O Brazil dá um show de criatividade e, no caso do designer Rodrigo Almeida - com quem conversamos um pouco aqui no CVSI – esse show ultrapassou as barreiras geográficas e, no momento, ele está expondo em Paris! Mais detalhes…só lendo nosso Bate Papo!

CVSI: Rodrigo, sabemos que você é um artista muito criativo, um designer especialista em re-design com experiência internacional, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é o Rodrigo?
Rodrigo _ Não me considero um especialista em re-design , a construção e descontração do objeto se dá em todas as manifestações artísticas e o reuso de matérias ou materiais é apenas um dos lados do meu trabalho. Sou basicamente um designer brasileiro obcecado pela cultura brasileira.
Não faço um trabalho inspirado no Brasil, sou brasileiro .

CVSI: Como, quando e onde a arte surgiu em sua vida?
Rodrigo_Quando criança achava que seria artista plástico, passei por vários suportes até descobrir o design.

CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê seu trabalho em um futuro próximo?
Rodrigo_ Estou sendo muito bem recebido pela imprensa brasileira , mas são poucas as empresas brasileiras que trabalham com criação, sabem desenvolver produtos e pensam global, por isso minha carreira sempre acontece mais fora do Brasil.
Em um futuro próximo me vejo cada vez mais e mais dentro de um avião pra cumprir minha agenda fora do Brasil .
De 23 a 27 de janeiro participo da exposição Transcultures na Maison&Objet em Paris e de 3 de abril a 15 de maio estarei com minha exposição individual na galeria FAT, também em Paris .

CVSI: Suas criações são únicas e muito charmosas. Como você se inspira para criá-las?
Rodrigo_ Não trabalho com inspirações especificas, são muitas camadas de imagens que vão se acumulando e formando uma nova imagem que se concretiza em produtos comerciais ou não .

CVSI: Você sente/acredita que a inspiração, a criatividade, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?
Rodrigo_ A criatividade e inovação sempre foram atributos da industria ou pelo menos da industria inteligente, o desafio é fazer com que o bom desenho chegue a grande escala.
Estamos vivendo um momento de desmaterialização da industria e precisamos não só de produtos sustentáveis, mas de técnicas sustentáveis de produção .
No caso especifico da industria de mobiliário, o trabalho de pesquisa e desenvolvimento de projetos está muito interessante, o apoio da imprensa, museus, galerias e algumas empresas estão sendo fundamentais para alavancar as novas possibilidades de se pensar e produzir design.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do nosso blog de ser um espaço que promove a conexão do indivíduo com sua verdade, estimulando assim a inspiração, a criatividade e a inovação e, por conseqüência, o enriquecimento de nossa existência?
Rodrigo_ É uma proposta bastante ambiciosa, mas necessária. Sempre me sinto seduzido pela idéia romântica de que podemos mudar o mundo, mas acho que pelo menos ao mundo que nos cerca é realmente possível gerar bem estar e criatividade .



Obrigada Rodrigo! E sucesso em Paris! O site do Rodrigo é www.rodrigoalmeidadesign.com
A Vivi é uma artista especial, que cria com muita harmonia e que nos dá o prazer deste Bate Papo. Passem pela deliciosa experiência de entrar um pouco na história de Vivi Hack e conhecer suas idéias sobre a vida, seu trabalho, sua arte…Sabemos que vão adorar!
CVSI: Vivi, sabemos que você é uma artista de mão cheia e que cria com charme e harmonia, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Vivi?
Vivi: Meu estilo de vida é muito simples. Sou caseira, curto decoração, filmes e amo música. Definitivamente a música é essencial na minha vida e tem o poder de melhorar meu humor a qualquer momento. Gosto de imaginar que um belo dia largarei tudo e sairei pelo mundo em busca de novas experiências, mas até lá, procuro estar atenta às possibilidades, explorando novos caminhos e me apaixonando por diversas formas de expressão, sempre em busca de algo que propicie uma simbiose entre meu trabalho e meu estilo de vida.

CVSI: Como, quando e onde surgiu o Mercado Imaginário? O que se passava em sua vida naquele momento?
Vivi: Em janeiro de 2005 eu criei o blog Maria Cartolina onde expunha meus trabalhos de design, projetos acadêmicos e experimentais. Entre os trabalhos, se destacavam as costuras que comecei a desenvolver quando resolvi aproveitar alguns tecidos lindos que havia comprado por impulso.
Lembro de quando levei minha primeira coleção de “nécessaires” com 40 peças para a agência onde trabalhava. Não demorou muito para que praticamente todas fossem vendidas e ainda voltei para casa com algumas encomendas.
Passei um longo período conciliando o trabalho como designer e o hobby de crafter, até que em junho de 2006 quando estava concluindo a faculdade de desenho industrial, resolvi sair da agência onde estava há cinco anos para me dedicar exclusivamente ao projeto final, que se tratava exatamente da criação da marca e desenvolvimento da identidade visual do Mercado Imaginário, com direito a uma coleção de bolsas, catálogo de lançamento, kit de divulgação, site, entre outras peças.

CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos para o Mi.
Vivi: O [mi] está em constante mudança, basicamente porque gosto de novidades, e a marca de certa forma acaba mostrando um paralelo com as minhas transformações pessoais. Também não me prendo a planejamentos muito rígidos ou extensos, pois acho importante que as coisas evoluam no mesmo ritmo em que as idéias ganham vida. Sempre tive, por exemplo, vontade de desenvolver peças de decoração, e já fiz almofadas e caixas para o Mercado Imaginário, mas por me interessar bastante pelo tema, sei que ainda tenho muito mais a explorar nesse sentido.
Também tenho planos de desenvolver uma linha definitiva, composta por produtos que estejam sempre disponíveis no site. E o desafio é justamente fazer isso sem perder a originalidade e a essência da marca, pois hoje todas as criações do [mi] ainda são produzidas em edições limitadíssimas, e por isso a maior parte das peças fica disponível na loja por um período muito curto.

CVSI: Como você se inspira para estimular sua criatividade?
Vivi: Não tenho uma metodologia definida, mas o ato de observar é essencial. Por isso estou sempre buscando enriquecer o que chamo de banco sensorial. Seja através de filmes, músicas, artes gráficas, diferentes hábitos e culturas ou simplesmente observando as sensações do cotidiano.
Sob o aspecto prático, concordo que a criatividade é 90% transpiração. A idéia pode partir de um rabisco, de uma necessidade, de um desejo ou mesmo de um universo imaginário com o qual eu esteja envolvida no momento. Mas por melhor que uma idéia possa parecer, ela é apenas uma semente, e você pode ter várias idéias aparentemente muito originais, mas ela só se mostra verdadeiramente criativa depois de sobreviver à fase de estudos, testes e adaptações.
Por isso, acredito que colocar a mão na massa ainda é a melhor maneira de descartar os devaneios e ter a oportunidade de descobrir novas possibilidades que geralmente são inimagináveis na etapa inicial da criação.

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?
Vivi: Quando alguém visa o lucro acima de todas as outras coisas, ele se torna autodestrutivo. E isso se mostra evidente em cada esfera produtiva: desde o artesão ou crafter que copia uma marca (e vice-versa) até o empresário que apela para a mão de obra barata/escrava, passando pela publicidade enganosa.
Por outro lado, se existem respeito e troca na relação com o consumidor, fornecedores, colaboradores, enfim, com toda a rede que viabiliza a cadeia produtiva, todos saem ganhando. Muita gente já percebeu isso e muitas empresas já aderiram o Fair Trade. Acredito sim, que este seja o melhor (senão o único) caminho para que o mundo passe a se desenvolver de forma verdadeiramente sustentável.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover pessoas que expressam sua criatividade através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Vivi: As pessoas estão cansadas das produções em série, das padronizações, do consumo massificado e estão buscando o autoconhecimento e a satisfação pessoal em coisas simples, procurando se conectar com seus desejos reais, desenvolvendo habilidades e valorizando a individualidade, seja no consumo ou nas suas atividades.
Acho essencial que existam canais antenados que exponham e que ajudem a divulgar a experiência dessas pessoas. Hoje, através da internet, e em parte devido a ela, existe um grupo de artistas, crafters e adeptos do DIY (Do it yourself / Faça você mesmo) que não pára de crescer no mundo todo.
Divulgar e ampliar esse movimento fomenta uma nova postura que é importante não só para quem produz, mas também para quem consome, proporcionando um ganho imenso para as pessoas, para as relações entre elas e conseqüentemente para o Planeta.

Comentários Extras e Sugestões:
Vivi: Parabéns pela iniciativa e pelo conteúdo. Agradeço a oportunidade e desejo vida longa ao site!
Obrigada Vivi!! Para conhecer mais o trabalho da Vivi e as novidades do MI, clique aqui.


O Bate Papo de hoje é com uma pessoa criativa, flexível, inovadora e muito talentosa. Estamos falando de Jackson Araujo da Shhh.fm e seu trabalho como sound-stylist. Deite e role nesta gostosa conversa…
CVSI: Sabemos que é Jornalista de formação, que atua como Consultor de Moda e Analista de Tendências e que por ser um apaixonado por música faz um trabalho como sound-stylist. Mas conte um pouco mais sobre você, quem é o Jackson?
Jackson: Tenho descoberto no último ano duas importantes ações na vida: a primeira é de agregar pessoas; a segunda é de inspirá-las. Sendo assim, acredito que usar a música como ferramenta de comunicação faz o maior sentido, não é mesmo?
Sou um observador incansável. Nasci na praia e fui criança na Floresta Amazônica e no Sertão.
Credito a isso meu gosto por cultura popular, lugares exóticos, temperos, cores e Natureza. Não sei viver em silêncio e não imagino um dia sem trilha sonora.
CVSI: Como, quando e onde você começou esse trabalho de sound-style?
Jackson: Sempre trabalhei com moda e desde meus primeiros textos busquei entendê-la como um conjunto de fatores. Moda é música, fotografia, design, arte, movimento, beleza, cultura e conta a história do tempo. Assim, além de escrever sobre ela, me interessei em musicá-la fazendo trilhas sonoras para desfiles, lá nos anos 80, ainda em Fortaleza.
Depois, quando comecei a tocar em festas e clubes, nos anos 2000, em SP, não me via como um DJ, por não gostar de um estilo musical somente, por não ser um turntablista, por prezar pela criação de uma atmosfera sonora pros lugares, não necessariamente pensando em fazer as pessoas dançarem, mas celebrarem o encontro, a experiência do ambiente e das companhias.
Juntando isso com a criação de trilhas sonoras para desfiles – Lino Villaventura, Thais Losso, Rita Wainer, Samuel Cirnansck, Ellus, 2nd Floor,Cavalera, Água de Coco, Iódice, Reserva, Ricardo Almeida – exposições de arte, lojas e shopping centers, meu trabalho de sound-styling foi se concretizando ao longo dos últimos anos e se materializou com o Shhh.fm, agora em 2009, numa parceira com a Cherryplus

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira para realizar essas criações sonoras?
Jackson: A inspiração surge habitualmente das minhas leituras diárias e das observações sobre o constante movimento do mundo. Como leio muito diariamente sobre diversos assuntos, de Ciência a Ilustração, de Música a Design, de comportamento jovem a gastronomia, vou costurando assuntos que dialogam entre si e que, a meu ver, podem acender na cabeça das pessoas um entendimento maior sobre o futuro das relações.
Como não consigo imaginar a vida sem uma trilha sonora, vou naturalmente selecionando na minha biblioteca musical (dentro e fora do computador), tracks (novíssimas, novas, antigas, clássicos) e sons que combinem com aquele determinado mood. Às vezes a trilha vem antes do texto; às vezes faço as duas coisas paralelamente; outras, o texto vem antes. Procuro imprimir liberdade nesse ato criativo. 


CVSI: Conte-nos um pouco sobre seus planos para o futuro em relação à esse projeto e ao Shhh.fm?
Jackson: Quero musicar cidades, parques, ambientes públicos de encontro. Busco com esse projeto ser um veículo de comunicação de novos criativos, propagar por meio da música inspirações para um mundo melhor.
CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e se desenvolva de maneira sustentável?
Jackson: Desde que os criativos, os pensadores e os inovadores estejam de fato interessados em um mundo melhor, sim! Torço para que as velhas idéias saiam de cena e possamos de fato entender a Natureza como um organismo pulsante, vivo e coeso. O mundo como era antes acabou e uma nova era de trocas e relacionamentos se estabeleceu com a Internet. Estamos começando uma nova fase de percepção sobre a valorização do conteúdo relevante para que essas mudanças ocorram. Acordo todo dia pensando em colaborar com isso. É o que me inspira.
CVSI: Obrigado Jackson, por esse Bate Papo cheio de melodia…
Para ouvir o talento do Jackson na Shhh.fm, clique aqui.
Hoje nosso Bate Papo é com Loni, da Love To Love You. Loni é estilista e cria peças únicas, diferentes, cheias de cores e com muita identidade. Inspiração é o que não falta. Ela é americana, mora em Portland, Oregon (EUA) e conta aqui um pouco da sua história, de seus insights e da sua visão de moda e mundo. Apresento, Loni Gaghan!
CVSI: Loni, sabemos que você é de Virgínia/EUA e que desde criança você ama desenhar, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é Loni?
Loni: Eu sou a mais velha de cinco filhos, três meninas e dois meninos e agora sou tia de dois adoráveis sobrinhos. Moro em Portland, Oregon com meu namorado, sua filha, nosso adorável inquilino, dois gatos e um cachorro. Quando não estou costurando em minha oficina do porão, estou trabalhando em uma livraria, ou passeando, vou às compras em lojas tipo brechó, olho revistas de moda, assisto a filmes, tomo vinho, ouço música e leio livros. Sou bastante tranqüila e introspectiva e sempre deixo minhas roupas falarem por mim. Minhas roupas normalmente falam mais alto do que eu.

CVSI: Quando, onde e como a “LoveToLoveYou” foi criada? O que se passava em sua vida naquele momento?
Loni: Há uns cinco anos atrás fui a uma pequena loja de roupas feitas à mão que acabara de abrir próxima da minha casa, usando um vestido que eu havia criado. A dona da loja amou o vestido e me perguntou se eu queria vender minhas criações na loja dela. Fiquei emocionada com a oportunidade, apesar de ter tido pouca experiência com costura até então. Precisava então achar um nome para minha marca e assim nasceu a “Love To Love You” que têm a intenção de ser uma carta de amor para os meus clientes. Comecei fazendo camisetas sem manga com desenhos silkados e vestidos reconstruídos, peças bem simples, que foram todas vendidas o que me estimulou a descobrir como desenhar peças de design mais complexas. Este foi um processo lento e orgânico, mas sinto que venho evoluindo muito desde então.

CVSI: Por favor, conte-nos sobre seus planos e projetos. Como você vê a Love To Love You no futuro?
Loni: Não sei o que me aguarda ainda. Tenho pensado em algumas opções ultimamente, sobre como fazer disto uma carreira para mim. Estou considerando fazer uma linha de vestidos de seda pintados à mão baseados nos desenhos do artista Friedensreich Hundertwasser. Também penso em começar uma pequena coleção para que eu possa vender em lojas. E um dia, seria ótimo ter minha própria loja. As oportunidades são infinitas! No entanto, estou mais que feliz com a maneira como as coisas estão indo no momento.

CVSI: Suas criações são muito únicas, cheias de personalidade e lindas. Como você se inspira para criá-las?
Loni: Tudo me inspira – pessoas que passam por mim na rua, filmes, revistas, arte, música, cores, natureza. Se me sinto presa e sem idéias eu vou olhar vitrines de lojas vintage e brechós. Eu amo vestidos vintage e todos os detalhes feitos à mão que tinham as roupas antigas, antes delas serem produzidas em escala como acontece hoje.

CVSI: Como você escolhe os materiais que usa em suas criações?
Loni: Tento comprar meus tecidos em lojas tipo brechó. Amo trabalhar com tecidos vintage por que são quantidades limitadas e eu acredito que é muito especial ter uma peça que é exclusiva. Os tecidos vintage podem ter desenhos espetaculares. Alguns designs bordados no tecido ou impressos à mão, ao invés de impressos por máquinas como acontece hoje. Eu amo usar rendas antigas quando consigo encontrar também, já que envelhecem tão lindamente. E do ponto de vista do meio ambiente, acabei de ler em uma revista que metade dos poluentes na água do planeta vem da produção têxtil. Se isso for verdade, é muita coisa. Então, usando tecidos vintage contribui com a saúde do planeta. Não posso evitar totalmente novos tecidos, mas posso usar o máximo de vintage que puder.

CVSI: Você sente/acredita que criatividade, imaginação e inovação são atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e se desenvolva de maneira sustentável?
Loni: A maioria das coisas que as pessoas compram atualmente é produto de massa desnecessário. A maioria das roupas produzidas hoje é feitas com baixo custo e vendidas a preços baixos, então, quando uma peça mancha ou rasga, é mais fácil jogá-las fora e comprar outras novas. Eu não acredito que as pessoas tenham noção do desperdício. É muito bom viver em um lugar como Portland onde as pessoas se preocupam com o meio ambiente e em achar maneiras criativas de reciclar e reutilizar as coisas, usar formas alternativas de transporte, plantar seus próprios vegetais, criar seus próprios frangos, fazer suas próprias roupas ou comprá-las de segunda mão. As pessoas são tão criativas aqui e acham maneiras de viver bem com pouco. Tenho certeza que existem outros lugares no mundo onde práticas como essas são comuns também. É possível que essas pessoas e lugares possam influenciar outras e possamos todos estar na mesma página, cuidando do mundo da melhor maneira possível.

CVSI: Você contribui ou tem planos de contribuir de alguma maneira com o terceiro setor? Se sim, pode nos contar um pouco sobre isso?
Loni: Antes de eu começar a vendar minhas roupas na Etsy, eu fiquei desempregada por vários meses e não conseguia achar um emprego por causa economia ruim do país. Tive muita ajuda dos meus amigos e família quando estive nesta situação financeira complicada e me senti realmente abençoada por estar rodeada de pessoas que podiam me ajudar. Quando comecei a vender roupas na Etsy, decidi que iria colocar uma parte das minhas vendas em ações de caridade para que pudesse, em retorno, ajudar alguém necessitado. Decidi cuidar de uma criança através de uma fundação chamada Childfund International. Então 5% das minhas vendas na Etsy vão para a família desta menininha na índia, chamada Nandini.
CVSI:Thank you Loni! It was a great pleasure to get to know you a little better! Obrigada! CVSI

Para ver outros modelos e adquirir as peças da Love To Love You, clique aqui.

Hoje dividiremos com vocês um pouco da história e trajetória de Luciana De Mari, uma artista de muito bom gosto que desenvolve um trabalho super criativo, harmonioso, delicado e alegre. Confira abaixo, em nosso Bate Papo Inspirado, os detalhes da vida e da arte de Luciana e se inspire! Obrigada Lú!
CVSI: Luciana, sabemos que você cria produtos muito charmosos e com um toque delicado inspirador, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Luciana?
Luciana: Estou descobrindo quem eu sou sempre, a cada dia é uma descoberta e isso não para nunca, né? Sou aquilo que vivo. Eu sou praia, mar, sol, água, pés descalços, bichos, gato, cachorro, passarinho, brigadeiro, agulha frita, risos e lágrimas, movimento, sou touro com ascendente em peixes e lua em libra, cores, tintas, formas, dores, amores, mãe, filha, irmã e amiga.

Sou as minhas criações. Criar é quase como uma compulsão. Não sei quando tudo isso começou. Talvez tenha uma grande contribuição de minha mãe, porque ela sempre trabalhou com artesanato e do meu pai, que já trabalhou como desenhista industrial.
O que me recordo é que sempre gostei de desenhar, rabiscar, em folhas de papel, capa de caderno, onde tivesse espaço. Quando era pequena, queria ser veterinária, estilista e arquiteta. Já cuidei de mais de 20 gatos ao mesmo tempo e tenho ainda guardado desenhos de modelitos e casas inusitadas. Sou formada em design, trabalho também em um Instituto de Inovação em Tecnologia da informação.
CVSI: Como, quando e onde você começou a criá-los e produzi-los? O que se passava em sua vida naquele momento?

Luciana: Em 2004, especificamente, foi um ano que estava muito em contato com o estudo do inconsciente, fiz minha tatuagem de mandala, comecei a fazer um curso de arte terapia, enfim, tudo isso mexeu muito comigo e foi refletindo na forma como desenhava. Meu desenho ganhou personalidade. Usava o desenho para falar, pra colocar pra fora, para transformar.
Como sempre estive muito em contato com a internet por conta do meu trabalho, descobri e comecei a usar o fotolog como se fosse um blog pra mim (www.fotolog.net/dedentroprafora). Alguns escrevem, outros desenham e escrevem menos…. J. Eis que um dia pensei em usar as ilustrações em outro veículo, mídia, que não fossem camisetas (o mais comum ou esperado). Como um quadro que não fica só na parede.
Vieram então os bottons, com pedaços das ilustrações que faziam parte de um projeto de arte. Cheguei até a inscrever pra uma exposição, que acabou não acontecendo e eles viraram produtos. Aí, tudo só foi crescendo. Vieram as bolsas (no inicio de 2005). Como minha mãe já tinha trabalhado com isso, já tinha essa experiência de costura e modelagem, resolvi me juntar a ela para fazermos um teste.
Foi assim que surgiram as primeiras bolsas: a João e Maria, uma bolsa reversível que carrega as ilustrações dos dois lados. Faço as telas e eu mesmo repasso para o tecido. Os primeiros trabalhos foram publicados no fotolog e a aceitação foi um estímulo para novas criações. São trabalhos sempre pensados com muito cuidado, com muito carinho, desde a escolha dos tecidos, passando pela pintura, costura, até a colocação dos últimos detalhes, bottons, corações ou minúsculos botõezinhos. Uma delícia de fazer. Uma realização. E as criações vão refletindo os momentos que estou vivendo.
CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê seus produtos em um futuro próximo?
Luciana:
Estou investindo finalmente na loja online. E novidades, com certeza, daqui pra o final do ano: novos modelitos de bolsas e peças em porcelana. Minha nova paixão.

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em produtos?
Luciana: Tudo me inspira. Sou muito observadora e curiosa. São revistas, blogs, filmes, músicas, um poema bonito, livros infantis, minha filha, a natureza, plagiando Marisa Monte, eu diria: o universo ao meu redor J. Idéias são muitas, mas para transformar em produto não é só sentar e deixar que a inspiração venha. É um trabalho de inspiração e transpiração literalmente.

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?
Luciana: Acredito sim. Hoje em dia só se fala nisso, criatividade para inovar e sustentabilidade. As pessoas estão mais conscientes e pedindo algo diferenciado que respeite o meio ambiente e à sociedade. Temos que buscar soluções dentro desse conceito.

CVSI: Você contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver algo?
Luciana: Ainda não contribuímos. Estamos ainda organizando nossas produções para só assim poder buscar alguma proposta com o terceiro setor. A vontade existe.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Luciana:
Achei ótimo. Não tinha visto ainda nenhuma abordagem desse tipo. Como eu sei que as minhas criações são minha alma, acho muito bacana vocês buscarem essa essência nos criadores. É uma forma de aproximar as pessoas. Não são meramente produtos que “comercializamos”, são pedacinhos do que somos.

Comentários Extras e Sugestões (o que você gostaria de ver no CVSI?): Eu agradeço pelo convite e adorei o espaço.

Para conhecer mais sobre a Lú e suas criações, visite www.ludemari.com.CVSI: Como, quando e onde você começou a criá-los e produzi-los? O que se passava em sua vida naquele momento?

Luciana: Em 2004, especificamente, foi um ano que estava muito em contato com o estudo do inconsciente, fiz minha tatuagem de mandala, comecei a fazer um curso de arte terapia, enfim, tudo isso mexeu muito comigo e foi refletindo na forma como desenhava. Meu desenho ganhou personalidade. Usava o desenho para falar, pra colocar pra fora, para transformar.
Como sempre estive muito em contato com a internet por conta do meu trabalho, descobri e comecei a usar o fotolog como se fosse um blog pra mim (www.fotolog.net/dedentroprafora). Alguns escrevem, outros desenham e escrevem menos…. J. Eis que um dia pensei em usar as ilustrações em outro veículo, mídia, que não fossem camisetas (o mais comum ou esperado). Como um quadro que não fica só na parede.
Vieram então os bottons, com pedaços das ilustrações que faziam parte de um projeto de arte. Cheguei até a inscrever pra uma exposição, que acabou não acontecendo e eles viraram produtos. Aí, tudo só foi crescendo. Vieram as bolsas (no inicio de 2005). Como minha mãe já tinha trabalhado com isso, já tinha essa experiência de costura e modelagem, resolvi me juntar a ela para fazermos um teste.
Foi assim que surgiram as primeiras bolsas: a João e Maria, uma bolsa reversível que carrega as ilustrações dos dois lados. Faço as telas e eu mesmo repasso para o tecido. Os primeiros trabalhos foram publicados no fotolog e a aceitação foi um estímulo para novas criações. São trabalhos sempre pensados com muito cuidado, com muito carinho, desde a escolha dos tecidos, passando pela pintura, costura, até a colocação dos últimos detalhes, bottons, corações ou minúsculos botõezinhos. Uma delícia de fazer. Uma realização. E as criações vão refletindo os momentos que estou vivendo.
CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê seus produtos em um futuro próximo?
Luciana: Estou investindo finalmente na loja online. E novidades, com certeza, daqui pra o final do ano: novos modelitos de bolsas e peças em porcelana. Minha nova paixão.

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em produtos?
Luciana: Tudo me inspira. Sou muito observadora e curiosa. São revistas, blogs, filmes, músicas, um poema bonito, livros infantis, minha filha, a natureza, plagiando Marisa Monte, eu diria: o universo ao meu redor J. Idéias são muitas, mas para transformar em produto não é só sentar e deixar que a inspiração venha. É um trabalho de inspiração e transpiração literalmente.

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?
Luciana: Acredito sim. Hoje em dia só se fala nisso, criatividade para inovar e sustentabilidade. As pessoas estão mais conscientes e pedindo algo diferenciado que respeite o meio ambiente e à sociedade. Temos que buscar soluções dentro desse conceito.

CVSI: Você contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver algo?
Luciana: Ainda não contribuímos. Estamos ainda organizando nossas produções para só assim poder buscar alguma proposta com o terceiro setor. A vontade existe.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Luciana: Achei ótimo. Não tinha visto ainda nenhuma abordagem desse tipo. Como eu sei que as minhas criações são minha alma, acho muito bacana vocês buscarem essa essência nos criadores. É uma forma de aproximar as pessoas. Não são meramente produtos que “comercializamos”, são pedacinhos do que somos.

Comentários Extras e Sugestões (o que você gostaria de ver no CVSI?): Eu agradeço pelo convite e adorei o espaço.

Para conhecer mais sobre a Lú e suas criações, visite www.ludemari.com.
Bate Papo Divertido com o Ateliê Gaaya

Aqui está a arte estão os detalhes inspirados do nosso Bate Papo com o pessoal do Ateliê Gaaya! Uma explosão de cores e ousadia que resultam em um trabalho muito divertido, criativo e interessante! Aproveitem para conhecer um pouco mais sobre essa parceria de sucesso entre Edilene, Neto e Marcus.
__________________________________________________________
CVSI: Sabemos que são artistas e que se reuniram para trabalhar com repaginação de móveis e criação de objetos de decoração e arte, mas falem um pouco mais de vocês. Quem são Edilene, Marcus e Aureliano?
Gaaya: Meu nome é Edilene, sou artista plástica formada pela Universidade Federal de Uberlândia e conheci o Neto (Aureliano) 7 anos atrás quando ele começou a namorar com minha filha mais nova (tenho duas filhas). Super simpático, todo estiloso, gostava de moda, design e arte em geral.
Começamos a trabalhar juntos fazendo bijuterias. Logo, começamos vender para várias lojas não só aqui como em outros lugares, inclusive outros países. O trabalho é totalmente manual e, portanto, um processo lento e cansativo: precisávamos de mais alguém que fosse talentoso e que captasse o estilo das nossas peças. Na época este estilo era totalmente inovador e misturavamos os materiais como: metal, tecido, pedras, crochê, bordados, linhas…
Foi aí que o Neto me apresentou seu amigo Marcus, que logo de cara já começou a trabalhar conosco. Tão talentoso quanto o Neto e com um estilo próprio, suas peças se destacaram rapidamente.

Criação Ateliê Gaaya
CVSI: Como, quando e onde surgiu o Ateliê Gaaya? O que se passava em suas vidas naquele momento?
Gaaya: Trabalhando com bijuterias por três anos, não tinhamos tempo para fazer mais nada. Eu queria muito trabalhar com arte e decoração e decidimos parar com as bijús no auge da loucura. Montamos o Ateliê Gaaya. Começamos com um trabalho de repaginação e criação de móveis, telas e outros objetos. Compramos móveis das décadas de 40,50,60 e 70 – restauramos e pintamos de uma forma colorida e diferente, com mistura de materiais e, muitas vezes, com um toque de bom-humor.
Criação Ateliê Gaaya
CVSI: Por favor, falem um pouco dos projetos e planos do Ateliê Gaaya. Como vêem o Ateliê em um futuro próximo?
Gaaya: Estamos completando 6 anos de parceria, sendo que apenas 3 trabalhando com decoração. Nosso trabalho tem sido cada vez mais reconhecido e tudo está acontecendo muito rápido. Quando começamos, nosso estilo era totalmente diferente e muitos estranhavam mas, ao mesmo tempo, se encantavam.
Hoje, nossa arte é valorizada e reconhecida e temos o nosso ateliê que desenvolve vários trabalhos como repaginação, criação de móveis, luminárias, abajures, toy art, paineis, pinturas especiais de parede e, prestamos também, acessoria em projetos de decoração.
Estamos agora com a loja em Bichinho/MG e algumas outras lojas representam nosso trabalho. Eu espero, sinceramente, que o talento dos profissionais do Ateliê Gaaya seja cada vez mais reconhecido.
Loja em Bichinho / MG
CVSI: Vocês fazem um trabalho muito criativo, e como dizem no blog do Ateliê Gaaya, com um tom jovem, divertido e atual. Gostaríamos de saber como vocês se inspiram para criar?
Gaaya: Quando começamos, ensinei algumas técnicas para os “meninos”. Sempre fui muito exigente, mas pegaram “a manha” rapidinho. Hoje, eles têm total autonomia e estamos sempre pesquisando sobre arte, decoração e design: isso para nós é um prazer.
O Neto faz faculdade de design, então está sempre ligado. Eles são jovens e gostam muito do que fazem, o que facilita o processo do trabalho. Mas independente de tudo isso, acredito que todos nascemos com um talento especial e gostamos muito de tudo aquilo que envolva arte.
Geralmente, quando olhamos uma peça, já sabemos como ela vai ficar depois de pronta. Simples assim! Dificilmente tenho dúvidas do que fazer, seja na decoração de um ambiente ou em alguma pintura.
Criação Ateliê Gaaya
CVSI: Vocês sentem/acreditam que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver?
Gaaya: Não tenho dúvida nenhuma sobre isso, desde sempre foi assim. A criatividade, a imaginação e a inovação somado à vontade – são essenciais para o desenvolvimento do mundo.
CVSI: Vocês já contribuiram, contribuem ou tem planos de – através desse trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderiam nos contar um pouco? Se não, teriam interesse em desenvolver algo neste sentido?
Gaaya: Sim, por um tempo ensinei um pouco de arte reciclando e reaproveitando materias para jovens de baixa renda. Mas pretendo sim e tenho planos de fazer um trabalho mais elaborado com jovens adolecentes, ensinando um pouco do que sei.
Criação Ateliê Gaaya
CVSI: Qual a opinião de vocês sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Gaaya: É muito importante ter espaços assim, sérios e que ajudam a divulgar e conhecer artistas novos e talentosos. Isso é realmente um presente!
Comentários Extras e Sugestões: Agradecemos o carinho e a oportunidade de participar. Sugestão: talvez falar sobre esse novo jeito de decorar, resgatando a personalidade dos donos das casas.
Para conhecer mais sobre o trabalho desses artistas super criativos, clique aqui.

Conforme prometemos, segue detalhes do nosso Bate Papo Inspirado e Muito Fofo com a Carol. Seus trabalhos são super criativos, coloridos e fofos – tal qual a criadora! Carol, obrigada pela colaboração e palavras inspiradoras!
CVSI: Carol, sabemos que é arquiteta, vive entre papéis e tecidos e cria bolsas e outras coisas lindas para sua marca, a FofysFactory, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é Carol Grilo?
Carol: Sou uma pessoa que adora cores e coisas fofas vindas do Japão. Sem pré gostei dessa cultura do fofo: Hello Kittys, brinquedos, miniaturas. Além disso, adoro desenhar e criar coisas. Acho que por isso resolvi ser arquiteta.
CVSI: Como, quando e onde surgiu a FofysFactory? O que se passava em sua vida naquele momento?
Carol: Surgiu sem querer, quando comecei a fazer experiências com minhas ilustrações em feltro. Aos poucos, novas idéias foram chegando, como a de fazer bolsinhas de feltro com a aplicação, daí surgiram as “classic felt bags”.
Na época, trabalhava em um escritório de arquitetura e, nas horas vagas, ficava criando minhas peças, sem a pretensão de vendê-las algum dia. A FofysFactory surgiu assim e logo juntei à minha mãe, para criarmos ainda mais. Até hoje somos nós duas que produzimos todas as peças.
CVSI: Suas criações são muito originais, e seu talento é incontestável e sabemos que para criar temos que nos conectar com nossa inspiração, então, nos conte um pouco de como você se inspira?
Carol: Eu sou uma pessoa observadora. Tudo me inspira e a todo momento: imagens, filmes, alguma foto na revista, um objeto em uma loja. Tudo que é bonito me inspira a criar cada vez mais. Tenho a sorte de ter amigos em minha volta igualmente inspiradores. São pessoas que lidam com cinema, design, arte, arquitetura.
CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver?
Carol: Sim. Acho que todo mundo pode ser criativo. Para isso, tem que começar o movimento dentro da gente. A criatividade é uma atividade a ser desenvolvida a todo tempo. Isso só se consegue com prática, com a vontade de sair do lugar, criar e pensar.
CVSI: Você já contribuiu, contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver?
Carol: Nunca contribui. Talvez tenha contribuído de forma indireta, inspirando algumas pessoas a utilizarem o trabalho manual para ajudar outras pessoas. Mas gostaria muito de, um dia, poder contribuir com o terceiro setor através do trabalho que desenvolvo.
CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Carol: Acho ótimo. As pessoas têm costume de achar que existem pessoas criativas e não-criativas, e que isso não está ao alcance de todos. Quando, na verdade, criatividade é atividade. Tem todo um esforço. A inspiração não é algo que vem do “além”, como costumam dizer. É fruto de muito trabalho. O “como você se inspira” traz a oportunidade de artistas mostrarem o seu processo de criação, que são os mais variados. Isso é muito legal e pode ser inspirador para outras pessoas.
Comentários Extras e Sugestões (o que você gostaria de ver no CVSI?): Agradeço o convite para participar desta entrevista. Não conhecia o site e fiquei contente com a descoberta. Obrigada!
Obrigada Carol! Para conhecer mais sobre o trabalho da Carol e a FofysFactory, visite o site: www.fofysfactory.com.br
Este foi mais um bate papo inspirado no Como Voce Se Inspira(CVSI)!
Dia 6 de Julho estive na Fiesp para participar do lançamento do Senai São Paulo Design, um núcleo de negócios criado com o objetivo de inserir a Marca Brasil, ou seja, o registro de um identidade brasileira, no mercado internacional de forma competitiva.
O italiano Roberto Galisai, mestre pela Escola Design Politécnica de Milão, comentou a força da criatividade brasileira e ressaltou a importância de o Brasil investir na Marca Brasil massivamente. Ilustrou o caso explicando a Marca Itália, conhecida mundialmente pelo excelente design de seus produtos, gerando assim um diferencial competitivo internacional e agregando valor aos produtos italianos.

- Imagem: Marcelo Barros
Roberto mencionou também o fato de a globalização ter provocado sensíveis mudanças no comportamento do mercado: qualidade e preço passaram à condição de pressuposto enquanto inovação e design consolidaram-se, efetivamente, como diferenciais decisivos para a sustentabilidade e competitividade empresarial.
Outro palestrante era Newton Gama, que acrescentou a importância do design na indústria e a necessidade de registro da cultura brasileira no design nacional.
Ansiosa, por acompanhar de perto os esforços que vêm sendo feitos para crescermos no mundo da inovação, saí desse evento com uma boa dose de esperança por perceber que há uma intenção consolidada nesse sentido.

- Imagem: Marcelo Barros
O Senai São Paulo Design vai oferecer consultoria técnica, capacitação profissional, desenvolvimento de projetos e produtos, serviços e informações sobre tendências para apoiar a indústria brasileira na busca de novos mercados.
Também atuará em três macro-áreas: produtos e serviços, com assessoria técnica às questões relativas ao design; informação e difusão, sistematizando informações estratégicas para o setor produtivo; e capacitação e treinamento, objetivando ações dirigidas à formação e aperfeiçoamento profissional.
Além disso serão criados uma editora, para a elaboração de material didático para as empresas e o observatório de tendências, que promoverá palestras e workshops para a disseminação da importância do design.
Agora, o grande destaque vai para a 1ª Bienal de Produção Paulista em Design, que difundirá a produção nacional e o lançamento de prêmios setoriais para estimular o desenvolvimento de novos projetos.
Importante para São Paulo e consequentemente para o país, importante para os designers e muito importante para quem sonha em ver o Brasil com uma Economia Criativa formalizada.
Paixão a Primeira Vista…
Procurando por Criatividade no mundo virtual, de cá para lá, de lá para cá, eis que me deparo com o blog Ma. Coisinha. Fui fisgada, paixão à primeira vista- tanto que não conseguia mais sair de lá. Quis ver tudo, ler tudo… e quanto mais lia, mais era seduzida pelo trabalho maravilhoso de Marina Vargas.

Marina faz encadernação manual. Um trabalho delicado e intenso, que explora diferentes tipos de materiais e consegue manter um ar exclusivo em seus produtos finais.
Minha vontade era marcar uma hora com Marina para entender mais sobre aquele universo. Eu, particularmente, sou vidrada em todo tipo de papelaria, principalmente cadernos e afins que tenham um design não comum.

E foi o que fiz, entrei em contato com Marina e perguntei tudo o que queria saber.
Como eu imaginava, Marina expressa sua criatividade com a alma, ela fala com honestidade, transparência e paixão. Em breve vocês verão na íntegra esse nosso bate papo e poderão – como eu – se apaixonar pelos detalhes. Fiquem ligados!
Great Design is Good for the Soul
Essa frase de Stephanie Ryan é tão verdadeira. Um bom design é bom para a alma. Sempre que eu vejo criações visualmente harmoniosas, com cores que se complementam e montam algo agradável de se olhar, isso de alguma maneira toca minha alma.

E Stephanie vai além, ela diz: “olhar para um bom design é como comer um pedaço de chocolate ou presenciar um pôr-do-sol perfeito. Nos afeta em muitos níveis, de maneiras que nem sempre percebemos. E contém propriedade curativa”. Viva o bom design.








