Vamos Lavar Louças?
Depois de me deparar com o trabalho de Ana Ribas fiquei tão inspirada que fui olhar na minha gaveta de panos de pratos: quantos tenho, quantos posso doar e quantos preciso comprar.
É incrível como um produto de uso tão simples pode se tornar um objeto do desejo…tudo depende da verdade de quem faz, do amor que empenha, de sua inspiração.

E isso passa para quem admira.

São essas pequenas descobertas que tornam nosso domingo mais encantado. Hoje nosso obrigado vai para Ana Ribas.

Pensar Fora da Caixa Sempre Faz a Diferença
E falando de Economia Criativa, vamos falar um pouco Sakina M´Sa? Esta estilista sul-africana radicada na França que possui características de uma pessoa apaixonada pelos projetos que desenvolve em sua trajetória singular. Suas criações representam a reflexão íntima e honesta de uma estória repleta de símbolos.
Símbolos de uma mulher que ultrapassou os limites de sua origem e apresentou sua identidade com talento e determinação.
O estilo de Sakina é realmente generoso, poetico. Ela brinca com uma variedade de elementos: têxtil, geográfico e literário. Os temas que ela guarda perto do coração são: planeta terra, identidade e memória. Um aspecto imperdível de seu perfil explora a inclusão dos menos favorecidos, socialmente falando, de maneira que eles possam participar da indústria da moda desenvolvendo habilidades para fabricar e apresentar uma coleção. Ela realmente acredita na democratização desta indústria.
Sakina esteve no Brasil agora em Junho realizando um trabalho novo que foi exposto durante o SPFW chamado de Brasilópolis Jardim Paris. Quando perguntada sobre esse intercâmbio entre Brasil e Paris ela explica que a idéia foi um trabalho com duas fases, uma montando metade dos vestidos em Paris – com trabalhos como plissé e passe poil e outra integrando com a parte desenvolvida em São Paulo – com detalhes em fuxico, bordados e crochê, sempre na cor branca.
A parte do trabalho desenvolvido no Brasil é fruto de uma parceria que tem com a ONG Movimento Comunitário Estrela Nova – onde conta com o suporte de 10 costureiras locais para confecção de peças para exposição, além de desenvolvê-las e qualificá-las para alta costura.
Além disso, realizou uma palestra em um dos campus da Universidade Anhembi Morumbi, contando um pouco de sua trajetória e do seu trabalho.
Economia Criativa é isso!
Quanta inspiração!
Criatividade e Inclusão Social
Inclusão social
Já ouviu falar de economia criativa? Entendo que o conceito ainda não está muito claro, mas gira em torno de atividades que tenham como principal fonte de recurso a criatividade.
Esse movimento teve início na Inglaterra e desde 1997 a economia criativa é usada para movimentar e incrementar a indústria inglesa, além de gerar divisas e desenvolvimento social. Sabe-se que a indústria cultural é a maior empregadora da Inglaterra e com 1,3 milhão de pessoas e a participação desse setor no mercado mundial duplicou nos três primeiros anos do novo milênio.
De acordo com a UNESCO, dados de 2005 mostravam que apenas 03 países: Reino Unido, Estados Unidos e China, produziam 40% dos bens culturais comercializados no mercado mundial, incluindo livros, esculturas e outros objetos de arte e decoração, CDs, filmes, videogames.
A África e a América Latina participam nesse mercado com 4%. Esses números evidenciam o desperdício de talentos e oportunidades de negócios nos países subdesenvolvidos.
No Brasil, os primeiros registros de estudos sobre a economia criativa datam de 2004, por ocasião da 11ª. Reunião da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD).Esteve em pauta a necessidade de se formular políticas públicas e privadas para incentivar o setor a gerar emprego, renda e inclusão social, aproveitando a diversidade cultural do país e a facilidade dos jovens em compreender a linguagem artística contida nos programas de qualificação das instituições culturais.
O programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, define desenvolvimento como processo de ampliação de escolhas.
Nos paises em desenvolvimento onde a exclusão social tem uma relação forte e positiva com os índices de criminalidade e há uma dificuldade evidente em alocar a mão-de-obra pouco qualificada em atividades urbanas; ampliar escolhas no setor cultural pode atrair jovens de baixa renda e pouca escolaridade através de programas de qualificação e geração de primeiro emprego.
A Bahia sediou, em 2005, o Fórum Internacional de Indústrias Criativas, onde se ressaltou a importância do mercado da Cultura e se lançou o Centro Internacional das Indústrias Criativas.
Nessa ocasião, o Ministro da Cultura Gilberto Gil enfatizou que a indústria criativa como "epítome dos desafios e oportunidades que os países em desenvolvimento enfrentam no nosso mundo globalizado. A nova economia criativa, na qual a criatividade, experimentação e engenho têm papel preponderante na determinação da competitividade das nações e na criação de valores econômicos."
Em Pernambuco, um exemplo da prática de economia criativa é a empresa 4BMGR Ofice Artezanatos (GATOS DE RUA) cujos produtos são criações do designer Beto Kelner, diretor do Instituto Gatos de Rua.
A empresa apóia o Instituto, em contrapartida utiliza sua marca e contrata preferencialmente os jovens treinados no Instituto como seus empregados.
O instituto adota a metodologia da capacitação massiva para treinar os jovens, geralmente de baixa escolaridade, na execução de acessórios, esculturas, objetos de decoração e utilitários, criados pelo artista Beto Kelner que é também monitor do processo de aprendizagem dos jovens. O desempenho positivo desses jovens demonstra a relação benéfica que existe entre economia criativa e inclusão social.
No Brasil, apesar da vantagem comparativa gerada pela diversidade, o Produto Interno bruto (PIB) cultural contribui com apenas 1% da riqueza nacional, enquanto a média de participação mundial é de 7% do PIB, com amplas possibilidades de chegar a 10%, segundo cálculos da Organização das Nações Unidas (ONU).
A disparidade chamou atenção dos organismos internacionais que reconhecem a importância da cultura no desenvolvimento socioeconômico dos países. O presidente do Banco Mundial fez o seguinte relato: "considerações culturais devem ser incorporadas em todos os aspectos do desenvolvimento, se quisermos que o desenvolvimento seja sustentável e efetivo. A cultura é um recurso subestimado nos países em desenvolvimento. Pode gerar renda, emprego, divisas e inclusão social. Além disso, o apoio às atividades culturais gera um profundo bem-estar, na organização social e no funcionamento da sociedade".
Pesquisas internacionais (Richard Florida e Irene Tinaglia, professores da Carnegie Mellon University em Pittsburg), 2005, indicam que há uma relação positiva e crescente entre economia criativa e produtividade.A pesquisa analisou 45 países e o Brasil ficou em 43ª. posição, na frente apenas da Romênia e Peru. Ficou atrás da Argentina, México, Turquia, Chile, Uruguai.Comparando esses dados com estudo da FIESP (2005)sobre índice de produtividade publicada na Folha de São Paulo, referente a 43 países o Brasil ficou em 39ª. posição. O cruzamento dessas duas pesquisas pode validar a teoria de que há uma forte relação entre criatividade e produtividade, pois os 10 primeiros países com maior índice de produtividade são também os que mais investem em economia criativa.
A conclusão desse estudo sugere que o Brasil deve aproveitar melhor as vantagens comparativas naturais derivadas da diversidade cultural e da abundância de recursos humanos que provem de seus artistas e designers e transformá-las em vantagens competitivas gerando novos empregos para os jovens, renda e divisas para o país.
Great Design is Good for the Soul
Essa frase de Stephanie Ryan é tão verdadeira. Um bom design é bom para a alma. Sempre que eu vejo criações visualmente harmoniosas, com cores que se complementam e montam algo agradável de se olhar, isso de alguma maneira toca minha alma.

E Stephanie vai além, ela diz: “olhar para um bom design é como comer um pedaço de chocolate ou presenciar um pôr-do-sol perfeito. Nos afeta em muitos níveis, de maneiras que nem sempre percebemos. E contém propriedade curativa”. Viva o bom design.
Auto conhecimento:Chave para a inspiração tem muito a ver com estar conectado consigo mesmo, olhar para dentro, permitir sentir-se, conhecer-se…
E praticar o meu olhar para dentro sem comparar com o por fora do outro é importante, queria apenas que fosse mais fãcil , o que nem sempre o é.
Para quem também está nesta busca de se conhecer mais, sugiro a literatura de Louise Hay, como os livros “Você Pode Curar Sua Vida” (o colorido) e “Vida!”, fora os CDs de meditação.
Auto conhecimento é chave quando buscamos inspiração. Solte-se e a imaginiação se solta.
Boa Noite.

Coincidências
Hoje pesquisamos muitas coisas, lemos, mexericamos e – coincidentemente (coincidências não existem, certo?) – a Casa dos Criadores, que adoramos, era citada aqui e ali.
Lendo um dos textos sobre a Casa nos deparamos com uma nota sobre
Andréa Ribeiro da marca Diva – onde ela dizia que se inspira, principalmente, no sonho e no romantismo – e que gosta de colocar em suas coleções elementos que remetam a coisas boas e gostosas na vida das pessoas.
Que delícia!
Agora, a parte que mais marcou foi quando ela comentou que uma de suas últimas coleções foi inspirada em PAPEL DE CARTA! Isso é de fato “inspirador“!
Inspiração Is Everywhere…

Um filme americano mudo de 1915, escrito por Virginia Tyler Hudson, dirigido por George Foster Platt e estrelando Audrey Munson foi sucesso de bilheteria e trazia – pela primeira vez – a musa inspiradora nua, em uma produção não pornográfica.
Explicando o Inexplicável…
Explicando o Inexplicável.
Inspiração, refere-se a uma explosão inconsciente de criatividade artística, musical, intelectual ou outro empreendimento, como a invenção de uma nova teoria científica.
Literalmente, a palavra significa “soprou sobre“, e tem suas origens em ambos Helenismo e Hebraism.
Religiões da antiguidade acreditavam que inspiração derivava de Deuses.
No cristianismo, inspiração é um dom do Espírito Santo.
No século 19, poetas românticos, como Coleridge e Shelley acreditavam que a inspiração vinha à um poeta porque o poeta estava preocupado com os (divino ou místico) “ventos” e porque a alma do poeta era capaz de receber essas visões. No início do século 20, Sigmund Freud localizou a inspiração no interior da psiquê do artista.
Na psicologia moderna inspiração não é freqüentemente estudada, mas é geralmente vista como um processo inteiramente interno.
Em cada ponto de vista, a inspiração é, por sua natureza, é entendida como algo fora do controle da pessoa.
Como Você Se Inspira? Inspire e Se Inspire

Como você se inspira?
Com muita curiosidade, audácia e carinho queremos descobrir, através deste espaço como você se inspira…
Aqui, contaremos histórias, entrevistaremos criadores e realizadores no afã de entender seus momentos de inspiração e como surgem as boas idéias, afinal, criatividade é fruto de inspiração e…futuro da humanidade.
Fique à vontade, leia, compartilhe, divulgue…seja inspiradamente bem vindo!