar.

Sou super entusiasta de “terapias” alternativas e válvulas de escape para o dia-a-dia insano que a maioria das pessoas têm. Acho que os trabalhos manuais estão voltando com tudo porque mais gente concorda comigo! Hahaha…

Enquanto é difícil chutar o balde corporativo, as pessoas que pegam no pé, as meras obrigações e tudo o que fazemos “porque assim tem que ser”, reservar um tempo (ou dois) para atividades realmente escolhidas por nós já demonstra como queremos outra qualidade de vida e indica os caminhos pelos quais podemos nos aventurar para mudar as situações que nos chateiam.

FIM.

À Marina, nosso muito obrigado pela colaboração, energia positiva, flexibilidade e principalmente pela inspiração. Que trabalho lindoooo e inspirado! Maria Coisinha Logo Para ver o trabalho de Marina, visite Ma Coisinha

Procurando por Criatividade no mundo virtual, de cá para lá, de lá para cá, eis que me deparo com o blog Ma. Coisinha. Fui fisgada, paixão à primeira vista- tanto que não conseguia mais sair de lá. Quis ver tudo, ler tudo… e quanto mais lia, mais era seduzida pelo trabalho maravilhoso de Marina Vargas.

criatividade

Marina faz encadernação manual. Um trabalho delicado e intenso, que explora diferentes tipos de materiais e consegue manter um ar exclusivo em seus produtos finais.

Minha vontade era marcar uma hora com Marina para entender mais sobre aquele universo. Eu, particularmente, sou vidrada em todo tipo de papelaria, principalmente cadernos e afins que tenham um design não comum.

criatividade

E foi o que fiz, entrei em contato com Marina e perguntei tudo o que queria saber.

Como eu imaginava, Marina expressa sua criatividade com a alma, ela fala com honestidade, transparência e paixão. Em breve vocês verão na íntegra esse nosso bate papo e poderão – como eu – se apaixonar pelos detalhes. Fiquem ligados!