Conectar-SE Pode Ser Simples
“A vida na verdade é muito simples. O que damos, recebemos. O que pensamos sobre nós torna-se verdade para nós. Acredito que todos somos 100%responsáveis por tudo em nossa vida, desde o melhor até o pior. Cada pensamento que temos está criando nosso futuro. Cada um de nós cria suas experiências através dos pensamentos e emoções. O pensamentos que temos e as palavras que falamos criam nossas experiências.”
“Criamos as situações e então abrimos mão de nosso poder culpando os outros pela nossa frustação. Nenhuma pessoa, nenhum lugar, nenhuma coisa tem poder sobre nós, pois “nós” somos os únicos pensadores em nossa mente. Criamos nossas experiências, nossa realidade e tudo o que há de nela. Quando criamos paz, harmonia e equilíbrio em nossa mente, nós os encontramos em nossa vida.” (Louise Hay)
Seja o dono de sua vida e faça as melhores escolhas…


A Vivi é uma artista especial, que cria com muita harmonia e que nos dá o prazer deste Bate Papo. Passem pela deliciosa experiência de entrar um pouco na história de Vivi Hack e conhecer suas idéias sobre a vida, seu trabalho, sua arte…Sabemos que vão adorar!
CVSI: Vivi, sabemos que você é uma artista de mão cheia e que cria com charme e harmonia, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Vivi?
Vivi: Meu estilo de vida é muito simples. Sou caseira, curto decoração, filmes e amo música. Definitivamente a música é essencial na minha vida e tem o poder de melhorar meu humor a qualquer momento. Gosto de imaginar que um belo dia largarei tudo e sairei pelo mundo em busca de novas experiências, mas até lá, procuro estar atenta às possibilidades, explorando novos caminhos e me apaixonando por diversas formas de expressão, sempre em busca de algo que propicie uma simbiose entre meu trabalho e meu estilo de vida.

CVSI: Como, quando e onde surgiu o Mercado Imaginário? O que se passava em sua vida naquele momento?
Vivi: Em janeiro de 2005 eu criei o blog Maria Cartolina onde expunha meus trabalhos de design, projetos acadêmicos e experimentais. Entre os trabalhos, se destacavam as costuras que comecei a desenvolver quando resolvi aproveitar alguns tecidos lindos que havia comprado por impulso.
Lembro de quando levei minha primeira coleção de “nécessaires” com 40 peças para a agência onde trabalhava. Não demorou muito para que praticamente todas fossem vendidas e ainda voltei para casa com algumas encomendas.
Passei um longo período conciliando o trabalho como designer e o hobby de crafter, até que em junho de 2006 quando estava concluindo a faculdade de desenho industrial, resolvi sair da agência onde estava há cinco anos para me dedicar exclusivamente ao projeto final, que se tratava exatamente da criação da marca e desenvolvimento da identidade visual do Mercado Imaginário, com direito a uma coleção de bolsas, catálogo de lançamento, kit de divulgação, site, entre outras peças.

CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos para o Mi.
Vivi: O [mi] está em constante mudança, basicamente porque gosto de novidades, e a marca de certa forma acaba mostrando um paralelo com as minhas transformações pessoais. Também não me prendo a planejamentos muito rígidos ou extensos, pois acho importante que as coisas evoluam no mesmo ritmo em que as idéias ganham vida. Sempre tive, por exemplo, vontade de desenvolver peças de decoração, e já fiz almofadas e caixas para o Mercado Imaginário, mas por me interessar bastante pelo tema, sei que ainda tenho muito mais a explorar nesse sentido.
Também tenho planos de desenvolver uma linha definitiva, composta por produtos que estejam sempre disponíveis no site. E o desafio é justamente fazer isso sem perder a originalidade e a essência da marca, pois hoje todas as criações do [mi] ainda são produzidas em edições limitadíssimas, e por isso a maior parte das peças fica disponível na loja por um período muito curto.

CVSI: Como você se inspira para estimular sua criatividade?
Vivi: Não tenho uma metodologia definida, mas o ato de observar é essencial. Por isso estou sempre buscando enriquecer o que chamo de banco sensorial. Seja através de filmes, músicas, artes gráficas, diferentes hábitos e culturas ou simplesmente observando as sensações do cotidiano.
Sob o aspecto prático, concordo que a criatividade é 90% transpiração. A idéia pode partir de um rabisco, de uma necessidade, de um desejo ou mesmo de um universo imaginário com o qual eu esteja envolvida no momento. Mas por melhor que uma idéia possa parecer, ela é apenas uma semente, e você pode ter várias idéias aparentemente muito originais, mas ela só se mostra verdadeiramente criativa depois de sobreviver à fase de estudos, testes e adaptações.
Por isso, acredito que colocar a mão na massa ainda é a melhor maneira de descartar os devaneios e ter a oportunidade de descobrir novas possibilidades que geralmente são inimagináveis na etapa inicial da criação.

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?
Vivi: Quando alguém visa o lucro acima de todas as outras coisas, ele se torna autodestrutivo. E isso se mostra evidente em cada esfera produtiva: desde o artesão ou crafter que copia uma marca (e vice-versa) até o empresário que apela para a mão de obra barata/escrava, passando pela publicidade enganosa.
Por outro lado, se existem respeito e troca na relação com o consumidor, fornecedores, colaboradores, enfim, com toda a rede que viabiliza a cadeia produtiva, todos saem ganhando. Muita gente já percebeu isso e muitas empresas já aderiram o Fair Trade. Acredito sim, que este seja o melhor (senão o único) caminho para que o mundo passe a se desenvolver de forma verdadeiramente sustentável.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover pessoas que expressam sua criatividade através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Vivi: As pessoas estão cansadas das produções em série, das padronizações, do consumo massificado e estão buscando o autoconhecimento e a satisfação pessoal em coisas simples, procurando se conectar com seus desejos reais, desenvolvendo habilidades e valorizando a individualidade, seja no consumo ou nas suas atividades.
Acho essencial que existam canais antenados que exponham e que ajudem a divulgar a experiência dessas pessoas. Hoje, através da internet, e em parte devido a ela, existe um grupo de artistas, crafters e adeptos do DIY (Do it yourself / Faça você mesmo) que não pára de crescer no mundo todo.
Divulgar e ampliar esse movimento fomenta uma nova postura que é importante não só para quem produz, mas também para quem consome, proporcionando um ganho imenso para as pessoas, para as relações entre elas e conseqüentemente para o Planeta.

Comentários Extras e Sugestões:
Vivi: Parabéns pela iniciativa e pelo conteúdo. Agradeço a oportunidade e desejo vida longa ao site!
Obrigada Vivi!! Para conhecer mais o trabalho da Vivi e as novidades do MI, clique aqui.

Estamos muito felizes por colocar no ar nosso Bate Papo com a Ana. Estávamos aguardando essa conversa por algum tempo e temos o prazer de trazê-la para vocês hoje, com os detalhes e comentários para lá de interessantes desta artista tão querida. Aproveitem!
CVSI: Ana, sabemos que é economista e costureira, mãe de 3 filhos e gosta de cozinhar, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Ana?
Sou uma pessoa simples, que tem gosto por coisas diferentes das produzidas em série. Acho que essa forma de olhar e escolher objetos sempre esteve presente e teve diferentes nomes na minha vida. Ouvi muito, desde menina, que “tinha mão boa” tanto pra criar quanto pra cozinhar, mas demorei um tempão para me apropriar desse talento e utilizá-lo como profissão. Só depois de formada, trabalhando e me frustrando com minhas escolhas é que tive essa coragem. Hoje posso dizer que sou uma pessoa bem feliz com as novas escolhas, embora a dificuldade de viver com o fazer das mãos seja enorme.

CVSI: Como, quando e onde surgiu a Ana Sinhana? O que se passava em sua vida naquele momento?
A marca Ana Sinhana surgiu num momento de transição da minha vida. Eu já havia deixado o mundo dos economistas para dar aula de artes e fazer gradução em Artes Plásticas (que não concluí). E estava um tanto quanto perdida sobre os rumos do meu futuro profissional. Então, comecei a estampar tecidos e criar acessórios, primeiro como um experiência e para uso pessoal. Daí a começar a vender foi um passo natural, pois já havia mercado para o diferente. Isso foi há cerca de 3 anos.
CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê a Ana Sinhana em um futuro próximo?
Num primeiro momento, trabalhei apenas com venda direta, no meu círculo de conhecidos. Depois de um tempo, comecei a trabalhar com vendas pela internet, o que faço até hoje. E, no momento, tenho fornecido para algumas lojas. A minha grande vontade é de ampliar a produção, pois hoje meu gargalo é conseguir produzir mais. Porém, como boa perfeccionista, tenho uma baita dificuldade em delegar funções da produção. E esse é meu grande desafio para o próximo ano!

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em um produto?
A inspiração, ao contrário do que se pensa, não vem de produtos similares, mas sim de cores, de formas e até aromas do dia-a-dia. Desenvolvi uma atenção especial para as pequenas coisas e, vira e mexe, me vejo criando alguma peça nova por conta de um cartaz todo colorido que vi na porta da escola dos meus filhos, ou por conta de uma música que escutei a primeira vez, ou por um cheiro que me desperta alguma lembrança. Acho que a chave da inspiração é manter os sentidos apurados porque, via de regra, ela bate quando menos esperamos!
Outro dia mesmo, fazendo alguma tarefa de rotina do dia-a-dia, pensei que acabo deixando de lado o branco e preto na minha paleta de cores – sempre prefiro tudo muito colorido. Olhei pro lado, vi meu pinguim de geladeira que tenho há anos e decidi que ele devia ser colorido. E lá fui eu pro ateliê inventar um molde baseado no pinguim de louça! E acabou nascendo uma das peças mais divertidas que tenho!

CVSI: Como escolhe os materiais que vai usar? Existe algum ritual para isso?
Costumo dizer que sou uma viciada em tecido e afins. Não tenho nenhum tipo de ritual, nem uma programação para isso. Claro que há momentos de compra programada mas, se gosto da estampa e das cores, considero o preço e a qualidade do material e compro para usar depois (o que, em geral, é um horizonte bem próximo, pois não sou de guardar nem economizar tecido!).
CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?
Acho que sustentabilidade e criatividade andam juntinhas, de mãos dadas. Pois a gente só recicla tendo um novo e diferente olhar sobre o velho, o usado. Também acredito muito na criação como forma de escapar da mesmice da produção em massa, do consumo desenfreado e pouco consciente. Prefiro mil vezes apoiar um pequeno desenvolvedor que, como eu, busca formas de se manter e criar usando os materiais que tem em mãos. E essa prática deve ser diária e constante em todas as esferas da vida, sobretudo em casa e na educação dos pequenos.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?
Um dos aspectos da prática de apoiar pequenos criadores é a troca, sobretudo de experiências. Por isso acho fundamental o trabalho de alguns sites nacionais, que tem criado uma cultura craft no Brasil. E vejo que a intenção do CVSI é bem essa, pois agrega conhecimento e divulga o trabalho de artistas bacanas que trabalham à margem das grandes lojas, mas, nem por isso, deixam de fazer seu trabalho com qualidade.
Mostra que isso é possível e viável, desde que feito com competência, mostra que o craft, o fazer das mãos é profissão, escolha e não apenas uma forma caseira de complementação de renda.

Para saber mais sobre a Ana e seu trabalho colorido e de muito bom gosto, clique aqui!

O Bate Papo de hoje é com uma pessoa criativa, flexível, inovadora e muito talentosa. Estamos falando de Jackson Araujo da Shhh.fm e seu trabalho como sound-stylist. Deite e role nesta gostosa conversa…
CVSI: Sabemos que é Jornalista de formação, que atua como Consultor de Moda e Analista de Tendências e que por ser um apaixonado por música faz um trabalho como sound-stylist. Mas conte um pouco mais sobre você, quem é o Jackson?
Jackson: Tenho descoberto no último ano duas importantes ações na vida: a primeira é de agregar pessoas; a segunda é de inspirá-las. Sendo assim, acredito que usar a música como ferramenta de comunicação faz o maior sentido, não é mesmo?
Sou um observador incansável. Nasci na praia e fui criança na Floresta Amazônica e no Sertão.
Credito a isso meu gosto por cultura popular, lugares exóticos, temperos, cores e Natureza. Não sei viver em silêncio e não imagino um dia sem trilha sonora.
CVSI: Como, quando e onde você começou esse trabalho de sound-style?
Jackson: Sempre trabalhei com moda e desde meus primeiros textos busquei entendê-la como um conjunto de fatores. Moda é música, fotografia, design, arte, movimento, beleza, cultura e conta a história do tempo. Assim, além de escrever sobre ela, me interessei em musicá-la fazendo trilhas sonoras para desfiles, lá nos anos 80, ainda em Fortaleza.
Depois, quando comecei a tocar em festas e clubes, nos anos 2000, em SP, não me via como um DJ, por não gostar de um estilo musical somente, por não ser um turntablista, por prezar pela criação de uma atmosfera sonora pros lugares, não necessariamente pensando em fazer as pessoas dançarem, mas celebrarem o encontro, a experiência do ambiente e das companhias.
Juntando isso com a criação de trilhas sonoras para desfiles – Lino Villaventura, Thais Losso, Rita Wainer, Samuel Cirnansck, Ellus, 2nd Floor,Cavalera, Água de Coco, Iódice, Reserva, Ricardo Almeida – exposições de arte, lojas e shopping centers, meu trabalho de sound-styling foi se concretizando ao longo dos últimos anos e se materializou com o Shhh.fm, agora em 2009, numa parceira com a Cherryplus

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira para realizar essas criações sonoras?
Jackson: A inspiração surge habitualmente das minhas leituras diárias e das observações sobre o constante movimento do mundo. Como leio muito diariamente sobre diversos assuntos, de Ciência a Ilustração, de Música a Design, de comportamento jovem a gastronomia, vou costurando assuntos que dialogam entre si e que, a meu ver, podem acender na cabeça das pessoas um entendimento maior sobre o futuro das relações.
Como não consigo imaginar a vida sem uma trilha sonora, vou naturalmente selecionando na minha biblioteca musical (dentro e fora do computador), tracks (novíssimas, novas, antigas, clássicos) e sons que combinem com aquele determinado mood. Às vezes a trilha vem antes do texto; às vezes faço as duas coisas paralelamente; outras, o texto vem antes. Procuro imprimir liberdade nesse ato criativo. 


CVSI: Conte-nos um pouco sobre seus planos para o futuro em relação à esse projeto e ao Shhh.fm?
Jackson: Quero musicar cidades, parques, ambientes públicos de encontro. Busco com esse projeto ser um veículo de comunicação de novos criativos, propagar por meio da música inspirações para um mundo melhor.
CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e se desenvolva de maneira sustentável?
Jackson: Desde que os criativos, os pensadores e os inovadores estejam de fato interessados em um mundo melhor, sim! Torço para que as velhas idéias saiam de cena e possamos de fato entender a Natureza como um organismo pulsante, vivo e coeso. O mundo como era antes acabou e uma nova era de trocas e relacionamentos se estabeleceu com a Internet. Estamos começando uma nova fase de percepção sobre a valorização do conteúdo relevante para que essas mudanças ocorram. Acordo todo dia pensando em colaborar com isso. É o que me inspira.
CVSI: Obrigado Jackson, por esse Bate Papo cheio de melodia…
Para ouvir o talento do Jackson na Shhh.fm, clique aqui.

