Inspiração

Impossível essas imagens do espaço não inspirarem… Parecem montagens, mas observando bem dá para ver que são verdadeiras. Verdadeiras e divinas obras de arte…as cores, as formas, a perfeição.

inspiração Dione, a Lua congelada de Saturno

O Criador usando Sua criatividade para nos mostar a grandeza de Sua natureza, ou seja, da nossa…

Montanhas da Criação, região onde novas estrelas estão em formação
Cassiopéia AGaláxia NGC 1512
Aprecie…e conecte-se com sua inspiração!

inspireHoje dividiremos com vocês um pouco da história e trajetória de Luciana De Mari, uma artista de muito bom gosto que desenvolve um trabalho super criativo, harmonioso, delicado e alegre. Confira abaixo, em nosso Bate Papo Inspirado, os detalhes da vida e da arte de Luciana e se inspire! Obrigada Lú!

CVSI: Luciana, sabemos que você cria produtos muito charmosos e com um toque delicado inspirador, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Luciana?

Luciana: Estou descobrindo quem eu sou sempre, a cada dia é uma descoberta e isso não para nunca, né? Sou aquilo que vivo. Eu sou praia, mar, sol, água, pés descalços, bichos, gato, cachorro, passarinho, brigadeiro, agulha frita, risos e lágrimas, movimento, sou touro com ascendente em peixes e lua em libra, cores, tintas, formas, dores, amores, mãe, filha, irmã e amiga.

Sou as minhas criações. Criar é quase como uma compulsão. Não sei quando tudo isso começou. Talvez tenha uma grande contribuição de minha mãe, porque ela sempre trabalhou com artesanato e do meu pai, que já trabalhou como desenhista industrial.

O que me recordo é que sempre gostei de desenhar, rabiscar, em folhas de papel, capa de caderno, onde tivesse espaço. Quando era pequena, queria ser veterinária, estilista e arquiteta. Já cuidei de mais de 20 gatos ao mesmo tempo e tenho ainda guardado desenhos de modelitos e casas inusitadas. Sou formada em design, trabalho também em um Instituto de Inovação em Tecnologia da informação.

CVSI: Como, quando e onde você começou a criá-los e produzi-los? O que se passava em sua vida naquele momento?

inspire

Luciana: Em 2004, especificamente, foi um ano que estava muito em contato com o estudo do inconsciente, fiz minha tatuagem de mandala, comecei a fazer um curso de arte terapia, enfim, tudo isso mexeu muito comigo e foi refletindo na forma como desenhava. Meu desenho ganhou personalidade. Usava o desenho para falar, pra colocar pra fora, para transformar.

Como sempre estive muito em contato com a internet por conta do meu trabalho, descobri e comecei a usar o fotolog como se fosse um blog pra mim (www.fotolog.net/dedentroprafora). Alguns escrevem, outros desenham e escrevem menos…. J. Eis que um dia pensei em usar as ilustrações em outro veículo, mídia, que não fossem camisetas (o mais comum ou esperado). Como um quadro que não fica só na parede.

Vieram então os bottons, com pedaços das ilustrações que faziam parte de um projeto de arte. Cheguei até a inscrever pra uma exposição, que acabou não acontecendo e eles viraram produtos. Aí, tudo só foi crescendo. Vieram as bolsas (no inicio de 2005). Como minha mãe já tinha trabalhado com isso, já tinha essa experiência de costura e modelagem, resolvi me juntar a ela para fazermos um teste.

Foi assim que surgiram as primeiras bolsas: a João e Maria, uma bolsa reversível que carrega as ilustrações dos dois lados. Faço as telas e eu mesmo repasso para o tecido. Os primeiros trabalhos foram publicados no fotolog e a aceitação foi um estímulo para novas criações. São trabalhos sempre pensados com muito cuidado, com muito carinho, desde a escolha dos tecidos, passando pela pintura, costura, até a colocação dos últimos detalhes, bottons, corações ou minúsculos botõezinhos. Uma delícia de fazer. Uma realização. E as criações vão refletindo os momentos que estou vivendo.

CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê seus produtos em um futuro próximo?

Luciana:

Estou investindo finalmente na loja online. E novidades, com certeza, daqui pra o final do ano: novos modelitos de bolsas e peças em porcelana. Minha nova paixão.

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em produtos?

Luciana: Tudo me inspira. Sou muito observadora e curiosa. São revistas, blogs, filmes, músicas, um poema bonito, livros infantis, minha filha, a natureza, plagiando Marisa Monte, eu diria: o universo ao meu redor J. Idéias são muitas, mas para transformar em produto não é só sentar e deixar que a inspiração venha. É um trabalho de inspiração e transpiração literalmente.

cleozinha #06 por Lu De Mari.

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?

Luciana: Acredito sim. Hoje em dia só se fala nisso, criatividade para inovar e sustentabilidade. As pessoas estão mais conscientes e pedindo algo diferenciado que respeite o meio ambiente e à sociedade. Temos que buscar soluções dentro desse conceito.

vinagre + azeite por Lu De Mari.

CVSI: Você contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver algo?

Luciana: Ainda não contribuímos. Estamos ainda organizando nossas produções para só assim poder buscar alguma proposta com o terceiro setor. A vontade existe.

conjunto porcelana #1 por Lu De Mari.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?

Luciana:

Achei ótimo. Não tinha visto ainda nenhuma abordagem desse tipo. Como eu sei que as minhas criações são minha alma, acho muito bacana vocês buscarem essa essência nos criadores. É uma forma de aproximar as pessoas. Não são meramente produtos que “comercializamos”, são pedacinhos do que somos.

bowls ** esse já tem dona** por Lu De Mari.

Comentários Extras e Sugestões (o que você gostaria de ver no CVSI?): Eu agradeço pelo convite e adorei o espaço.

mochila haidee #32 por Lu De Mari.

Para conhecer mais sobre a Lú e suas criações, visite www.ludemari.com.CVSI: Como, quando e onde você começou a criá-los e produzi-los? O que se passava em sua vida naquele momento?

foto de dedentroprafora em 02/06/05

Luciana: Em 2004, especificamente, foi um ano que estava muito em contato com o estudo do inconsciente, fiz minha tatuagem de mandala, comecei a fazer um curso de arte terapia, enfim, tudo isso mexeu muito comigo e foi refletindo na forma como desenhava. Meu desenho ganhou personalidade.  Usava o desenho para falar, pra colocar pra fora, para transformar.

Como sempre estive muito em contato com a internet por conta do meu trabalho, descobri e comecei a usar o fotolog como se fosse um blog pra mim (www.fotolog.net/dedentroprafora). Alguns escrevem, outros desenham e escrevem menos…. J. Eis que um dia pensei em usar as ilustrações em outro veículo, mídia, que não fossem camisetas (o mais comum ou esperado). Como um quadro que não fica só na parede.

Vieram então os bottons, com pedaços das ilustrações que faziam parte de um projeto de arte. Cheguei até a inscrever pra uma exposição, que acabou não acontecendo e eles viraram produtos. Aí, tudo só foi crescendo. Vieram as bolsas (no inicio de 2005). Como minha mãe já tinha trabalhado com isso, já tinha essa experiência de costura e modelagem, resolvi me juntar a ela para fazermos um teste.

Foi assim que surgiram as primeiras bolsas: a João e Maria, uma bolsa reversível que carrega as ilustrações dos dois lados. Faço as telas e eu mesmo repasso para o tecido. Os primeiros trabalhos foram publicados no fotolog e a aceitação foi um estímulo para novas criações. São trabalhos sempre pensados com muito cuidado, com muito carinho, desde a escolha dos tecidos, passando pela pintura, costura, até a colocação dos últimos detalhes, bottons, corações ou minúsculos botõezinhos. Uma delícia de fazer. Uma realização. E as criações vão refletindo os momentos que estou vivendo.

CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê seus produtos em um futuro próximo?

Luciana: Estou investindo finalmente na loja online.  E novidades, com certeza, daqui pra o final do ano: novos modelitos de bolsas e peças em porcelana. Minha nova paixão.

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em produtos?

Luciana: Tudo me inspira.  Sou muito observadora e curiosa.  São revistas, blogs, filmes, músicas, um poema bonito, livros infantis, minha filha, a natureza, plagiando Marisa Monte, eu diria: o universo ao meu redor J. Idéias são muitas, mas para transformar em produto não é só sentar e deixar que a inspiração venha. É um trabalho de inspiração e transpiração literalmente.

cleozinha #06 por Lu De Mari.

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?

Luciana: Acredito sim. Hoje em dia só se fala nisso, criatividade para inovar e sustentabilidade.  As pessoas estão mais conscientes e pedindo algo diferenciado que respeite o meio ambiente e à sociedade.  Temos que buscar soluções dentro desse conceito.

vinagre + azeite por Lu De Mari.

CVSI: Você contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver algo?  

Luciana: Ainda não contribuímos. Estamos ainda organizando nossas produções para só assim poder buscar alguma proposta com o terceiro setor. A vontade existe.

conjunto porcelana #1 por Lu De Mari.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?

Luciana: Achei ótimo. Não tinha visto ainda nenhuma abordagem desse tipo. Como eu sei que as minhas criações são minha alma, acho muito bacana vocês buscarem essa essência nos criadores. É uma forma de aproximar as pessoas. Não são meramente produtos que “comercializamos”, são pedacinhos do que somos.

bowls ** esse já tem dona** por Lu De Mari.

Comentários Extras e Sugestões (o que você gostaria de ver no CVSI?): Eu agradeço pelo convite e adorei o espaço.

mochila haidee #32 por Lu De Mari.

Para conhecer mais sobre a Lú e suas criações, visite www.ludemari.com.

09.16.2009

Sono Que Inspira…

Quem resiste a uma foto fofa de bebê? Essas que você vê aqui são da fotógrafa americana Tracy Raver, que descreve ter um estilo simples ao registrar imagens de recém-nascidos dormindo

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foto fofa de bebê

Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, Tracy, que oferece workshops para pais aprenderem a fotografar seus filhos, diz que o importante é capturar as expressões do rosto dos pequenos de maneira simples, sem poses ou adereços especiais, apenas sorrindo, sonhando…

Ela indica usar luz natural na hora de fotografar os pequeninos e também sugere algumas técnicas para manter os recém nascidos calmos e adormecidos. Deliciem-se, inspirem-se e bons sonos…

inspirem-se

Através de mais um Bate Papo Inspirado, tivemos o prazer de falar com Cris Paz, da ChezCris. O trabalho da Cris é uma delícia de apreciar…de maneira alegre, criativa e lúdica ela cria, com paixão, linhas de produtos originais e versáteis que encantam adultos e crianças…

Confira abaixo um pouco mais da história e da visão da Cris em relação ao seu trabalho e o mundo da criatividade. Enjoy!

  

CVSI: Cris, sabemos que é publicitária e jornalista e que sua relação com a criatividade começou na infância, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é Cris Paz?

bate papo inspiradoCris: Fui uma criança muito tímida, mas independente, que adorava brincar sozinha. Não precisava apenas de brinquedos para me divertir, por exemplo, bastava os 10 dedos das mãos e minha imaginação para criar um universo rico de personagens e histórias. Minha mãe sempre incentivou meu lado cultural, estimulando a leitura, as aulas de ballet, o gosto por música clássica e ópera. Claro, que isso tudo interfere até hoje no meu trabalho. Também foi na infância que começaram a aparecer características de empreendedorismo, ferramenta tão essencial quanto a criatividade quando pensamos em ter um negócio próprio. Hoje a timidez ficou de lado, o jornalismo me ajudou muito neste sentido. Sou extremamente curiosa, inquieta e qualquer hora é hora de criar. Sou perfeccionista e persistente. Adoro ensinar e ver a evolução profissional da minha equipe.

 

CVSI: Como, quando e onde surgiu a ChezCris? O que se passava em sua vida naquele momento?

Cris: A Chez Cris começou há mais de 6 anos. A rotina tumultuada de quem trabalhava com comunicação e a pressão do dia-a-dia me impulsionaram a buscar uma terapia manual, comecei criando bijoux com vidro, misturando técnicas de entrelaçamento russa e japonesa. As peças agradavam demais o público feminino mais próximo – amigas e primas – e o hobby virou negócio. Como eram peças feitas com uma matéria-prima bacana, fiz uma embalagem de feltro, bem fofa, bordada à mão. O sucesso foi tão grande que acabou apontando para outra matéria-prima, o tecido. Comecei com os toys, depois fui abrindo o leque para ampliar o mix de produtos, hoje fazemos toda a parte de decoração de quarto de bebê.

 

cultutal

 

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 CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê o ChezCris em um futuro próximo?

Cris: Bom, nossos planos para a marca é intensificar as ações online. Estamos com nova loja virtual no ar, que é muito mais orgânica e sensorial. Num futuro próximo, queremos aumentar nossas vendas internacionais, para isso, estamos estruturando a loja virtual também para a versão em inglês.

 

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CVSI: Seus produtos são muito originais, e sua linguagem criativa é única. Como você se inspira para criar?

Ícone de exibição de *CHEZ CRIS* Cris PazCris: Minhas inspirações vêm, principalmente, de pessoas. Então, em todo lugar e momento estou observando gestos, expressões. As cores também me inspiram demais, seja na comida, nas flores, nos traços. Minhas histórias e lembranças infantis também são muito inspiradoras e estão presentes em cada “agulhada”. Acho importante ter um hobbie, eles são estímulos à criatividade. Tenho dois: a fotografia e coleciono dolls (Bjds). A fotografia treina o meu olhar o tempo todo. Minha câmera está sempre comigo. Tudo pode virar um clic. Através da lente, aprendo a olhar um objeto de maneiras diferentes. Pra mim, um excelente exercício de criatividade.

 

Cosmopolitan outfit

 

CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver de maneira sustentável?

Cris: Sem dúvida. Cada vez mais percebo que a falta de criatividade pode derrubar uma empresa, isso mais que nunca. Assim como as marcas têm acesso à coisas bacanas e recursos fantásticos pela Internet, o consumidor também. Hoje, ele é muito bem informado, exigente e forte contribuinte para a reputação de uma companhia, seja ela pequena ou grande. Portanto, ser criativo e apresentar soluções inovadores é ter respeito por um cliente que busca o diferencial.

 

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CVSI: Você contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver?

Cris: Já conversei com algumas ONGs ligadas à comunidades, mas ainda não fechamos nada. Mas há interesse em desenvolver algo assim. Ainda estamos no começo, conhecendo os processos, tentando entender como isso funcionaria entre as duas partes. Na prática, tudo é mais complicado, por isso deve ser estudo com calma.

 

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos para o enriquecimento de nossa existência?

Cris: Acho bárbaro! A Internet veio para democratizar. Antes dificilmente muitos artistas não teriam como divulgar seu trabalho por meio dos veículos de comunicação tradicionais, que nunca tiveram muito espaço. Agora, encontramos lugares bacanas na web que possibilitam essa troca de informações. Valeu meninas!

Obrigada pelo delicioso Bate Papo Inspirado, Cris! Sucesso!

Para conhecer mais o trabalho da Cris e adquirir suas charmosas criações, clique aqui.

Lendo o livro “Cartas A Um Jovem Designer – Irmãos Campana“, não resisti e resolvi escrever aqui um pouco do que encontrei lá.

No livro, Fernando e Humberto, os designers internacionais conhecidos como Irmãos Campana, falam de suas trajetórias, de suas obras, de suas verdades. Contam como interagem com o mundo, com as pessoas e como imaginam um mundo melhor.

Irmãos Campana

Como aparece no livro, eles têm como compromisso o “não a ousadia pela ousadia, mas aquela que parte da vontade de manifestar uma verdade interior.”

Nossa cara, não?

Ali definem que “ser humilde é estar em contato com a vida, ter a capacidade de enxergar o que esta acontecendo e se inspirar nisso…”.

E deixam um conselho importante: “Escolha uma linha baseada nos desejos, nos instrumentos e nas capacidades que você reconhece em si próprio desde a infância, algo que vem lá de trás e, então, respeite essa linha e direcione seu potencial. Isso dará uma personalidade ao seu trabalho que vem de processar o mundo, os materiais, os métodos de produção etc., de acordo com sua sensibilidade, seu filtro pessoal. Não adianta querer ser o que não é, camuflar uma fraqueza; não adianta entrar na onda do momento e muito menos copiar. Se você for fiel a si mesmo, vai encontrar um jeito que é só seu.”

Cartas A Um Jovem Designer

Cartas A Um Jovem Designer Cartas A Um Jovem Designer

Queremos muito entrevistá-los aqui no CVSI e esse livro nos deixa ainda mais interessadas em realizar esse Bate Papo.

Este Bate Papo tem algumas características marcantes: a artista é uma velha amiga que reencontramos neste mundo virtual fascinante; ela é brasileira e mora em Paris; o resultado da entrevista foi “intenso”, as respostas são longas, mas as deixamos na íntegra, como sempre fazemos, porque vale a pena conferir cada palavra: sua trajetória nos inspirou tanto quanto sua arte! Obrigada Giovana!

  
bate papoCVSI: Sabemos que é uma apaixonada por criar e que escolheu desenvolver seu potencial criativo vivendo a vida intensamente, mas conte um pouco mais sobre você. Quem é a Giovana?

Giovana: Hoje sei muito sobre mim, acho que é o que mais sei na vida, mas o processo de descoberta é infinito e muito fascinante. Sou sensível, amorosa, conectada, confiante na vida, colorida, consciente, exploradora, livre!

Essa é a minha busca eterna, me conhecer cada dia mais e mais, e tentar ser inteira, o que não é fácil, em um mundo tão desequilibrado onde vivemos. Mas tenho tido sucesso com essa busca, pois acredito ser feliz e fiel aos meus valores reais da vida, como: verdade, amor, respeito, igualdade, gentileza.

Foi atrás desta viagem interior que encontrei a arte. Posso escrever aqui por horas, contando todo meu processo de vida, como acredito que cada um tem o seu, mas de alguma forma, são todos muito parecidos, com perdas e vitórias, inseguranças e vontades, medos e realizações, até o dia e que resolvemos, ou não, tomar conta de nossas vidas e fazer apenas aquilo que nos faz bem, nos nutre, nos alimenta. Sem deixar nossa energia se escoar ou, até mesmo, nos destruir.

Acredito que a energia é sempre a mesma, o que muda é a manifestação, que pode ser levada a autodestruição ou a construção de algo muito especial e único. Quando aprendemos a construir coisas positivas, tudo fica mais leve, colorido e trazemos a tão sonhada paz em nossas vidas.
O meu processo foi esse. No inicio não entendia minha sensibilidade, deixei que ela me levasse a lugares feios e tristes por não saber como direcioná-la. Sentia o mundo, mas ele não era muito bonito. Aos poucos fui entendendo, através da astrologia principalmente, que eu era assim, e fui atrás das coisas mais belas e leves, pois preciso viver perto do que é vivo, ou então, morro junto.

A primeira coisa a fazer, foi sair de São Paulo, cidade que eu amo, mas tenho total consciência de que seu estilo de vida não combina com o meu. Depois, descobri a arte e percebi que ela sempre me acalmava, e me deixei levar por esse prazer. Sem nenhuma pretensão, essa paixão se tornou minha profissão. O ponto alto de satisfação para mim foi unir a arte ao autoconhecimento e ajudar as pessoas a se curarem e se conhecerem melhor, tendo meu processo pessoal como caminho.
 

CVSI: Como, quando e onde você começou a trabalhar com as mandalas? O que se passava em sua vida naquele momento?

Giovana: Quando decidi sair de São Paulo, já havia encontrado meu verdadeiro amor, então só faltava me encontrar profissionalmente. Eu tinha me formado em Propaganda e Marketing havia mais ou menos um ano e estava perdida, como a maioria das pessoas jovens: sem expectativas, decepcionada com a faculdade, sem entender o porquê de ter estudado 15 anos para chegar ali, desempregada, com oportunidades de trabalhar das 8h às 18h e ganhar um salário péssimo no final do mês.

E o pior, para mim, era saber que iria colocar toda minha criatividade em algo que, provavelmente, iria enganar as pessoas. Isso não era possível! Preferi trabalhar em loja, assim continuava “livre”: trabalhava 6h por dia com um salário razoável para quem morava com os pais e cabeça fresca. Assim, sobrava mais energia para mim.

bate papo  bate papo

Foi quando, meu companheiro e eu, resolvemos ir estudar e ter uma experiência em outro lugar do mundo. Fomos para Califórnia, Santa Barbara. Vivemos dois anos e meio lá, em plena harmonia, felicidade e com todos os desafios normais da vida. Livres, como dois pássaros que saíram da gaiola. Lá entendi minha alma, ela era californiana, totalmente hippie.

Adorava andar descalça, escutar os drums circles todos os domingos nas praças, os festivais, as músicas,a arte, a cor, a praia, os amigos. Tudo era realmente um sonho. Comecei a fazer cursos de arte, watercolor, desenho, escultura, vidro… Mas sem nenhuma pretensão. Abri uma marca de crochê – Original Art – com uma amiga e, naturalmente, percebi o que era viver do meu trabalho, da minha criatividade.

Ser livre para decidir quando trabalhar, ser justa no preço, poder me expressar com as cores e ainda ver todos usando nossos gorros coloridos e bolsas diferentes. AMEI essa vida, disse para mim mesma, é isso que eu quero! Mas como sou muito curiosa, queria saber mais sobre outros lugares que ainda não conhecia e resolvemos ir explorar a Europa.

Vendemos tudo, nos desapegamos da vida, peace and love, e fomos conhecer o velho continente. Desta vez de mochila, sem expectativas. Tínhamos algum dinheiro, uma passagem de um ano, algumas dicas e muita coragem e vontade de viver essa aventura. Passamos um mês em Portugal, quinze dias em Barcelona, achei que ia ficar por lá, mas não me adaptei, era muita loucura. Lembrando que era 2003, período tenso antes da guerra no Iraque.

mundo virtual

Seguimos para uma cidade menor: San Sebastian, norte da Espanha. Alugamos um apê com 2 espanholas e ficamos, sem previsão de partida. Não conseguimos trabalho, então meu dia-a-dia era ir à biblioteca local, checar a internet e pegar livros e CDs para estudar. Li de tudo, estudei chacras, tai chi, massagens, cores… Vivi realmente o ócio, o que foi muito bom para me conhecer melhor, pois nunca temos tempo para cuidar dos assuntos da alma, então tirei esses meses para limpar o coração.

Porém, me deparei com uma mudança muito grande de ambiente, pois não conseguia me conectar com a cidade, apesar de muito bonita. As pessoas eram fechadas, a língua era muito diferente (o Euskera) e tive mais uma vez que viver dentro de mim, pois o exterior não me completava.

Comecei a entrar em depressão, pois me sentia um peixe fora d’água. Passava os dias pintando. Dois, três desenhos por dia, era só isso que eu queria fazer e escrever tudo o que eu sentia. Comecei pintando flores, estrelas, lua, sol e, aos poucos, começaram a sair as mandalas, os pontos e não conseguia mais parar.

Ficamos quase cinco meses lá e sem ter a menor consciência, naquele momento difícil, estava aprendendo o poder de cura das mandalas que – só depois de alguns meses – foi se manifestar em quadros e no final em portais: Mandalas Gigantes.

 

CVSI: Por favor, fale um pouco de seus projetos e planos. Como vê o seu trabalho em um futuro próximo?

Giovana: Quando viemos para Europa em 2003, pedi a minha mãe, grega, para dar entrada na cidadania européia. Quando voltamos da Europa, depois de 7 meses e meio lá, fomos morar em Florianópolis. Cidade dos sonhos para quem quer paz e busca sua essência. Foi lá que me conheci realmente.

Fiz vários cursos, Reiki, tarô, astrologia, musicoterapia, vidas passadas, abri uma ONG, vivi realmente a minha essência, pura, natural, orgânica. Desenvolvi cursos e workshops sobre arteterapia e tive grande satisfação em ver pessoas expressando seu mundo interior em cores e mandalas, as deixando mais leves e felizes. Trabalhei com as crianças, minha grande paixão! Com aulas de criatividade livre, explorando a imaginação, a criatividade e a inocência.

Mas, em dois mil e sete, meu passaporte saiu e a vontade de explorar o mundo ainda era enorme. A ilha já tinha me dado toda a bagagem necessária para sair pelo mundo novamente, especialmente porque não tínhamos filhos ainda. Mais uma vez, nos desfizemos de tudo (material, emocional e profissional) e partimos para mais uma grande aventura, desta vez: Paris!

Centro do mundo e fácil acesso a todos os outros lugares que ainda queremos explorar. A busca desta vez era a Arte e a referência de diferentes culturas, religiões, pensamentos, tudo! Aproveitar nossa cabeça jovem e absorver tudo!

Não é tão simples, a idade vai pegando e desapegar do “paraíso” não é tão fácil assim. Mas agora, depois de um ano aqui, de ter me conhecido ainda mais, estar mais forte que ontem, ter vencido os obstáculos do frio, da língua, da cidade, da falta do mar, dos amigos, da família, estou pronta para agir e começar a viver minha arte aqui.

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Começo a estudar em Outubro próximo e quero aprender, reciclar, refazer, desconstruir e criar de novo. EXPERIMENTAR é a palavra. Já tive experiências em cinemaa, minha paixão, em moda, em design. Estou em fase de descoberta e do ponto zero, mesmo tendo minha bagagem, que nunca será tirada de mim, estou pronta para o que se abrir de novo.

Para ser sincera, não tenho muito planos, a não ser viver da arte, da criatividade, da verdade, de valores reais e buscando colocar minha energia naquilo em que acredito, para ajudar o mundo a ser um lugar melhor. Além de trabalhar, quero continuar com as mandalas personalizadas e ver como esse processo evolui. Tenho muita vontade, também, de escrever livros infantis, fazer ilustração. Idéia na cabeça é o que não falta.

 

CVSI: O que você faz para se conectar com sua inspiração, ou seja, como você se inspira? E como transforma sua inspiração em produto?

Giovana: Para mim, criar é simplesmente deixar acontecer, sem regras, sem nada pré-definido ou determinado, é a verdadeira liberdade! Dizem que quando criamos, estamos mais próximos do grande criador de tudo e eu acredito que essa é a maior verdade.

Eu não conheço nada que me deixe mais calma e zen do que criar. Posso passar horas pintando, recortando, dançando, escrevendo, sem que nada me perturbe, sem que nada desvie meu foco, que é simplesmente estar presente e deixar as formas se manifestarem.

Eu sou uma espectadora da minha própria arte, me fascino, me surpreendo e me alimento do ato de criar. O melhor momento de inspiração para mim é na madrugada, quando todos dormem, quando as mentes calam, quando os barulhos cessam. Ai tudo flui, tudo acontece facilmente. Adoro o sol e o dia, mas sou totalmente noturna.

Gosto de harmonia, beleza, música, aromas, limpeza, natureza, para que meu estado seja mais puro. Pois quanto mais conseguimos sair e deixar a inspiração entrar, melhor será o resultado. gora, para torná-la um produto, utilizo o marketing que aprendi na faculdade, ou seja, cuidado com a apresentação do produto, desde a etiqueta, o conceito, até todo tipo de ferramenta visual para que os clientes possam se conectar melhor com meu trabalho e perceber que ele é feito com muito amor e carinho.
 

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CVSI: Como escolhe os materiais que vai usar? Existe algum ritual para isso?

Giovana: No caso das mandalas, durante anos trabalhei com tela e tinta acrílica (utilizando uma técnica de aquarela) e tinta autorelevo, para finalizar. Mas nos cursos e na vida pessoal, faço mandalas com tudo o que aparecer na frente: colagem de revista, fotos pessoais, sementes, conchas, mosaico com azulejos, crochê, papel, tampinhas…. A mandala é uma parada muito interessante e vicia.

Ela sempre começa pelo centro e depois vai crescendo simetricamente, então, podemos utilizar qualquer material e a criação é sempre infinita, paramos quando queremos. Apesar de existir tipos e técnicas diferentes de mandalas, cada uma tem seu propósito: as Livres, sem nenhuma simetria, simplesmente deixando sair o que está dentro; as de Direcionamento, onde colocamos aquilo que querios manifestar na nossa vida, utilizando cores, palavras, imagens, simbologias que representem nosso objetivo; as de Centramento, essas são simétricas e têm um centro bem definido, ótimas para meditação, entre outras…

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CVSI: Você sente/acredita que a criatividade, a imaginação, a inovação são hoje atributos essenciais para que o mundo saia do lugar comum e continue a se desenvolver?

Giovana: Totalmente! Vivemos numa sociedade muito material e mental, onde o emocional ficou deixado de lado por séculos e, para sermos completos, precisamos ter o espírito/mente/coração/corpo equilibrados.

Quando levo lápis de cor, canetinha e papel nas reuniões entre amigos, muitos dizem: “eu não sei criar nada”, “eu sou péssimo”, “eu não consigo desenhar”. Mas isso não é verdade, pois todos nós, quando crianças, desenhamos, pintamos, dançamos, cantamos, tocamos instrumentos… Exploramos nossos sentimentos através da expressão artística.

O mais interessante é ver esses mesmos amigos voltarem ao ponto em que pararam e criarem casinhas, carrinhos, arco-íris. Criar faz parte da alma, nunca esquecemos, só enferrujamos. Toda essa espontaneidade e liberdade da nossa criança vão sendo deixadas para trás e a obrigação de sermos fortes, inteligentes, capazes, bem sucedidos, vai tomando conta.

Hoje temos muitas pessoas doentes, com dificuldade em acessar seus sentimentos ou depressivas, com sérios problemas emocionais, pois elas deixaram sua criança sem nenhuma forma de comunicação. Elas simplesmente pararam de escutar seus corações e reconhecer as verdadeiras necessidades pessoais, da alma e, sem essa relação interior, é impossível sermos inteiros e manifestarmos no mundo aquilo de mais belo e único que cada um de nós trouxe.

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Criatividade é essencial na vida, até mesmo para superar desafios diários. A pessoa criativa é mais aberta, mais capaz de se adaptar às novas situações e, como vivemos num mundo onde a única certeza é de que tudo é inconstante, ser adaptável é uma boa característica.

CVSI: Você já contribuiu, contribui ou tem planos de – através do seu trabalho – contribuir com o terceiro setor? Se sim, poderia nos contar um pouco? Se não, teria interesse em desenvolver algo?

Giovana: Esse é um assunto essencial para mim, pois não consigo ter paz e ser verdadeiramente feliz, sabendo que ainda existe tanto absurdo neste mundo. Mas também sei que não posso salvar o mundo, então, faço o que é possível! Meu foco é sempre natureza e crianças, pois para mim são o futuro e, através das crianças, conseguimos atingir os pais, tios e avós com muito mais facilidade. Sempre estive presente em diversos tipos de ações solidárias e ecológicas.

Organizei o movimento “EU AMO A TERRA”, onde no último domingo do mês, reuníamos voluntários com sacos de lixo, luvas, água e muita vontade para ajudar a natureza a se harmonizar, limpando as trilhas de Florianópolis.

Dividíamos em duas equipes, uma recolhia o lixo reciclável e a outra o lixo para o aterro. O lixo reciclável ia diretamente para uma recicladora de lixo. Os momentos eram sempre mais que especiais, com grupos diversificados, surfistas, empresários,idosos, crianças, jovens. No final de todos os encontros, sempre a natureza nos dava um presente, além do dia especial.

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Em um deles, encontramos uma praia deserta, com a água mais clara que vi e depois desse dia, nunca mais a encontramos naquelas condições tão perfeitas. Em outro dia, no final da trilha, encontramos mudas de árvores abandonadas e cada um levou um pouco da natureza para casa, e assim vai. A natureza é extremamente amorosa e abundante; assim como com as crianças, sempre recebemos muito mais do que damos. Existiem vários outros projetos de crianças e arte…..mas isso fica para uma outra vez.

CVSI: Qual sua opinião sobre a proposta do Como Você se Inspira (CVSI) de ser um espaço aberto para agregar e promover artistas que expressam sua arte através da conexão com suas verdades – acreditando que assim, contribuiremos o enriquecimento de nossa existência?

Giovana: ABSOLUTAMENTE!!!! Vocês estão fazendo um trabalho muito especial, pois devemos sempre incentivar toda e qualquer expressão criativa, pois esse é o caminho para o equilíbrio que tanto buscamos. No mundo atual, arte é coisa de museu ou de galeria renomada e existem milhares de artistas por ai, cheios de talento não explorado, o que é desperdício enorme para humanidade.

Muitas vezes, por não terem espaço para viver de seu trabalho, têm que trabalhar em empregos exploradores que retiram toda a energia e não sobra tipo para arte. Acredito que, num futuro próximo, existirá mais espaço para arte ser explorada e apreciada, incentivando todos a expressarem seus sentimentos e idéias, tornando o mundo mais verdadeiro e divertido.

Para conhecer mais sobre o trabalho da Giovana Venturini, visite: http://www.giovanaventurini.com/
Este foi mais um delicioso Bate Papo Inspirado do CVSI…