A Vivi é uma artista especial, que cria com muita harmonia e que nos dá o prazer deste Bate Papo. Passem pela deliciosa experiência de entrar um pouco na história de Vivi Hack e conhecer suas idéias sobre a vida, seu trabalho, sua arte…Sabemos que vão adorar!
CVSI: Vivi, sabemos que você é uma artista de mão cheia e que cria com charme e harmonia, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Vivi?
Vivi: Meu estilo de vida é muito simples. Sou caseira, curto decoração, filmes e amo música. Definitivamente a música é essencial na minha vida e tem o poder de melhorar meu humor a qualquer momento. Gosto de imaginar que um belo dia largarei tudo e sairei pelo mundo em busca de novas experiências, mas até lá, procuro estar atenta às possibilidades, explorando novos caminhos e me apaixonando por diversas formas de expressão, sempre em busca de algo que propicie uma simbiose entre meu trabalho e meu estilo de vida.

CVSI: Como, quando e onde surgiu o Mercado Imaginário? O que se passava em sua vida naquele momento?
Vivi: Em janeiro de 2005 eu criei o blog Maria Cartolina onde expunha meus trabalhos de design, projetos acadêmicos e experimentais. Entre os trabalhos, se destacavam as costuras que comecei a desenvolver quando resolvi aproveitar alguns tecidos lindos que havia comprado por impulso.
Lembro de quando levei minha primeira coleção de “nécessaires” com 40 peças para a agência onde trabalhava. Não demorou muito para que praticamente todas fossem vendidas e ainda voltei para casa com algumas encomendas.
Passei um longo período conciliando o trabalho como designer e o hobby de crafter, até que em junho de 2006 quando estava concluindo a faculdade de desenho industrial, resolvi sair da agência onde estava há cinco anos para me dedicar exclusivamente ao projeto final, que se tratava exatamente da criação da marca e desenvolvimento da identidade visual do Mercado Imaginário, com direito a uma coleção de bolsas, catálogo de lançamento, kit de divulgação, site, entre outras peças.

CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos para o Mi.
Vivi: O [mi] está em constante mudança, basicamente porque gosto de novidades, e a marca de certa forma acaba mostrando um paralelo com as minhas transformações pessoais. Também não me prendo a planejamentos muito rígidos ou extensos, pois acho importante que as coisas evoluam no mesmo ritmo em que as idéias ganham vida. Sempre tive, por exemplo, vontade de desenvolver peças de decoração, e já fiz almofadas e caixas para o Mercado Imaginário, mas por me interessar bastante pelo tema, sei que ainda tenho muito mais a explorar nesse sentido.
Também tenho planos de desenvolver uma linha definitiva, composta por produtos que estejam sempre disponíveis no site. E o desafio é justamente fazer isso sem perder a originalidade e a essência da marca, pois hoje todas as criações do [mi] ainda são produzidas em edições limitadíssimas, e por isso a maior parte das peças fica disponível na loja por um período muito curto.

CVSI: Como você se inspira para estimular sua criatividade?
Vivi: Não tenho uma metodologia definida, mas o ato de observar é essencial. Por isso estou sempre buscando enriquecer o que chamo de banco sensorial. Seja através de filmes, músicas, artes gráficas, diferentes hábitos e culturas ou simplesmente observando as sensações do cotidiano.
Sob o aspecto prático, concordo que a criatividade é 90% transpiração. A idéia pode partir de um rabisco, de uma necessidade, de um desejo ou mesmo de um universo imaginário com o qual eu esteja envolvida no momento. Mas por melhor que uma idéia possa parecer, ela é apenas uma semente, e você pode ter várias idéias aparentemente muito originais, mas ela só se mostra verdadeiramente criativa depois de sobreviver à fase de estudos, testes e adaptações.
Por isso, acredito que colocar a mão na massa ainda é a melhor maneira de descartar os devaneios e ter a oportunidade de descobrir novas possibilidades que geralmente são inimagináveis na etapa inicial da criação.

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?
Vivi: Quando alguém visa o lucro acima de todas as outras coisas, ele se torna autodestrutivo. E isso se mostra evidente em cada esfera produtiva: desde o artesão ou crafter que copia uma marca (e vice-versa) até o empresário que apela para a mão de obra barata/escrava, passando pela publicidade enganosa.
Por outro lado, se existem respeito e troca na relação com o consumidor, fornecedores, colaboradores, enfim, com toda a rede que viabiliza a cadeia produtiva, todos saem ganhando. Muita gente já percebeu isso e muitas empresas já aderiram o Fair Trade. Acredito sim, que este seja o melhor (senão o único) caminho para que o mundo passe a se desenvolver de forma verdadeiramente sustentável.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover pessoas que expressam sua criatividade através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Vivi: As pessoas estão cansadas das produções em série, das padronizações, do consumo massificado e estão buscando o autoconhecimento e a satisfação pessoal em coisas simples, procurando se conectar com seus desejos reais, desenvolvendo habilidades e valorizando a individualidade, seja no consumo ou nas suas atividades.
Acho essencial que existam canais antenados que exponham e que ajudem a divulgar a experiência dessas pessoas. Hoje, através da internet, e em parte devido a ela, existe um grupo de artistas, crafters e adeptos do DIY (Do it yourself / Faça você mesmo) que não pára de crescer no mundo todo.
Divulgar e ampliar esse movimento fomenta uma nova postura que é importante não só para quem produz, mas também para quem consome, proporcionando um ganho imenso para as pessoas, para as relações entre elas e conseqüentemente para o Planeta.

Comentários Extras e Sugestões:
Vivi: Parabéns pela iniciativa e pelo conteúdo. Agradeço a oportunidade e desejo vida longa ao site!
Obrigada Vivi!! Para conhecer mais o trabalho da Vivi e as novidades do MI, clique aqui.

Estamos muito felizes por colocar no ar nosso Bate Papo com a Ana. Estávamos aguardando essa conversa por algum tempo e temos o prazer de trazê-la para vocês hoje, com os detalhes e comentários para lá de interessantes desta artista tão querida. Aproveitem!
CVSI: Ana, sabemos que é economista e costureira, mãe de 3 filhos e gosta de cozinhar, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Ana?
Sou uma pessoa simples, que tem gosto por coisas diferentes das produzidas em série. Acho que essa forma de olhar e escolher objetos sempre esteve presente e teve diferentes nomes na minha vida. Ouvi muito, desde menina, que “tinha mão boa” tanto pra criar quanto pra cozinhar, mas demorei um tempão para me apropriar desse talento e utilizá-lo como profissão. Só depois de formada, trabalhando e me frustrando com minhas escolhas é que tive essa coragem. Hoje posso dizer que sou uma pessoa bem feliz com as novas escolhas, embora a dificuldade de viver com o fazer das mãos seja enorme.

CVSI: Como, quando e onde surgiu a Ana Sinhana? O que se passava em sua vida naquele momento?
A marca Ana Sinhana surgiu num momento de transição da minha vida. Eu já havia deixado o mundo dos economistas para dar aula de artes e fazer gradução em Artes Plásticas (que não concluí). E estava um tanto quanto perdida sobre os rumos do meu futuro profissional. Então, comecei a estampar tecidos e criar acessórios, primeiro como um experiência e para uso pessoal. Daí a começar a vender foi um passo natural, pois já havia mercado para o diferente. Isso foi há cerca de 3 anos.
CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê a Ana Sinhana em um futuro próximo?
Num primeiro momento, trabalhei apenas com venda direta, no meu círculo de conhecidos. Depois de um tempo, comecei a trabalhar com vendas pela internet, o que faço até hoje. E, no momento, tenho fornecido para algumas lojas. A minha grande vontade é de ampliar a produção, pois hoje meu gargalo é conseguir produzir mais. Porém, como boa perfeccionista, tenho uma baita dificuldade em delegar funções da produção. E esse é meu grande desafio para o próximo ano!

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em um produto?
A inspiração, ao contrário do que se pensa, não vem de produtos similares, mas sim de cores, de formas e até aromas do dia-a-dia. Desenvolvi uma atenção especial para as pequenas coisas e, vira e mexe, me vejo criando alguma peça nova por conta de um cartaz todo colorido que vi na porta da escola dos meus filhos, ou por conta de uma música que escutei a primeira vez, ou por um cheiro que me desperta alguma lembrança. Acho que a chave da inspiração é manter os sentidos apurados porque, via de regra, ela bate quando menos esperamos!
Outro dia mesmo, fazendo alguma tarefa de rotina do dia-a-dia, pensei que acabo deixando de lado o branco e preto na minha paleta de cores – sempre prefiro tudo muito colorido. Olhei pro lado, vi meu pinguim de geladeira que tenho há anos e decidi que ele devia ser colorido. E lá fui eu pro ateliê inventar um molde baseado no pinguim de louça! E acabou nascendo uma das peças mais divertidas que tenho!

CVSI: Como escolhe os materiais que vai usar? Existe algum ritual para isso?
Costumo dizer que sou uma viciada em tecido e afins. Não tenho nenhum tipo de ritual, nem uma programação para isso. Claro que há momentos de compra programada mas, se gosto da estampa e das cores, considero o preço e a qualidade do material e compro para usar depois (o que, em geral, é um horizonte bem próximo, pois não sou de guardar nem economizar tecido!).
CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?
Acho que sustentabilidade e criatividade andam juntinhas, de mãos dadas. Pois a gente só recicla tendo um novo e diferente olhar sobre o velho, o usado. Também acredito muito na criação como forma de escapar da mesmice da produção em massa, do consumo desenfreado e pouco consciente. Prefiro mil vezes apoiar um pequeno desenvolvedor que, como eu, busca formas de se manter e criar usando os materiais que tem em mãos. E essa prática deve ser diária e constante em todas as esferas da vida, sobretudo em casa e na educação dos pequenos.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Um dos aspectos da prática de apoiar pequenos criadores é a troca, sobretudo de experiências. Por isso acho fundamental o trabalho de alguns sites nacionais, que tem criado uma cultura craft no Brasil. E vejo que a intenção do CVSI é bem essa, pois agrega conhecimento e divulga o trabalho de artistas bacanas que trabalham à margem das grandes lojas, mas, nem por isso, deixam de fazer seu trabalho com qualidade.
Mostra que isso é possível e viável, desde que feito com competência, mostra que o craft, o fazer das mãos é profissão, escolha e não apenas uma forma caseira de complementação de renda.

Para saber mais sobre a Ana e seu trabalho colorido e de muito bom gosto, clique aqui!

O Bate Papo de hoje é com uma pessoa criativa, flexível, inovadora e muito talentosa. Estamos falando de Jackson Araujo da Shhh.fm e seu trabalho como sound-stylist. Deite e role nesta gostosa conversa…
CVSI: Sabemos que é Jornalista de formação, que atua como Consultor de Moda e Analista de Tendências e que por ser um apaixonado por música faz um trabalho como sound-stylist. Mas conte um pouco mais sobre você, quem é o Jackson?
Jackson: Tenho descoberto no último ano duas importantes ações na vida: a primeira é de agregar pessoas; a segunda é de inspirá-las. Sendo assim, acredito que usar a música como ferramenta de comunicação faz o maior sentido, não é mesmo?
Sou um observador incansável. Nasci na praia e fui criança na Floresta Amazônica e no Sertão.
Credito a isso meu gosto por cultura popular, lugares exóticos, temperos, cores e Natureza. Não sei viver em silêncio e não imagino um dia sem trilha sonora.
CVSI: Como, quando e onde você começou esse trabalho de sound-style?
Jackson: Sempre trabalhei com moda e desde meus primeiros textos busquei entendê-la como um conjunto de fatores. Moda é música, fotografia, design, arte, movimento, beleza, cultura e conta a história do tempo. Assim, além de escrever sobre ela, me interessei em musicá-la fazendo trilhas sonoras para desfiles, lá nos anos 80, ainda em Fortaleza.
Depois, quando comecei a tocar em festas e clubes, nos anos 2000, em SP, não me via como um DJ, por não gostar de um estilo musical somente, por não ser um turntablista, por prezar pela criação de uma atmosfera sonora pros lugares, não necessariamente pensando em fazer as pessoas dançarem, mas celebrarem o encontro, a experiência do ambiente e das companhias.
Juntando isso com a criação de trilhas sonoras para desfiles – Lino Villaventura, Thais Losso, Rita Wainer, Samuel Cirnansck, Ellus, 2nd Floor,Cavalera, Água de Coco, Iódice, Reserva, Ricardo Almeida – exposições de arte, lojas e shopping centers, meu trabalho de sound-styling foi se concretizando ao longo dos últimos anos e se materializou com o Shhh.fm, agora em 2009, numa parceira com a Cherryplus

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira para realizar essas criações sonoras?
Jackson: A inspiração surge habitualmente das minhas leituras diárias e das observações sobre o constante movimento do mundo. Como leio muito diariamente sobre diversos assuntos, de Ciência a Ilustração, de Música a Design, de comportamento jovem a gastronomia, vou costurando assuntos que dialogam entre si e que, a meu ver, podem acender na cabeça das pessoas um entendimento maior sobre o futuro das relações.
Como não consigo imaginar a vida sem uma trilha sonora, vou naturalmente selecionando na minha biblioteca musical (dentro e fora do computador), tracks (novíssimas, novas, antigas, clássicos) e sons que combinem com aquele determinado mood. Às vezes a trilha vem antes do texto; às vezes faço as duas coisas paralelamente; outras, o texto vem antes. Procuro imprimir liberdade nesse ato criativo. 


CVSI: Conte-nos um pouco sobre seus planos para o futuro em relação à esse projeto e ao Shhh.fm?
Jackson: Quero musicar cidades, parques, ambientes públicos de encontro. Busco com esse projeto ser um veículo de comunicação de novos criativos, propagar por meio da música inspirações para um mundo melhor.
CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e se desenvolva de maneira sustentável?
Jackson: Desde que os criativos, os pensadores e os inovadores estejam de fato interessados em um mundo melhor, sim! Torço para que as velhas idéias saiam de cena e possamos de fato entender a Natureza como um organismo pulsante, vivo e coeso. O mundo como era antes acabou e uma nova era de trocas e relacionamentos se estabeleceu com a Internet. Estamos começando uma nova fase de percepção sobre a valorização do conteúdo relevante para que essas mudanças ocorram. Acordo todo dia pensando em colaborar com isso. É o que me inspira.
CVSI: Obrigado Jackson, por esse Bate Papo cheio de melodia…
Para ouvir o talento do Jackson na Shhh.fm, clique aqui.
Hoje, estamos apresentando o trabalho inspirado de Nina Van de Goor, uma estudante e artista holandesa que faz um trabalho encantador. Confira abaixo nosso Bate Papo com Nina e um pouco da arte que ela faz com tanta delicadeza…
CVSI: Nina, sabemos que você é uma estudante holandesa e que ama design, craft e arte. Mas conte-nos um pouco mais sobre você, quem é Nina?
NINA: Ah, esta é sempre uma das perguntas mais difíceis que alguém pode fazer. Bom, tenho 26 anos e moro com meu namorado em Den Bosch, uma cidade no sul da Holanda. Já moramos juntos por quase dois anos. Estudo na Universidade (e ainda tenho que escrever minha tese, mas as coisas não andam muito adiantadas – já que tenho trabalhado muito no meu pequeno negócio, a Ninainvorm), mas meu coração, no momento, está em criar coisas. Também amo escrever e estou comprometida com política verde em minha cidade.

CVSI: Quando, onde e como a Ninainvorm foi criada? O que acontecia em sua vida naquele momento?
NINA: Tudo começou três anos atrás. Eu estudava, mas me sentia muito infeliz com tanta teoria em minha vida. Sempre amei coisas criativas como cerâmicas e design de interior. Um dia, de certa maneira, decidi colocar algumas coisas em um blog: fotos da minha casa, algumas cerâmicas que eu havia feito e falava sobre coisas bonitas que eu gostava…
O blog começou a crescer e se tornou algo para o qual eu me dedicava muito. Trabalhar no blog também estimulava meu processo criativo e, aos poucos, comecei a pensar em vender alguns dos meus trabalhos. Deste ponto em diante meu pequeno negócio, a Ninainvorm, começou a se desenvolver e crescer de uma maneira bastante orgânica e hoje me encontro em algum lugar desta estrada.
CVSI: Por favor, conte-nos sobre os planos que tem para suas criações. Como você vê sua arte no futuro?
NINA: Eu realmente quero trabalhar mais com impressão. No momento estou vendendo cerâmicas com impressões dos meus desenhos, impressos e cartões postais, mas espero expandir as opções no futuro. Gostaria muito de começar a imprimir em tecido e, talvez, fazer papelaria. Também espero trabalhar com fotografia eventualmente. Ainda existe muita coisa para fazer e desenvolver.

CVSI: Suas peças são muito delicadas, exclusivas e alegres. Como você se inspira para criá-las?
NINA: Tudo acontece muito intuitivamente. Quando trabalho em materiais “vintage“, (como louça antiga) tento sentir quais cores e imagens a peça pede. Pode soar vago, mas é como funciona. Normalmente, apenas sento à minha mesa e começo a trabalhar, sem planos ou rascunhos.
Claro que me inspiro com muitas coisas, como o que vejo de bonito em blogs, mas quando faço meu trabalho apenas deixo esse “sentimento intuitivo” me levar.

CVSI: Você sente/acredita que criatividade e inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e se desenvolva de maneira sustentável?
NINA: Espero que estejamos nos desenvolvendo em uma direção onde o real, o honesto, o criativo, o único e o estilo de vida “feito à mão” sejam mais apreciados. Acredito que estamos cansados de um mundo “feito” de produção em massa e barata, não sustentável.
Espero que eu possa, de alguma maneira, fazer parte deste movimento. É muito bom ver a comunidade criativa expandir na internet e os artistas inspirarem uns aos outros.
CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta de nosso blog de ser um espaço onde promovemos artistas que expressam sua arte através da conexão que fazer com suas verdades, acreditando que dessa maneira podem contribuir com o enriquecimento de nossa existência?
NINA: Acredito que é maravilhoso dividir idéias e inspirações como essas. Pessoalmente, sinto que a criatividade é uma das principais fontes de significado para minha vida e amo dividir isso com outras pessoas e ver como eles criam também. Acredito que todos podem inspirar e isso é lindo!

Muito obrigada /Bedankt, Nina!
Para conhecer outros trabalhos da Nina, cheios de inspiração, clique aqui.
Hoje nosso Bate Papo é com Loni, da Love To Love You. Loni é estilista e cria peças únicas, diferentes, cheias de cores e com muita identidade. Inspiração é o que não falta. Ela é americana, mora em Portland, Oregon (EUA) e conta aqui um pouco da sua história, de seus insights e da sua visão de moda e mundo. Apresento, Loni Gaghan!
CVSI: Loni, sabemos que você é de Virgínia/EUA e que desde criança você ama desenhar, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é Loni?
Loni: Eu sou a mais velha de cinco filhos, três meninas e dois meninos e agora sou tia de dois adoráveis sobrinhos. Moro em Portland, Oregon com meu namorado, sua filha, nosso adorável inquilino, dois gatos e um cachorro. Quando não estou costurando em minha oficina do porão, estou trabalhando em uma livraria, ou passeando, vou às compras em lojas tipo brechó, olho revistas de moda, assisto a filmes, tomo vinho, ouço música e leio livros. Sou bastante tranqüila e introspectiva e sempre deixo minhas roupas falarem por mim. Minhas roupas normalmente falam mais alto do que eu.

CVSI: Quando, onde e como a “LoveToLoveYou” foi criada? O que se passava em sua vida naquele momento?
Loni: Há uns cinco anos atrás fui a uma pequena loja de roupas feitas à mão que acabara de abrir próxima da minha casa, usando um vestido que eu havia criado. A dona da loja amou o vestido e me perguntou se eu queria vender minhas criações na loja dela. Fiquei emocionada com a oportunidade, apesar de ter tido pouca experiência com costura até então. Precisava então achar um nome para minha marca e assim nasceu a “Love To Love You” que têm a intenção de ser uma carta de amor para os meus clientes. Comecei fazendo camisetas sem manga com desenhos silkados e vestidos reconstruídos, peças bem simples, que foram todas vendidas o que me estimulou a descobrir como desenhar peças de design mais complexas. Este foi um processo lento e orgânico, mas sinto que venho evoluindo muito desde então.

CVSI: Por favor, conte-nos sobre seus planos e projetos. Como você vê a Love To Love You no futuro?
Loni: Não sei o que me aguarda ainda. Tenho pensado em algumas opções ultimamente, sobre como fazer disto uma carreira para mim. Estou considerando fazer uma linha de vestidos de seda pintados à mão baseados nos desenhos do artista Friedensreich Hundertwasser. Também penso em começar uma pequena coleção para que eu possa vender em lojas. E um dia, seria ótimo ter minha própria loja. As oportunidades são infinitas! No entanto, estou mais que feliz com a maneira como as coisas estão indo no momento.

CVSI: Suas criações são muito únicas, cheias de personalidade e lindas. Como você se inspira para criá-las?
Loni: Tudo me inspira – pessoas que passam por mim na rua, filmes, revistas, arte, música, cores, natureza. Se me sinto presa e sem idéias eu vou olhar vitrines de lojas vintage e brechós. Eu amo vestidos vintage e todos os detalhes feitos à mão que tinham as roupas antigas, antes delas serem produzidas em escala como acontece hoje.

CVSI: Como você escolhe os materiais que usa em suas criações?
Loni: Tento comprar meus tecidos em lojas tipo brechó. Amo trabalhar com tecidos vintage por que são quantidades limitadas e eu acredito que é muito especial ter uma peça que é exclusiva. Os tecidos vintage podem ter desenhos espetaculares. Alguns designs bordados no tecido ou impressos à mão, ao invés de impressos por máquinas como acontece hoje. Eu amo usar rendas antigas quando consigo encontrar também, já que envelhecem tão lindamente. E do ponto de vista do meio ambiente, acabei de ler em uma revista que metade dos poluentes na água do planeta vem da produção têxtil. Se isso for verdade, é muita coisa. Então, usando tecidos vintage contribui com a saúde do planeta. Não posso evitar totalmente novos tecidos, mas posso usar o máximo de vintage que puder.

CVSI: Você sente/acredita que criatividade, imaginação e inovação são atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e se desenvolva de maneira sustentável?
Loni: A maioria das coisas que as pessoas compram atualmente é produto de massa desnecessário. A maioria das roupas produzidas hoje é feitas com baixo custo e vendidas a preços baixos, então, quando uma peça mancha ou rasga, é mais fácil jogá-las fora e comprar outras novas. Eu não acredito que as pessoas tenham noção do desperdício. É muito bom viver em um lugar como Portland onde as pessoas se preocupam com o meio ambiente e em achar maneiras criativas de reciclar e reutilizar as coisas, usar formas alternativas de transporte, plantar seus próprios vegetais, criar seus próprios frangos, fazer suas próprias roupas ou comprá-las de segunda mão. As pessoas são tão criativas aqui e acham maneiras de viver bem com pouco. Tenho certeza que existem outros lugares no mundo onde práticas como essas são comuns também. É possível que essas pessoas e lugares possam influenciar outras e possamos todos estar na mesma página, cuidando do mundo da melhor maneira possível.

CVSI: Você contribui ou tem planos de contribuir de alguma maneira com o terceiro setor? Se sim, pode nos contar um pouco sobre isso?
Loni: Antes de eu começar a vendar minhas roupas na Etsy, eu fiquei desempregada por vários meses e não conseguia achar um emprego por causa economia ruim do país. Tive muita ajuda dos meus amigos e família quando estive nesta situação financeira complicada e me senti realmente abençoada por estar rodeada de pessoas que podiam me ajudar. Quando comecei a vender roupas na Etsy, decidi que iria colocar uma parte das minhas vendas em ações de caridade para que pudesse, em retorno, ajudar alguém necessitado. Decidi cuidar de uma criança através de uma fundação chamada Childfund International. Então 5% das minhas vendas na Etsy vão para a família desta menininha na índia, chamada Nandini.
CVSI:Thank you Loni! It was a great pleasure to get to know you a little better! Obrigada! CVSI

Para ver outros modelos e adquirir as peças da Love To Love You, clique aqui.

Cartas A Um Jovem Designer – Irmãos Campana
Lendo o livro “Cartas A Um Jovem Designer – Irmãos Campana“, não resisti e resolvi escrever aqui um pouco do que encontrei lá.
No livro, Fernando e Humberto, os designers internacionais conhecidos como Irmãos Campana, falam de suas trajetórias, de suas obras, de suas verdades. Contam como interagem com o mundo, com as pessoas e como imaginam um mundo melhor.

Como aparece no livro, eles têm como compromisso o “não a ousadia pela ousadia, mas aquela que parte da vontade de manifestar uma verdade interior.”
Nossa cara, não?
Ali definem que “ser humilde é estar em contato com a vida, ter a capacidade de enxergar o que esta acontecendo e se inspirar nisso…”.
E deixam um conselho importante: “Escolha uma linha baseada nos desejos, nos instrumentos e nas capacidades que você reconhece em si próprio desde a infância, algo que vem lá de trás e, então, respeite essa linha e direcione seu potencial. Isso dará uma personalidade ao seu trabalho que vem de processar o mundo, os materiais, os métodos de produção etc., de acordo com sua sensibilidade, seu filtro pessoal. Não adianta querer ser o que não é, camuflar uma fraqueza; não adianta entrar na onda do momento e muito menos copiar. Se você for fiel a si mesmo, vai encontrar um jeito que é só seu.”

Queremos muito entrevistá-los aqui no CVSI e esse livro nos deixa ainda mais interessadas em realizar esse Bate Papo.
Bate Papo Inspirador com Giovana Venturini
Este Bate Papo tem algumas características marcantes: a artista é uma velha amiga que reencontramos neste mundo virtual fascinante; ela é brasileira e mora em Paris; o resultado da entrevista foi “intenso”, as respostas são longas, mas as deixamos na íntegra, como sempre fazemos, porque vale a pena conferir cada palavra: sua trajetória nos inspirou tanto quanto sua arte! Obrigada Giovana!
CVSI: Sabemos que é uma apaixonada por criar e que escolheu desenvolver seu potencial criativo vivendo a vida intensamente, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Giovana?
Giovana: Hoje sei muito sobre mim, acho que é o que mais sei na vida, mas o processo de descoberta é infinito e muito fascinante. Sou sensível, amorosa, conectada, confiante na vida, colorida, consciente, exploradora, livre!
Essa é a minha busca eterna, me conhecer cada dia mais e mais, e tentar ser inteira, o que não é fácil, em um mundo tão desequilibrado onde vivemos. Mas tenho tido sucesso com essa busca, pois acredito ser feliz e fiel aos meus valores reais da vida, como: verdade, amor, respeito, igualdade, gentileza.
Foi atrás desta viagem interior que encontrei a arte. Posso escrever aqui por horas, contando todo meu processo de vida, como acredito que cada um tem o seu, mas de alguma forma, são todos muito parecidos, com perdas e vitórias, inseguranças e vontades, medos e realizações, até o dia e que resolvemos, ou não, tomar conta de nossas vidas e fazer apenas aquilo que nos faz bem, nos nutre, nos alimenta. Sem deixar nossa energia se escoar ou, até mesmo, nos destruir.
Acredito que a energia é sempre a mesma, o que muda é a manifestação, que pode ser levada a autodestruição ou a construção de algo muito especial e único. Quando aprendemos a construir coisas positivas, tudo fica mais leve, colorido e trazemos a tão sonhada paz em nossas vidas.
O meu processo foi esse. No inicio não entendia minha sensibilidade, deixei que ela me levasse a lugares feios e tristes por não saber como direcioná-la. Sentia o mundo, mas ele não era muito bonito. Aos poucos fui entendendo, através da astrologia principalmente, que eu era assim, e fui atrás das coisas mais belas e leves, pois preciso viver perto do que é vivo, ou então, morro junto.
A primeira coisa a fazer, foi sair de São Paulo, cidade que eu amo, mas tenho total consciência de que seu estilo de vida não combina com o meu. Depois, descobri a arte e percebi que ela sempre me acalmava, e me deixei levar por esse prazer. Sem nenhuma pretensão, essa paixão se tornou minha profissão. O ponto alto de satisfação para mim foi unir a arte ao autoconhecimento e ajudar as pessoas a se curarem e se conhecerem melhor, tendo meu processo pessoal como caminho.
CVSI: Como, quando e onde você começou a trabalhar com as mandalas? O que se passava em sua vida naquele momento?
Giovana: Quando decidi sair de São Paulo, já havia encontrado meu verdadeiro amor, então só faltava me encontrar profissionalmente. Eu tinha me formado em Propaganda e Marketing havia mais ou menos um ano e estava perdida, como a maioria das pessoas jovens: sem expectativas, decepcionada com a faculdade, sem entender o porquê de ter estudado 15 anos para chegar ali, desempregada, com oportunidades de trabalhar das 8h às 18h e ganhar um salário péssimo no final do mês.
E o pior, para mim, era saber que iria colocar toda minha criatividade em algo que, provavelmente, iria enganar as pessoas. Isso não era possível! Preferi trabalhar em loja, assim continuava “livre”: trabalhava 6h por dia com um salário razoável para quem morava com os pais e cabeça fresca. Assim, sobrava mais energia para mim.

Foi quando, meu companheiro e eu, resolvemos ir estudar e ter uma experiência em outro lugar do mundo. Fomos para Califórnia, Santa Barbara. Vivemos dois anos e meio lá, em plena harmonia, felicidade e com todos os desafios normais da vida. Livres, como dois pássaros que saíram da gaiola. Lá entendi minha alma, ela era californiana, totalmente hippie.

Adorava andar descalça, escutar os drums circles todos os domingos nas praças, os festivais, as músicas,a arte, a cor, a praia, os amigos. Tudo era realmente um sonho. Comecei a fazer cursos de arte, watercolor, desenho, escultura, vidro… Mas sem nenhuma pretensão. Abri uma marca de crochê – Original Art – com uma amiga e, naturalmente, percebi o que era viver do meu trabalho, da minha criatividade.
Ser livre para decidir quando trabalhar, ser justa no preço, poder me expressar com as cores e ainda ver todos usando nossos gorros coloridos e bolsas diferentes. AMEI essa vida, disse para mim mesma, é isso que eu quero! Mas como sou muito curiosa, queria saber mais sobre outros lugares que ainda não conhecia e resolvemos ir explorar a Europa.
Vendemos tudo, nos desapegamos da vida, peace and love, e fomos conhecer o velho continente. Desta vez de mochila, sem expectativas. Tínhamos algum dinheiro, uma passagem de um ano, algumas dicas e muita coragem e vontade de viver essa aventura. Passamos um mês em Portugal, quinze dias em Barcelona, achei que ia ficar por lá, mas não me adaptei, era muita loucura. Lembrando que era 2003, período tenso antes da guerra no Iraque.

Seguimos para uma cidade menor: San Sebastian, norte da Espanha. Alugamos um apê com 2 espanholas e ficamos, sem previsão de partida. Não conseguimos trabalho, então meu dia-a-dia era ir à biblioteca local, checar a internet e pegar livros e CDs para estudar. Li de tudo, estudei chacras, tai chi, massagens, cores… Vivi realmente o ócio, o que foi muito bom para me conhecer melhor, pois nunca temos tempo para cuidar dos assuntos da alma, então tirei esses meses para limpar o coração.
Porém, me deparei com uma mudança muito grande de ambiente, pois não conseguia me conectar com a cidade, apesar de muito bonita. As pessoas eram fechadas, a língua era muito diferente (o Euskera) e tive mais uma vez que viver dentro de mim, pois o exterior não me completava.
Comecei a entrar em depressão, pois me sentia um peixe fora d’água. Passava os dias pintando. Dois, três desenhos por dia, era só isso que eu queria fazer e escrever tudo o que eu sentia. Comecei pintando flores, estrelas, lua, sol e, aos poucos, começaram a sair as mandalas, os pontos e não conseguia mais parar.
Ficamos quase cinco meses lá e sem ter a menor consciência, naquele momento difícil, estava aprendendo o poder de cura das mandalas que – só depois de alguns meses – foi se manifestar em quadros e no final em portais: Mandalas Gigantes.
CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê o seu trabalho em um futuro próximo?
Giovana: Quando viemos para Europa em 2003, pedi a minha mãe, grega, para dar entrada na cidadania européia. Quando voltamos da Europa, depois de 7 meses e meio lá, fomos morar em Florianópolis. Cidade dos sonhos para quem quer paz e busca sua essência. Foi lá que me conheci realmente.
Fiz vários cursos, Reiki, tarô, astrologia, musicoterapia, vidas passadas, abri uma ONG, vivi realmente a minha essência, pura, natural, orgânica. Desenvolvi cursos e workshops sobre arteterapia e tive grande satisfação em ver pessoas expressando seu mundo interior em cores e mandalas, as deixando mais leves e felizes. Trabalhei com as crianças, minha grande paixão! Com aulas de criatividade livre, explorando a imaginação, a criatividade e a inocência.
Mas, em dois mil e sete, meu passaporte saiu e a vontade de explorar o mundo ainda era enorme. A ilha já tinha me dado toda a bagagem necessária para sair pelo mundo novamente, especialmente porque não tínhamos filhos ainda. Mais uma vez, nos desfizemos de tudo (material, emocional e profissional) e partimos para mais uma grande aventura, desta vez: Paris!
Centro do mundo e fácil acesso a todos os outros lugares que ainda queremos explorar. A busca desta vez era a Arte e a referência de diferentes culturas, religiões, pensamentos, tudo! Aproveitar nossa cabeça jovem e absorver tudo!
Não é tão simples, a idade vai pegando e desapegar do “paraíso” não é tão fácil assim. Mas agora, depois de um ano aqui, de ter me conhecido ainda mais, estar mais forte que ontem, ter vencido os obstáculos do frio, da língua, da cidade, da falta do mar, dos amigos, da família, estou pronta para agir e começar a viver minha arte aqui.

Começo a estudar em Outubro próximo e quero aprender, reciclar, refazer, desconstruir e criar de novo. EXPERIMENTAR é a palavra. Já tive experiências em cinemaa, minha paixão, em moda, em design. Estou em fase de descoberta e do ponto zero, mesmo tendo minha bagagem, que nunca será tirada de mim, estou pronta para o que se abrir de novo.
Para ser sincera, não tenho muito planos, a não ser viver da arte, da criatividade, da verdade, de valores reais e buscando colocar minha energia naquilo em que acredito, para ajudar o mundo a ser um lugar melhor. Além de trabalhar, quero continuar com as mandalas personalizadas e ver como esse processo evolui. Tenho muita vontade, também, de escrever livros infantis, fazer ilustração. Idéia na cabeça é o que não falta.
CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em produto?
Giovana: Para mim, criar é simplesmente deixar acontecer, sem regras, sem nada pré-definido ou determinado, é a verdadeira liberdade! Dizem que quando criamos, estamos mais próximos do grande criador de tudo e eu acredito que essa é a maior verdade.
Eu não conheço nada que me deixe mais calma e zen do que criar. Posso passar horas pintando, recortando, dançando, escrevendo, sem que nada me perturbe, sem que nada desvie meu foco, que é simplesmente estar presente e deixar as formas se manifestarem.
Eu sou uma espectadora da minha própria arte, me fascino, me surpreendo e me alimento do ato de criar. O melhor momento de inspiração para mim é na madrugada, quando todos dormem, quando as mentes calam, quando os barulhos cessam. Ai tudo flui, tudo acontece facilmente. Adoro o sol e o dia, mas sou totalmente noturna.
Gosto de harmonia, beleza, música, aromas, limpeza, natureza, para que meu estado seja mais puro. Pois quanto mais conseguimos sair e deixar a inspiração entrar, melhor será o resultado. gora, para torná-la um produto, utilizo o marketing que aprendi na faculdade, ou seja, cuidado com a apresentação do produto, desde a etiqueta, o conceito, até todo tipo de ferramenta visual para que os clientes possam se conectar melhor com meu trabalho e perceber que ele é feito com muito amor e carinho.

CVSI: Como escolhe os materiais que vai usar? Existe algum ritual para isso?
Giovana: No caso das mandalas, durante anos trabalhei com tela e tinta acrílica (utilizando uma técnica de aquarela) e tinta autorelevo, para finalizar. Mas nos cursos e na vida pessoal, faço mandalas com tudo o que aparecer na frente: colagem de revista, fotos pessoais, sementes, conchas, mosaico com azulejos, crochê, papel, tampinhas…. A mandala é uma parada muito interessante e vicia.
Ela sempre começa pelo centro e depois vai crescendo simetricamente, então, podemos utilizar qualquer material e a criação é sempre infinita, paramos quando queremos. Apesar de existir tipos e técnicas diferentes de mandalas, cada uma tem seu propósito: as Livres, sem nenhuma simetria, simplesmente deixando sair o que está dentro; as de Direcionamento, onde colocamos aquilo que querios manifestar na nossa vida, utilizando cores, palavras, imagens, simbologias que representem nosso objetivo; as de Centramento, essas são simétricas e têm um centro bem definido, ótimas para meditação, entre outras…

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver?
Giovana: Totalmente! Vivemos numa sociedade muito material e mental, onde o emocional ficou deixado de lado por séculos e, para sermos completos, precisamos ter o espírito/mente/coração/corpo equilibrados.
Quando levo lápis de cor, canetinha e papel nas reuniões entre amigos, muitos dizem: “eu não sei criar nada”, “eu sou péssimo”, “eu não consigo desenhar”. Mas isso não é verdade, pois todos nós, quando crianças, desenhamos, pintamos, dançamos, cantamos, tocamos instrumentos… Exploramos nossos sentimentos através da expressão artística.
O mais interessante é ver esses mesmos amigos voltarem ao ponto em que pararam e criarem casinhas, carrinhos, arco-íris. Criar faz parte da alma, nunca esquecemos, só enferrujamos. Toda essa espontaneidade e liberdade da nossa criança vão sendo deixadas para trás e a obrigação de sermos fortes, inteligentes, capazes, bem sucedidos, vai tomando conta.
Hoje temos muitas pessoas doentes, com dificuldade em acessar seus sentimentos ou depressivas, com sérios problemas emocionais, pois elas deixaram sua criança sem nenhuma forma de comunicação. Elas simplesmente pararam de escutar seus corações e reconhecer as verdadeiras necessidades pessoais, da alma e, sem essa relação interior, é impossível sermos inteiros e manifestarmos no mundo aquilo de mais belo e único que cada um de nós trouxe.

Criatividade é essencial na vida, até mesmo para superar desafios diários. A pessoa criativa é mais aberta, mais capaz de se adaptar às novas situações e, como vivemos num mundo onde a única certeza é de que tudo é inconstante, ser adaptável é uma boa característica.
CVSI: Você já contribuiu, contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver algo?
Giovana: Esse é um assunto essencial para mim, pois não consigo ter paz e ser verdadeiramente feliz, sabendo que ainda existe tanto absurdo neste mundo. Mas também sei que não posso salvar o mundo, então, faço o que é possível! Meu foco é sempre natureza e crianças, pois para mim são o futuro e, através das crianças, conseguimos atingir os pais, tios e avós com muito mais facilidade. Sempre estive presente em diversos tipos de ações solidárias e ecológicas.
Organizei o movimento “EU AMO A TERRA”, onde no último domingo do mês, reuníamos voluntários com sacos de lixo, luvas, água e muita vontade para ajudar a natureza a se harmonizar, limpando as trilhas de Florianópolis.
Dividíamos em duas equipes, uma recolhia o lixo reciclável e a outra o lixo para o aterro. O lixo reciclável ia diretamente para uma recicladora de lixo. Os momentos eram sempre mais que especiais, com grupos diversificados, surfistas, empresários,idosos, crianças, jovens. No final de todos os encontros, sempre a natureza nos dava um presente, além do dia especial.

Em um deles, encontramos uma praia deserta, com a água mais clara que vi e depois desse dia, nunca mais a encontramos naquelas condições tão perfeitas. Em outro dia, no final da trilha, encontramos mudas de árvores abandonadas e cada um levou um pouco da natureza para casa, e assim vai. A natureza é extremamente amorosa e abundante; assim como com as crianças, sempre recebemos muito mais do que damos. Existiem vários outros projetos de crianças e arte…..mas isso fica para uma outra vez.
CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira (CVSI) de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Giovana: ABSOLUTAMENTE!!!! Vocês estão fazendo um trabalho muito especial, pois devemos sempre incentivar toda e qualquer expressão criativa, pois esse é o caminho para o equilíbrio que tanto buscamos. No mundo atual, arte é coisa de museu ou de galeria renomada e existem milhares de artistas por ai, cheios de talento não explorado, o que é desperdício enorme para humanidade.
Muitas vezes, por não terem espaço para viver de seu trabalho, têm que trabalhar em empregos exploradores que retiram toda a energia e não sobra tipo para arte. Acredito que, num futuro próximo, existirá mais espaço para arte ser explorada e apreciada, incentivando todos a expressarem seus sentimentos e idéias, tornando o mundo mais verdadeiro e divertido.
Para conhecer mais sobre o trabalho da Giovana Venturini, visite: http://www.giovanaventurini.com/
Este foi mais um delicioso Bate Papo Inspirado do CVSI…
Corrupio, Brincadeira Com Muito Charme…
Anuncio nosso próximo Bate Papo Inspirado com grande entusiasmo!
Falaremos com Leila Lampe do Corrupiola, que para quem não conhece anexo fotos dos trabalhos maravilhosos que produz!
Corrupio, como aprendi, significa brincadeira e o nome Corrupiola surgiu de uma brincadeira com a palavra corrupio.
É nesse clima alegre e descontraído que se inspiram Leila e Aleph (seu companheiro).
Com certeza vocês querem conhecer mais sobre o Corrupiola e seus criativos fundadores – e para isso, basta ficar antenado!
Nosso bate papo irá “ao ar” muito em breve! Plin, plin…


Aguarrdem, para breve, nosso bate papo inspirado.
CVSI
Inovação! Isso define o trabalho de Ana Castilhos!
Chegou! E valeu a pena esperar porque esse Bate Papo do Como Você Se Inspira com a Ana Castilhos está inspirador e cheio de energia positiva! Ah! E site novo…Ana, obrigada pela colaboração alto astral e pelas palavras do coração e da alma, tal qual sua arte…
CVSI: Ana, sabemos que é estilista e criadora, que ama cores, que produz coisas lindas, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é Ana Castilhos?
Ana: Sou uma mulher em busca do equilíbrio. Caçula de 4 filhos e com uma família unida e maneira, que sempre me apoiou, e isso fez toda a diferença, para a realização do MukifuChic. Tenho 40 anos, mãe de um “rapazinho” de 10 anos que é minha maior obra prima e meu fã número 1. Acredito em astrologia (taurina com ascendente em aquário), numerologia e nesse universo “exotérico e alternativo”.
CVSI: Como, quando e onde surgiu a Mukifuchic? O que se passava em sua vida naquele momento?
Ana: MukifuChic surgiu da necessidade de compartilhar informações, dicas e idéias e isso começou através do blog. Naquela época eu estava com um ateliê de pintura e criação. Começava a dividir meu tempo entre os pinceis e o mouse.
CVSI: Por favor, fale um pouco mais da Mukifuchic e seus projetos e planos.
Ana: O MukifuChic foi crescendo e cada vez mais comecei a expor meu trabalho no blog.
Depois que descobri o mouse como pincel (uso o corel), as ilustrações começaram a virar produtos e tendo a tecnologia ao meu lado, esse universo se ampliou de tal forma, que o Mukifu precisou de um espaço físico para atender os pedidos, receber os amigos, enfim, sair do vitual e virar “real”. Hoje o Mukifu tem um site, a loja está quase pronta e o processo de exportação está em andamento.
No Brasil, todos os estados, tem pelo menos um adesivo do MukifuChic, o que me deixa muito feliz.
CVSI: Você diz no seu blog que coloca amor em suas criações e que acredita na força das cores, música, poesia. Pensando desta maneira, o que você faz para conectar-se com sua inspiração, ou seja, como você se inspira?
Ana: Minha inspiração é a própria vida, digo, do melhor que se pode tirar dela. A música é minha maior aliada, a natureza e a força que ela transmite. A gentileza do ser humano e a força que há dentro de todos nós.
CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver?

Ana: Acredito sim, na força da arte de expressão, seja ela em musica, palavras e formas. Quando você cria, está conectado com o Divino, ou seja, com você mesmo e isso já faz parte de uma evolução, afinal de contas, o mundo é feito por todos nós. Se agregarmos isso com algumas virtudes como integridade, compaixão e respeito, já estamos no caminho de um mundo bem melhor.
CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira, de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Ana: Acho a proposta do CVSI um espetáculo!! Compartilhar arte e espalhar essa energia só traz benefícios, além de abrir portas internas de artistas que nem mesmo sabem que são. O mundo precisa de notícias do Bem, divulgar arte é essencial.
CVSI: Você já contribuiu, contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver?
Ana: O MukifuChic tem o shopchic, um display de vendas que é praticamente um pedacinho do Mukifu na sua loja.
Cada adesivo vendido, R$ 1,00 é destinado a ONG Gente Brasil.
Além de participações como doação de telas e prestação de serviços para Fundação Gol de Letra, Hospital Pedro Hernesto, Casa de Magdala, Audioteca Sol e Luz…
A arte trouxe o que há de melhor em mim, e se eu puder contribuir com o próximo, de alguma forma com meu trabalho, eu farei.
CVSI: Comentários Extras e Sugestões (o que você gostaria de ver no CVSI?):
Ana: Vocês estão fazendo um trabalho bárbaro! Desejo sucesso infinito!
Para conhecer mais sobre a Ana e seu trabalho Inovador, visite o www.mukifuchic.com.br e se encante!










