Inspiração Emprestada…
Ontem vi umas fotos maravilhosas de Paris, tiradas por uma amiga querida e artista que mora lá e que, inclusive, já entrevistamos aqui no CVSI – Giovana Venturini. (site e blog)
Perguntei se podia dividir as fotos com vocês, pois são muito inspiradoras… Paris no inverno, com todo o seu charme, romantismo e beleza. Aqui estão…










Espero que gostem e que sirva de inspiração…Obrigada Giovana!
Quando vi a foto das borboletas no teto de uma loja Dior, fiquei tão apaixonada que pensei…vou entrevistar o artista que criou isso (…e deu certo, direto da Itália!!!). Descobri o Andrea assim. E além das borboletas, descobri uma arte sedutora, ousada, interativa, viva que me transformou em apreciadora dela em um segundo. Acredito que acontecerá algo similar com você…prove e depois conte para a gente…

9000 Papillons Dior Royale Paris
CVSI: Andrea, sabemos que você nasceu em Bérgamo/Itália e que vive entre Bérgamo e Nova Iorque, criando e expondo sua arte irresistível. Mas fale mais sobre você, quem é o Andrea?
Andrea: Bom, Freddie Mercury cantou uma vez: “I am just a singer with a song” (“Sou apenas um cantor com uma canção”). Eu poderia usar as palavras dele e dizer que eu sou apenas um artista com um cortador ou pincel ou com uma idéia. Idéias aparecem a qualquer momento durante o dia, então temos que estar atentos para captá-las, seja lá o que você estiver fazendo: brincando e rindo com os amigos, indo à missa, ouvindo um bom heavy metal, tocando com sua banda, fazendo amor com sua namorada/o, gritando por um gol em um estádio ou mesmo no banheiro…

La Bonne Nouvelle – Paris
CVSI: Quando, onde e como sua carreira artística começou? O que acontecia em sua vida naquele momento?
Andrea: Eu comecei estudando artes na Academia de Belas Artes de Bérgamo, em 1997, depois de uma aposta com meu melhor amigo Zizi. Tínhamos acabado o Ensino Médio e não tínhamos a mínima idéia do melhor a fazer. Pensei que, depois de ter criado – durante a escola – dúzias de newsletters, revistas e calendários pornográficos, seria interessante tentar entrar na Academia de Belas Artes. Meu amigo preferiu Cinema. Bem, eu ainda estou esperando ele terminar a Universidade para começarmos a idealizar um grande filme juntos.
De qualquer maneira, terminei meus estudos em 2002 e comecei a trabalhar em galerias com dois grupos, um sobre pornografia, chamado “Love” e outro chamado “Italian Boys”, na Galeria Analix Forever em Genebra.
Como um artista jovem e um homem jovem, cometi muitos erros, eu sei, trabalhando muitas vezes em várias direções e para muitos (e às vezes inúteis) projetos ao mesmo tempo. Mas, por ignorância, cometemos erros e com os erros aprendemos, e isso é algo que sempre me guia em tudo o que faço. Devemos sempre tentar fazer alguma coisa que não sabemos e que não nos achamos capazes de fazer. Algo novo…

Non ci resta che piangere NY
CVSI: Por favor, fale dos seus projetos e planos para o futuro. Alguma chance de expor no Brasil?
Andrea: Uh, eu amaria expor no Brasil!!
Eu amo seu país desde que era um bebê e meu jogador de futebol preferido era o Aparecido Paulino Evair do Atlanta! Eu sei que vocês têm grandes galerias, museus e artistas no Brasil e seria maravilhoso poder mostrar meu trabalho, minhas idéias por aí.
Neste momento estou preparando um show solo em Nova Iorque para março e logo depois farei parte de um grupo que irá expor na Bélgica. Meu próximo objetivo é atingir todos os públicos com minha arte, não só o público que curte arte. Quero fazer isso usando mídias e caminhos diferentes como livros, televisão, cinema… Por isso, sempre tento criar trabalhos com muitas linhas de interpretação, ou seja, cada um pode ver alguma coisa diferente em um trabalho artístico e quanto mais você estiver envolvido no mundo das artes, no sistema das artes, mais você pode apreciar e criticar.

Kris Van Assche 2009 – Autumn/Winter Campaign
CVSI: Sua arte é muito charmosa, viva e sedutora. Como você se inspira para criar?
Andrea: Bem, como havia dito na primeira questão, eu realmente não sei como isso acontece. Temos que estar sempre receptivos ao que rola ao nosso redor. E, obviamente, temos que querer saber muitas coisas, ler, ler, ler, estudar ver shows, conversar com outros artistas e, ás vezes, re-interpretar alguma idéia já existente dando à elas uma cara nova e pessoal.


Love is a four-letter word NY
CVSI: Como você acredita que a arte colabora/pode colaborar mais para enriquecer nossa existência e fazer deste mundo um planeta melhor para se viver?
Andrea: Platão disse que nós, artistas, somos inúteis em um mundo perfeito. Claro, se o mundo fosse perfeito a arte seria inútil. É por isso que precisamos da arte e de todas as coisas que vêm do coração e da mente (algo superior, claro) para criar um lugar melhor para vivermos. Mesmo que isso possa parecer “dar murro em ponta de faca”…


Procriation of the Gods Geneva
Para ver mais maravilhas deste artista tão talentoso, viste o site www.andreamastrovito.com
Obrigado Andrea e boa viagem à Nova Iorque! Te esperamos aqui no Brasil…
Gente… simplismente genial é como eu descrevo o trabalho da designer Dani Hasse!
Seu estilo versátil, criativo, de bom gosto e ousado invade e preenche nossa alma com muitooo prazer…adoro suas criações, de A a Z!! E adorei o tom de nossa conversa. Tenho certeza que vocês sentirão o mesmo…
OBRIGADO DANI!!
CVSI: Dani, sabemos que você é uma designer carioca que mora em São Paulo, que quando criança fazia desenhos para a mãe e que há uns quatro anos se dedica a fazer estampas, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Dani Hasse?
Dani: Eu sou uma pessoa tímida, reservada, que às vezes acha que prefere a companhia dos gatos à dos seres humanos. Sou tão obcecada por música quanto qualquer indivíduo da nossa era, já tive bandas e ainda canto muito bem em dueto imaginário com o Stephen Merritt. Faz tanto tempo que eu troquei as palavras pelas imagens que eu já nem consigo mais lembrar de quando isso aconteceu, e hoje em dia eu sou mais feliz por ter assumido a minha introspecção.

CVSI: Como, quando e onde se descobriu como designer?
Dani: Eu sempre desenhei, desde pequena, em qualquer pedaço de papel que me dessem. Mas esse trabalho sempre ficava dentro das minhas gavetas – no máximo os amigos viam, ou às vezes ia parar na capa de uma coletânea gravada em fita cassete de presente para alguém. Em 2005 eu soube que havia uma vaga de designer na Colcci, que fica em Brusque, há alguns quilômetros de Blumenau, cidade onde eu morava. Passei no teste com meu fichário de desenhos e virei designer da noite para o dia, aprendendo boa parte das técnicas na raça e no dia a dia.

CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê seu trabalho em um futuro próximo?
Dani: Eu não faço a menor ideia – não sabia nem que eu iria chegar tão longe. Acho que tenho que deixar a vida fluir, e como o flow está bom, vamos ver onde é que as coisas vão parar.

CVSI: Suas criações são delicadas e versáteis. Como você se inspira para criá-las?
Dani: As ideias vêm de vários cantos, eu nem sei identificar de onde. Às vezes elas pipocam sozinhas, às vezes uma música ajuda, às vezes o meu marido me dá um insight e eu o transformo em imagens. Tem vezes que o conceito demora semanas para vir e outras ele aparece tão fortemente que eu tenho que fazer na mesma noite, senão não consigo nem dormir. Na verdade é bem perturbador.

CVSI: Você sente/acredita que a inspiração, a criatividade, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum?
Dani: Bom, se as inovações não nos tirarem do lugar comum, quem vai nos tirar? Creio que ainda temos uma dependência psicológica do “grande insight” que vai mudar a humanidade – isso é besteira. O conhecimento, num plano científico, é uma construção social, que necessita do trabalho de diferentes indivíduos. Então, em certas áreas, dependemos de muito esforço e de pequenos insights que, somados, dão um sentido maior a isso tudo. No campo das artes a questão é diferente, e apesar de estarmos com o peso dos séculos sobre as nossas costas com a sensação constante de que “tudo já foi feito”, ainda existe muito espaço para que a inovação subverta os lugares-comuns – mas, claro, devemos lembrar que o lugar comum de hoje já foi a grande ideia do passado.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do nosso blog de ser um espaço que promove a conexão do indivíduo com sua verdade, estimulando assim a inspiração, a criatividade e a inovação e, por conseqüência, o enriquecimento de nossa existência?
Dani: Creio que a conexão do indivíduo com a sua verdade só vai ser respondida, no final, pelo próprio indivíduo. Atalhos e mapas são louváveis, mas em uma jornada cega como essa, a estrada se faz no caminhar. Pode ser que encontremos nossa inspiração, nossa verdade, muito mais perto de nós mesmos do que num blog, num livro, ou numa conversa – ela pode estar no miado insistente do seu gato, na mancha de café no fundo de uma xícara ou numa frase desafinada ouvida de uma maneira diferente quando aquela música que você gosta toca pela décima vez no repeat. Sei que isso pode parecer esvaziar qualquer esforço no sentido de orientar a própria busca, mas convenhamos, as chances de se encontrar tanto aquilo que se procura quanto aquilo que não se sabe que está sendo procurado são as mesmas.

Aqui mostramos alguns trabalhos da Dani, mas para conhecer mais
sobre as estampas, ilustrações e outros projetos da designer,
visite www.danielahasse.com
Imagens que Inspiram
A Luma Kimura fez uma seleção de fotos do flickr que, além de maravilhosas, são muuuito inspiradoras. Ficamos com vontade de dividir com vocês… Inspirem-se…
Misty Ave, by net_efect
Waking Up to Change, by Sean McGrath
Break Through, by CaptPiper
At Lands End, by clairity
About Emptiness, by Erik
The Arrival, by Vermin Inc
Spooky, by Coba
Waiting, by Simpologist
Three and Sparrows, by O´mages
Bate Papo Adocicado com Luana Davidsohn

Sentimos um aroma especial no ar e demos de cara com essa arte de dar água na boca… Cupcakes maravilhosos e deliciosos, inspiração de Luana Davidsohn. Com uma história bem saborosa para contar, ela nos concedeu o prazer desta conversa… e estamos até agora lambendo os dedos!
CVSI: Luana, sabemos que você é Administradora por formação, autora de alguns livros e professora de culinária por opção, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Luana?
Luana: No começo da vida a gente pensa que tem que escolher o que quer ser para o resto da vida e ser feliz. Minha escolha inicial me deixou infeliz e demorei a perceber. fiz muitas coisas diferentes mas sempre tendo um lado criativo que teimava em se manifestar. Sou grata por ter podido vivenciar estas manifestações.
CVSI: Como, quando e onde a arte da culinária surgiu em sua vida?
Luana: Surgiu por volta dos 30 anos. Antes disto não ia para cozinha por nada. Era uma executiva estressada. Foi aparecendo uma vontade de entender como aqueles produtos podiam se transformar em algo delicioso. Joguei muita coisa fora até que algumas mágicas até bem gostosas começaram a acontecer.

CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê seu trabalho em um futuro próximo?
Luana: Graças às intempéries da vida tenho procurado viver um dia de cada vez, coisa bem difícil. Não tenho projeto futuro fechado e planejado. O retorno do meu trabalho com os cupcakes – que se tornaram uma paixão – tem sido enorme e com eles pretendo continuar.

CVSI: Como você se inspira quando está transformando ingredientes em algo saboroso, como cita, ou preparando uma aula?
Luana: O que me inspira sempre é o prazer. Prazer de fazer, prazer de servir. Parece complicado mas pode ser bem simples se estivermos presentes naquilo que estamos fazendo. Pontos de inspiração podem ser também uma cor, uma forma, um sabor.

CVSI: Você sente/acredita que a inspiração, a criatividade, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum?
Luana: Todos estes ingredientes sempre fizeram o mundo sair do lugar. Ainda bem.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do nosso blog de ser um espaço que promove a conexão do indivíduo com sua verdade, estimulando assim a inspiração, a criatividade e a inovação e, por conseqüência, o enriquecimento de nossa existência?
Luana: Acho ótimo um espaço onde as pessoas se conectem com as inspirações de outros e percebam como elas se relacionam com as suas. Enriquecer nossa existência é o que de melhor podemos fazer.

Para se encantar um pouco mais com essas delícias da Luana, visite www.luanadavidsohn.com.br
Obrigada Luana!!